Almeida Henriques

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Inovar para melhor competir

Com a publicação do Innovation Union Scoreboard 2010, Portugal verifica uma evolução positiva no domínio da inovação, ocupando agora o 15.º lugar, à frente de um grupo de três países constituído por Itália, Espanha e República Checa, no conjunto dos 27 países da União Europeia, resultado que saúdo, reconhecendo o percurso positivo que estamos a efectuar.
Esta evolução verificada é, sobretudo, resultado do crescimento de novos doutorados formados e, especialmente, do aumento do investimento privado em I&D.
Este último dado é relevante, uma vez que significa um reconhecimento de que a política da ciência deve estar orientada para a procura e não para a oferta, de que as empresas e as universidades perceberam que este é o único caminho possível para melhorar a competitividade e a produtividade, com naturais consequências no domínio das exportações.
Este facto só reforça a orientação iniciada em 2003 /2004, com o forte estímulo à criação de núcleos de I&D nas empresas, no âmbito da Agência de Inovação, situação descontinuada pelo Governo socialista, que tem de continuar a ser apoiada.
Apesar de ser um bom indicador, há que ser prudente na sua análise: Portugal continua longe dos lugares cimeiros na União Europeia e, ao mesmo tempo, há questões concretas que não podem ser descuradas.
Desde logo, como reconhece a FCT, o sistema caminha para uma implosão: o aumento de doutorados não está a ser acompanhado de uma renovação, ninguém sai do sistema, o que vai implicar o bloqueio; a única saída para inverter a situação será aumentar o emprego científico no sector privado, política que o Governo descontinuou.
Por outro lado, há que olhar para a listagem das cem empresas mais relevantes em termos de I&D: analisando os valores de investimento em I&D e o número de investigadores, é preciso que o peso da indústria de bens transaccionáveis cresça mais; não basta trabalhar para a estatística, é preciso que esta evolução tenha reflexo directo na economia e tenha sustentação.
Ao analisar este indicador, quanto ao impacto económico dessas políticas, verificamos que aparecemos num modesto 23.º lugar, logo a seguir à Roménia.
Quando entramos numa análise mais aprofundada, é notório que estamos acima da média da União Europeia no número de doutorados e de papers científicos, mas mal para todos os indicadores de ligação ao sector privado como patentes, publicações em cooperação público/privado, emprego de alta intensidade tecnológica, exportações de alta intensidade tecnológica e retorno sobre patentes.
Recomenda-se menos foguetório e mais realismo. É um passo positivo, que deve ser analisado com os pés assentes na terra.

Pergunta ao PS sobre exportações

Subsidiariedade e Solidariedade: Economia Social e Terceiro Sector

Subsidiariedade e Solidariedade: Economia Social e Terceiro Sector
Auditório do Instituto Politécnico

19 de Fevereiro às 15h30, em Viseu

Conferência social@pt, que decorrerá em Viseu, dia 19 de Fevereiro, no Instituto Politécnico de Viseu.

A conferência conta com a presença do Presidente do Partido Social Democrata, Pedro Passos Coelho.

Oradores:
Alexandre Soares Santos - Presidente do Conselho de Administração do Grupo “Jerónimo Martins”

Raquel Campos Franco - Professora Universitária

Participação Livre

“OLHARES CRUZADOS SOBRE VISEU EMPREENDEDOR”

TERTÚLIA

“OLHARES CRUZADOS SOBRE VISEU EMPREENDEDOR”



A Comissão Política de Secção do PSD Viseu convida V. Exa. a participar na Tertúlia “Olhares Cruzados Sobre Viseu Empreendedor” a realizar no próximo dia 15 de Fevereiro, terça-feira, pelas 21.00h, no Hotel Montebelo em Viseu.

