Almeida Henriques

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Visita à AR do 10º. B do Externato D. Afonso Henriques

Queremos agradecer a forma como recebeu a nossa escola, Extrenato D. Afonso Henriques, no passado dia 11, para nós esta foi uma oportunidade única, para a maioria foi bastante motivador estar no palco de grandes decisões, ás vezes são estas pequenas oportunidades que despertam o "bichinho" da politica. Sentimos que esta viagem até á capital, mais que uma visita de estudo foi um conhecer do quão bem representado está Viseu, foi como que um viajar pelas grandes decisões do país, quando estamos longe destas instituições sentimo-nos tão incapazes de fazer alguma coisa, resumimos todas as "bagatelas" politicas á televisão , quase como que desenhos animados achamo-las fantasia, na passada terça-feira um pouco de nós sentiu-se importante e ainda que jovens e inexperientes desejamos estar ali, como verdadeiros politicos. São os agradecimentos da turma 10B.

Participação no programa Pontos de Vista da RTPN no dia 17 Janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Douro, Património da Humanidade

Na passada segunda feira, na companhia do meu colega vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Prof. Pedro Lynce, desloquei-me ao Douro, mais concretamente a Armamar, Hotel Folgosa Douro, para uma reunião de trabalho com um grupo de Pessoas, qualificadas e multidisciplinares.
A temática foi a sustentabilidade da Região do Douro, embora focalizada na realidade vitivinícola.
Ouvir profissionais reconhecidos nas diferentes vertentes, pequenos produtores, grandes exportadores de vinho do Porto, produtores engarrafadores do Vinho do Douro, cooperativas, enólogos, entre outras, perceber a especificidade dos problemas e os constrangimentos legais e outros, procurar uma estratégia que permita fixar as Pessoas nesta bela região bem como a sua auto-sustentabilidade.
É com orgulho que esta Região ostenta o seu título de Património da Humanidade, a magnífica paisagem que apresenta é resultado de um labor diário dos mais de 35.000 produtores, do maior ao mais pequeno, todos contribuem mesmo quando perdem dinheiro.
Sim, porque nem tudo o que luz é ouro, esta é uma Região que não tem sido acarinhada nos últimos anos, entregue a si própria, com o adiar sistemático do encontrar de soluções.
São milhares os produtores que não conseguem facturar o valor suficiente para continuarem a sua actividade, vão empobrecendo todos os anos, apesar de a Região facturar com a produção de vinho mais de 400 milhões de euros destinando 80% ao mercado externo.
Ao longo de quatro horas, os actores reais presentes foram realçando a falta de vontade política do Governo para pegar neste dossier, a burocratização existente nos diferentes organismos que tutelam a agricultura e o vinho, a governamentalização e pulverização (são cinco as entidades com competência na área do vinho) de estruturas que deveriam funcionar com uma gestão partilhada, a fiscalização muitas vezes desadequada da dimensão dos produtores, para já não falar da carga fiscal.
Outra matéria muito abordada foi a qualidade da produção e os preços de compra das uvas, bem como a estratégia (falta dela) para a comercialização dos dois tipos de produtos principais, Douro DOC e Vinho do Porto.
Uma nota final para uma questão fundamental, a necessidade de fechar a Região à entrada de novos direito, estima-se que entrem 500 hectares por ano, num total de 42.000.
Ficou uma conclusão dos muitos problemas identificados, a necessidade de ser a Região do Douro a definir a sua própria estratégia, terão que ser os seus actores a criar uma carta de compromisso quanto ao caminho a seguir, para que um futuro Governo possa pegar a sério nesta questão e permitir que, duma acção concertada entre autarquias, diferentes agentes económicos e estruturas, saia uma nova Visão que permita acrescentar valor, trazer mais qualidade de vida que leve à fixação da população e ao aumentar da importância deste território.
Demos mais um passo no sentido de encontrar um caminho de esperança a ser levado a acabo num futuro Governo do PSD, o nosso líder Pedro Passos Coelho assumiu este compromisso perante 700 viticultores numa reunião em S. João da Pesqueira, realizada na altura das vindimas.
Os Senhores Presidentes de Câmara presentes, de Lamego, Armamar e S. João da Pesqueira e respectivas estruturas Concelhias do PSD, em conjunto com a Distrital e com os Deputados eleitos, estão a fazer o trabalho de casa.
Na difícil conjuntura que temos só com conjugação de esforço e o saber para onde se quer ir permitirá ultrapassar os constrangimentos.
Realço a excelente organização desta reunião, o trabalho em rede que aqui se iniciou e a liderança do ex Presidente da Câmara Municipal de S. João da Pesqueira, António Lima Costa.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Credibilidade

