Almeida Henriques

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

PRECISAMOS DA FISIOTERAPIA MAIS PRÓXIMA

Face às respostas do Governo sobre as necessárias convenções no domínio da fisioterapia em Viseu, pedimos uma reunião ao Senhor Presidente da ARS- Centro que decorreu na manhã de hoje (2ª. feira, 6 de Setembro) em Coimbra.
Verificámos existir uma completa consonância de pontos de vista entre este responsável e as preocupações que temos manifestado, pareceu-nos detectar um sentimento genuíno de preocupação face a esta discriminação negativa de muitos doentes em Viseu.
Ficámos com a convicção de que haverá um envolvimento deste responsável no encontrar de soluções no curto prazo.
Deixámos bem claro que não queremos fazer politica com este assunto, antes ajudar os nossos concidadãos que sofrem diariamente por falta de resposta, que perdem horas em transportes para o Luso e para Gouveia.
O Hospital de S. Teotónio presta um bom serviço nesta área, não está em causa, o facto é que não chega para as necessidades, obrigando todos os que não têm ADSE ou outras formas de cobertura na saúde a esperarem pelos tratamentos, a sujeitarem-se a estes percursos desconfortáveis que agravam as condições de saúde ou a pagarem do seu bolso, sem qualquer apoio.
Até aqui o argumento do Governo tem sido a revisão do regime das convenções, situação para a qual não divisamos solução a curto prazo.
A resolução deste problema não pode esperar mais, é um sinal a possibilidade de celebração de protocolos com as Misericórdias de Vouzela e Oliveira de Frades, mas só resolve numa pequena parte o problema, uma enorme mancha de território, designadamente o Concelho de Viseu, ficam sem cobertura.
Porventura estará aqui uma oportunidade para outras instituições de solidariedade social existentes no eixo do IP3 e em Viseu.
Mas também não se pode ignorar a capacidade instalada em clínicas privadas existentes, devidamente certificadas, que poderão começar já hoje a prestar serviços, melhorando a qualidade de vida dos nossos concidadãos necessitados.
Fiquei com a convicção de que o Presidente da ARS irá encontrar uma solução a curto prazo.
Ficamos à espera do contacto prometido, não descansaremos enquanto não for corrigida esta injustiça para com os viseenses.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Visita do Presidente do PSD ao Distrito de Viseu

O Presidente do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho, desloca-se ao Distrito de Viseu nos próximos dias 18 e 19 de Setembro, anexo o programa e convido todos os leitores do meu blog a associarem-se a esta visita.
Dia 18 de Setembro