Esta acção terá com dinamizadores o Dr. Jorge Martins – Administrador da Martifer e o Dr. Samuel Barros – Docente do IPV, e pretende promover o debate entre personalidades com competência e interesse no tema, permitindo a participação e intervenção de todos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Menos Estado, mais economia

O Presidente do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho, trouxe para o debate político uma questão de primacial importância, a necessidade de uma reforma urgente do Sector Empresarial do Estado.
Há 17 anos iniciou-se o processo de privatizações de empresas públicas, hoje temos mais empresas que nessa altura, para já não falar de que este sector parece um “caldeirão” onde tudo cabe, onde não se consegue perceber qualquer estratégia.
Estamos a falar de um Estado dentro do Estado, com regras que permitem fugir ao escrutínio mais directo, um sector que cresceu 2.000 milhões de euros nos últimos quatro anos, tendo agora um peso no PIB de 5,1% (2009), face a 4,7% em 2005, para já não falar do crescimento de 50.000 funcionários.
De facto, este Segundo Estado, contribui duma forma decisiva para o défice público, é uma esponja que suga recursos a uma grande velocidade, estamos a falar de um passivo agregado, que aumentou de 28 para 64.000 milhões de euros em quatro anos.
Neste agregado tudo cabe, desde o AICEP à AMA, passando pelos Hospitais e Centros Hospitalares, empresas de lixos, águas, transportes e muitos outros sectores com participações directas ou indirectas.
É preciso mudar de vida, é preciso uma estratégia para este Sector Empresarial do Estado, não continuar a despejar dinheiro em actividades sempre deficitárias, distinguir o que deve se feito ou não por esta via, procedendo às privatizações necessárias e ao encerramento de empresas que só servem para sorver os parcos recursos públicos.
A prossecução do interesse público não tem que ser desenvolvida, exclusivamente, com empresas públicas, os momentos de necessidade como este, são propícios a pensar duma forma séria em reduzir o peso do Estado.
Há sectores em que as empresas privadas são mais eficientes, o Estado deve deixar esse espaço, outros existem que têm de ser reestruturados para diminuir os gastos, outros ainda que devem ser privatizados, para a receita reverter para a reforma da administração pública.
Acima de tudo, tem que haver uma estratégia, é um movimento em contra ciclo ter hoje um sector empresarial do Estado com um peso cada vez maior na economia, até porque tem o efeito de a limitar.
O Estado só deve estar onde é preciso, devendo depois regular a economia, se há sectores que não têm viabilidade há que ter coragem, acabar com eles, sem que esta atitude signifique um tratamento menos correcto do interesse dos que mais necessitam.
Se alguns “gestores públicos” querem arriscar dinheiro em novos projectos, que o façam com o seu dinheiro, não com o de todos, que não temos.
Precisamos de mais economia e menos Estado e da libertação do tecido empresarial do sufoco do enorme aparelho da Administração Pública.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Natação do Académico de parabéns

Há cerca de quinze dias, visitei os jovens talentos que fazem parte da equipa de natação do Académico, um momento único onde pretendi, duma forma simples, homenagear o esforço, profissionalismo e exemplo que têm dado no desenvolvimento desta actividade desportiva amadora.
Tenho acompanhado de perto, há mais de dez anos, o esforço destes jovens, admiro a Professora Irene Frias e o Professor Humberto, pela continuidade do trabalho, pelo ambiente de profissionalismo, espirito de combate e mesmo de familia que se vive na natação do Académico.
É este esforço conjunto de atletas, responsáveis, pais e autarquia de Viseu, que tem permitido guindar bem longe o nome de Viseu, através desta excelente equipa de nadadores que competem com os melhores do País.
Parabéns pela subida de divisão, votos de continuação de um excelente trabalho e que consigam o envolvimento, cada vez maior, de empresas de Viseu para que seja mais fácil o esforço que fazem.
Para memória futura, deixo aqui fotos tiradas com os atletas e responsáveis na visita.
Contem com todo o meu apoio, parabéns pelo trabalho, ... compensa sempre!