Esta semana o Banco Bilbao Vizcaya (Espanha) colocou nos mercados 1,2 milhões de euros de acções em obrigações a três anos, pagando juros de 4%, com pleno sucesso.
Este facto, normal há um ano atrás, tem agora um profundo significado, trata-se da abertura do mercado aos bancos espanhóis, inversão duma situação que se prolongava desde o primeiro semestre de 2010.
Em contraste flagrante, os mercados não emprestam dinheiro aos bancos portugueses desde Abril de 2010 e não se antevê alteração nesta circunstância.
No campo das intenções, Espanha e Portugal apresentaram planos de austeridade em Maio e, no caso português também com o orçamento aprovado para 2011.
A diferença é que o Governo espanhol tem melhor imagem, incute mais confiança nos mercados, apresenta planos e cumpre-os, apresentou em Maio medidas duras de cortes na despesa e aumento de receita e cumpriu, incutiu confiança aos mercados.
Por cá, a correcção faz-se sempre pelo lado do aumento da receita, nunca pela redução da despesa.
O caminho do insulto e da responsabilização dos mercados não resolve o problema, como se pode concluir, o mercado são os fundos de investimento, os aforradores, outros Estados, empresas, que confiam ou não, Espanha (re)ganhou a confiança dos mercados, nós continuamos no limbo.
Os espanhóis voltaram a ter crédito, nós não, vamos continuar com o coração na boca quanto à colocação da dívida pública e o nosso sistema financeiro a ter como único recurso o BCE.
Outro dado preocupante esta semana, foi a emissão de Bilhetes do Tesouro no valor de 500 milhões de euros, com um prazo a seis meses, colocados à taxa de 3,686%; há um ano idêntica operação era colocada com taxa de 0,59% e, em Setembro de 2010, à taxa de 2.045%, um agravamento de custo de mais de 80%; como termo comparativo, Espanha paga por divida colocada a três anos, quase o mesmo, 3,79%.
Outra conclusão se pode tirar, Portugal não consegue pagar taxas destas por muito tempo, ainda por cima em aplicações de curto prazo; se agora é assim, o que irá acontecer com os Bilhetes de Tesouro a doze meses e com as Obrigações do Tesouro a cinco e dez anos?
Quem está ligado à vida das empresas, percebe que o Estado Português está a viver de Letras de Favor, com vencimento a curto prazo e com taxas de juro elevadas, que não resolve o problema de médio prazo.
Recorde-se, também, que este ano as nossas necessidades são de 40.000 milhões de euros, em concorrência com outros Estados, num total de 800.000 milhões de euros, só na zona euro.
Destas necessidades, 10.000 milhões serão no primeiro trimestre, em 13 a 15 leilões de obrigações e bilhetes de tesouro.
Face à dimensão destes desafios, verifica-se que Espanha já vai à frente, os mercados são muito sensíveis; ao Governo português só lhe resta (re)ganhar a confiança do mercado, isto consegue-se não com discursos e operações de marketing, em que este governo é muito pródigo, mas com acção, não só pela via do aumento da receita, que está assegurada, mas por uma efectiva, real e perceptível redução da despesa.
Só ganhando a confiança dos mercados com uma execução exemplar do Orçamento do Estado para 2011, poderemos almejar começar a recuperar deste pesadelo.
Caso contrário, só resta a Portugal recorrer ao Fundo de Estabilização Económico Europeu, o que significaria que o Governo falhou nos objectivos fixados no Orçamento do Estado de 2011.
Devemos aprender com os erros, mas também com os méritos dos outros, mais uma vez Espanha vai à frente, com vantagem para a Banca que terá mais recursos, para a economia que conseguirá mais e melhor financiamento, o que terá reflexos na criação de riqueza e criação de postos de trabalho.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