PROGRAMA


21h30 – VISITA À FEIRA DE SÃO MATEUS em VISEU


Dia 19 de Setembro


10h00 – VISITA A IPSS em VISEU


13h00 – ALMOÇO / CONVÍVIO DE AUTARCAS DO DISTRITO DE VISEU em LAMEGO


17h30 – ENCONTRO / CONVÍVIO com VITICULTORES DO DOURO em SÃO JOÃO DA PESQUEIRA

GOVERNO ENCERRA DEFINITIVAMENTE A 2ª. REPARTIÇÃO DE FINANÇAS DE VISEU

Na sequência da moção aprovada na Assembleia Municipal de Viseu e das questões levantadas pelos Deputados do PSD, confirma-se o que se temia, o Governo encerra definitivamente a 2ª. Repartição de Finanças de Viseu.
Na resposta enviada afirma “ A concretização da fusão dos serviços de finanças de Viseu num único serviço está já implementada, decorrendo actualmente a remodelação do anterior serviço de finanças Viseu 1, que será o futuro serviço de Finanças de Viseu e que se mantém em funcionamento nas instalações do anterior serviço de finanças de Viseu 2, que irão ser entregues ao respectivo senhorio, com a rescisão do respectivo contrato de arrendamento.”
A prepotência do Governo é bem patente na manutenção desta gravosa decisão para Viseu, ignora dois Projectos de Resolução aprovados na Assembleia da República, não atende aos múltiplos argumentos apresentados nas moções aprovadas na Assembleia Municipal e as posições assumidas pelo Município de Viseu e pela Junta de Freguesia de Coração de Jesus.
O Governo ignora a dimensão do nosso Concelho com 34 Freguesias e o impacto que tem nesta Freguesia da cidade o encerramento deste serviço, discrimina negativamente, mais uma vez, o nosso Distrito.
É referido pelo Governo que a simplificação dos serviços e a desmaterialização dos actos e processos através de recursos informáticos não justificam a manutenção de tal serviços, ignorando que muita da nossa população ainda não domina as novas tecnologias.
Ficam também dúvidas quanto ao futuro dos trabalhadores desta repartição, na resposta pode ler-se que “…a fusão dos serviços…não implicará, em principio, qualquer deslocação de trabalhadores para fora da área da cidade, …”.
Repare-se que o último serviço deste género encerrado ocorreu em Outubro de 2008 em Gondomar e não se conhecem outros serviços que vão encerrar nos próximos meses pelo País.
A questão é, porquê Viseu?
Mais um serviço que se perde pela mão do Governo socialista, com o silêncio das suas estruturas, distritais e concelhias, dos Deputados eleitos e do próprio Governador Civil que nunca se pronunciou sobre esta matéria.
Ainda há dias víamos as estruturas concelhias do PS a criticarem o Município pela decisão quanto aos serviços do INEM, até agora não ouvimos nenhuma posição contra o Governo por esta decisão negativa para Viseu.
Se esta decisão visa reduzir a despesa, porquê começar por um serviço de proximidade aos cidadãos, qualquer corte num gabinete ministerial cobria o custo deste serviço de Viseu, se o Governo Civil de Viseu reduzisse o seu orçamento próximo de um milhão de euros, talvez este serviço se pudesse manter aberto.
Repudiamos esta decisão do Governo, mais um serviço que encerra em Viseu pela mão do Partido Socialista e do seu Governo, os cidadãos julgarão estes actos.

600.000 Desempregados

Aqui está uma cifra que a todos entristece, o desemprego atingiu a maior taxa de sempre entre Maio e Junho de 2010 atingindo os 11%, de acordo com a informação do eurostat.
Com este novo máximo Portugal apresenta a 4ª. maior taxa de desemprego da zona euro e a 8ª. maior da Europa a 27.
Ainda há bem pouco tempo o Primeiro-ministro dizia que a situação do desemprego estava estabilizada desde Abril com tendência para decrescer e vangloriava-se com uma quebra de 0,1%.
O Secretário de Estado do Emprego vem tentar justificar o injustificável, dizendo que acredita que este dado será revisto em baixa duvidando de indicadores sobre os quais já fez fé.
Quando os dados são favoráveis valorizam-se, quando não o são põem-se em causa, é pouco sério.
Ao invés de procurar criar um ilusório clima de recuperação económica valorizando décimas, o Primeiro-ministro devia ter um discurso de verdade, “puxar” pelos Portugueses para uma nova estratégia de aposta na economia e no crescimento económico, assumindo os dados, não criando dúvidas ou assumindo a patética atitude de discutir as tais décimas ou falar de algo que as Pessoas não sentem, a recuperação económica.
Se há seis anos o Eng.º. Sócrates considerava a taxa de 7,9% desemprego “a marca de uma governação falhada”, que dizer agora dos 11% que o seu Governo atingiu!
O que está em causa são as mais 600.000 pessoas que estão no desemprego, os quase 21% de jovens (mais de 120.000) que não encontram uma oportunidade no mercado de trabalho, os 40.000 professores que não tiveram colocação.
Estes números, que não correspondem à totalidade da realidade, pois há pessoas que já desistiram de procurar emprego, muitas outras emigraram, estima-se que mais de 200.000 pessoas tenham saído do País nos anos de 2008 e 2009; 2010 deve ir pelo mesmo caminho.
Se não fosse esta capacidade de adaptação dos portugueses a situação seria bem mais dramática.
Por outro lado, quem está numa relação de proximidade com o País real sabe bem os problemas com que se debatem as empresas, dificuldades de acesso ao crédito e quando conseguem é excessivamente alto, o Estado paga tarde e a más horas, exige o IVA das facturas que as empresas não receberam, dando mais uma machadada na frágil tesouraria; muitas empresas defrontam-se com dificuldades que põem em causa a sua sobrevivência
Desde 2008 e até ao primeiro trimestre de 2010, foram dissolvidas mais de 78.000 empresas e neste mesmo período foram criadas cerca de 65.000, Portugal perdeu perto de 13.000 empresas.
O número de falências que foi de 3600 em 2009 está a aumentar em 2010, em Junho já eram 1840 as declaradas insolventes.
A crise justifica alguns números, mas só em pequena parte, este Governo como o anterior ainda não percebeu que é preciso mudar de vida e de politicas, sem crescimento económico acima dos 2,5% não é possível criar emprego, sem um Estado mais magro que sabe reduzir a despesa também não é possível ser competitivo, a produtividade tem que aumentar e não é com programas desajustados, trabalhando para a estatística, como o Novas Oportunidades, que o problema se resolve.
Já não acredito em milagres, o Governo vive para o dia-a-dia, não tem uma estratégia para o País.
Como referi num debate o Primeiro-ministro tem um comportamento político bipolar, num dia em euforia, no outro em depressão, assim aconteceu quando decretou o fim da crise, com o PEC e em muitas outras circunstâncias.
É este comportamento continuado de seis anos que mina a economia e a confiança dos portugueses, este Governo já não aprende e quem paga são os portugueses.
In Diário as Beiras de 3 de Setembro de 2010

Reforçar o papel do CEC no País e no Mundo

Com 17 anos de existência, o CEC-CCIC, Conselho Empresarial do Centro- Câmara de Comércio e Indústria, teve um percurso riquíssimo que permitiu colocar os empresários do Centro a falarem a uma só voz e prosseguir uma estratégia de concertação que já deu frutos e dará muitos mais no futuro.
È hoje uma entidade respeitada no contexto da região Centro, uma voz dinâmica ouvida a nível nacional, apontada como exemplo de organização na sua condição de estrutura associativa que congrega mais de 40.000 empresários e mais de 40 associações bem como na sua qualidade de Câmara de Comércio e Indústria, condição que só está atribuída a sete Associações (CEC, AEP, AIP, Associações Comerciais de Lisboa e Porto bem como do Funchal e Açores).
Num momento importante e crítico para o Associativismo empresarial, em que a CIP se transformou em Confederação Empresarial de Portugal, alargando a sua base de sustentação e pretendendo ser a voz única dos empresários, o CEC teve e terá um papel fundamental na definição da actuação desta nova estrutura e assumindo a sua condição de suporte regional a esta estratégia.
A sua afirmação nacional é também patente na relação com as outras Confederações, nas posições que assume e na sua condição de um dos protagonistas do associativismo empresarial, para além dos múltiplos programas e serviços nos domínios da formação, inovação, promoção do empreendedorismo e internacionalização, entre outros.
Também no domínio internacional a sua actuação tem permitido estreitar relações com as regiões transfronteiriças de Castela e Leão, Estremadura e Galiza, bem como a promoção de diversas missões empresariais, designadamente para uma das suas prioridades que são os Países que falam a nossa língua.
Todos temos consciência que o nosso País só poderá ultrapassar os difíceis constrangimentos que tem se colocar as suas contas em dias, reformar o Estado e estimular as empresas a exportarem mais, bem como promover uma consciência de que consumir produtos fabricados em Portugal é consumir qualidade e equilibrar a nossa balança de transacções.
O CEC-CCIC tem aqui um papel fundamental, aproximar os empresários dos mercados, promover associações de empresas que lhes permitam ganhar massa crítica para agirem, bem como aproveitar esse potencial imenso que é a diáspora portuguesa espalhada pelo mundo, quer do ponto de vista do consumo de produtos nossos, quer na lógica da captação de investimento.
Com o caminho que percorreu, com os instrumentos que criou, com a estratégia que definiu, estou convicto que o CEC-CCIC e a Região Centro se afirmarão cada vez mais no contexto nacional e internacional.
Formulo votos de muito sucesso à nova Direcção presidida pelo Dr. José Couto, amigo de longa data, Pessoa muito bem preparada para os desafios que tem pela frente.
Pela minha parte, foi um privilégio servir a Região ao longo de nove anos como Presidente e quatro como Vice-presidente; agora na presidência da Assembleia Geral, a mesma determinação e disponibilidade.
Acredito na Afirmação de Uma nova Centralidade.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Regresso de Férias, incêndios e ilusão