11 Insolvência por dia em 2010

Sendo este o primeiro artigo que escrevo no Diário As Beiras este ano, formulo votos de um Excelente 2011 para todos os leitores.
Dois dados vieram a público no inicio deste ano de 2011, ambos vão no mesmo sentido, indiciam a diminuição da actividade empreendedora em Portugal e o aumento de insolvências, geradora de mais desemprego e de criação de menos riqueza.
De acordo com informação governamental, foram criadas em 2010 um total de 18.630 empresas na hora, menos 711 do que no ano passado e menos 4.989 que no ano de 2008, vale o que vale mas é preocupante.
Quanto ao número de insolvências tem vindo em crescendo, 2.795 em 2008, cresce para 3.678 em 2009 e para 3.983 em 2010, uma variação de 8,29%; no conjunto dos seis Distritos da região Centro, embora flutuando pouco em termos percentuais, há um efectivo aumento de insolvências, com 564 em 2008, 782 em 2009 e 849 em 2010, sendo que Coimbra (140) aumenta 37,25%, Viseu (94) 20,51%, Leiria (203) 7,41% e Aveiro (346) 6,79%.
O número de insolvências concentra-se mais em sectores como a construção civil e actividades de serviços com ela conexos, indústria do vestuário, fabricação de produtos metálicos, comércio por grosso e a retalho, transportes e restauração.
O número da criação das empresas na hora é meramente indicativo mas deve levar-nos a reflectir sobre a necessidade de estimulo ao empreendedorismo, o ritmo a que fecham empresas, por via da insolvência ou outras, tem que ser compensado com criação de novas, muitas das Pessoas que têm a infelicidade de cair na situação de desemprego têm que ser estimuladas a criar o próprio posto de trabalho, a criação de micro e pequenas empresas tem que ser uma prioridade.
Já a questão das insolvência de empresas, tem a ver com a conjuntura, empresas que não se adaptaram e que foram morrendo, a um ritmo mais lento até se poderia considerar normal mas, ao ritmo de 4.000 por ano deveria fazer tocar todas as campainhas e haver já um plano concreto que permitisse salvar algumas das que não resistem.
De facto, as razões são inúmeras, má gestão, inadaptação aos mercados, atrasos nos pagamentos, insuficiência de capitais próprios, dificuldades de acesso ao crédito, transmissão inter-geracional, entre outras, que dependem em grande medida dos empresários e que o Governo não pode acautelar.
Mas, outras razões que dependem do Governo, poderiam ser evitadas, como por exemplo o estimulo a que às micro e pequenas empresas continuem a ser fornecedoras do Estado em sede de Central de Compras, o pagamento a tempo e horas por parte dos organismos do Estado, a possibilidade de compensar créditos com o Estado, o reembolso a horas do IVA nas empresas exportadoras, são propostas que tenho apresentado e que ajudariam, e muito, a manter empresas e postos de trabalho.
É bom que o Governo se concentre no essencial e que ajude o tecido empresarial naquilo que depende de si, pois as insolvências não são só por razões de mercado ou da conjuntura.
Os pequenos empresários dos diferentes sectores, agricultura, comércio, serviços ou indústria, deveriam estar no centro das políticas governamentais, a criação ou manutenção de empresas espalhadas pelo País é a única forma de promover o emprego e a criação de riqueza e, ao mesmo tempo, impedir a galopante desertificação que se verifica no interior.
O facto de as medidas de incentivo à fixação de investimento no interior do País terem acabado no final de 2010, é mais um rude golpe nas Regiões mais Pobres, se não se criarem estímulos a esta fixação de empresas, muitos dos Concelhos do interior correm o risco de morrer.
Há que inverter esta tendência, colocar as contas do País em dia sem por em causa a criação de riqueza e o combate à desertificação do interior.

Deputados do PSD e Agentes do Sector Vitivinicola do Douro reúnem em Armamar

REUNIÃO DE TRABALHO COM
DEPUTADOS DO PSD E AGENTES DO
SECTOR VITÍVINICOLA DA REGIÃO DEMARCADA DO DOURO
10 DE JANEIRO – ARMAMAR
Na sequência da reunião que o presidente do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho realizou com cerca de 700 viticultores da Região Demarcada do Douro em S. João da Pesqueira por ocasião das últimas vindimas, terá lugar na próxima segunda-feira, dia 10, na Folgosa, concelho de Armamar uma reunião de trabalho que juntará o Deputado Pedro Lynce, o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Almeida Henriques e os restantes deputados eleitos por Viseu com diversas personalidades representativas das várias áreas da viticultura duriense.
Pretende-se com este encontro, ouvir representantes das diferentes perspectivas e sensibilidades desde os pequenos e médios viticultores aos exportadores de Vinho do Porto, passando pelos produtores-engarrafadores de Vinho Douro Douro e Adegas Cooperativas.
Com esta jornada de audição, diálogo e reflexão conjunta com os diversos actores económicos da região, o PSD pretende “fazer o trabalho de casa” e responsavelmente preparar-se no sentido de poder contribuir para a resolução dos graves problemas estruturais de que padece a região do Douro e que afecta milhares de famílias que vivem dos rendimentos do sector vitivinícola.Esta iniciativa conta com a colaboração da comissão política distrital de Viseu e das secções de Armamar, Lamego, S. João da Pesqueira e Lamego.