Retomo esta crónica regular no Noticias de Viseu fazendo votos de que todos tenham tido umas boas férias e que regressem com as forças retemperadas para as dificuldades que se adivinham.
Dois temas marcaram este verão, os incêndios e o pretenso novo fôlego de José Sócrates depois do discurso de Mangualde e das sucessivas aparições públicas querendo convencer os Portugueses de que tudo está bem e o País está no bom caminho
Quanto aos incêndios, já o escrevi, parece sempre que o diagnóstico está feito, que o importante é a limpeza das florestas, o reforço de meios aéreos, terrestres e humanos, o incremento da vigilância, prepara-se sempre a época com a convicção que vai correr melhor mas, a verdade, é que se o calor aperta os incêndios propagam-se às dezenas; pelas informações recentes, já há este ano mais área ardida do que nos dois últimos anos.
Há questões de fundo que estão por resolver, desde o sistema da propriedade em Portugal, alguns dos donos nem sabem onde ficam os seus pinhais, nunca se estimulou o tirar partido desta riqueza, entregando a limpeza e exploração a quem sabe, profissionalizar o serviço de combate aos incêndios e apostar na limpeza.
Duma vez por todas é preciso colocar os mais capazes a tratarem deste problema, pegar nos diferentes documentos já produzidos e dar-lhes expressão prática, envolvendo Governo, Autarquias, Proprietários, Bombeiros e outros agentes com interesse na matéria, é este o caminho.
É confrangedor ver o Senhor Ministro da Administração Interna esgrimir números procurando fazer crer que as coisas estão melhores que no passado, pura ilusão.
Não se deve fazer política com a desgraça alheia, exige-se coerência ao Governo e ao PS, nos últimos quinze anos o PS governou doze anos e meio, logo cabe-lhe a maior responsabilidade.
Era mais honesto assumir as responsabilidades, sem fantasmas e atacar o problema de fundo, não ter somente a preocupação de trabalhar para o telejornal do dia.
Admiro a eficácia venha ela de onde vier, o empenho dos profissionais e dos diferentes responsáveis, elogio a rápida acção que se traduziu na indicação de se efectuar o levantamento dos prejuízos ordenada pelo Senhor Ministro da Agricultura, espero que veja bem no terreno os prejuízos dos habitantes do Distrito de Viseu.
Espero é que se verifique igual eficácia na disponibilização dos meios financeiros, é comum dar a resposta mediática e, quando o assunto sai dos holofotes, ninguém mais se lembra da desgraça alheia, estarei atento e questionarei o Governo antes do fim do ano para saber se as ajudas já foram pagas, com descrição e sem o aparato de propaganda habitual.
Estamos já habituados, para os socialistas a forma vale mais do que o conteúdo, tem sido visível na forma como procuram denegrir a imagem do líder do PSD e deturpar o teor das nossas propostas acenando com papões como o fim do Serviço Nacional de Saúde ou acabarmos com a progressividade do sistema fiscal.
O líder do PS, no seu discurso de Mangualde, alicerçou todo o seu discurso numa mentira, acusou Pedro Passos Coelho de querer eliminar o 104º da Constituição que prevê a progressividade do IRS, acusando-o de subverter o princípio de que os que ganham mais devem pagar mais e os que ganham menos devem pagar menos; afinal de contas esse mesmo artigo é mantido intacto no art. 103º. Do projecto, não só não apresentou soluções como alicerçou o discurso faltando à verdade.
Não sei se por ignorância ou por má fé, procurou lançar a dúvida, acusando de algo que não existe, dando ênfase a uma acusação que é uma pura mentira, obviamente que o PSD defende como sempre defendeu que haja progressividade e quem ganha mais tem que pagar mais.
Actuações como estas não deixam dúvidas, quem joga com as palavras e as usa desta forma não pode governar o País duma forma séria, é um vale tudo para esconder as debilidades e a incapacidade para a acção.
Quando se esperavam respostas concretas sobre a forma como vai construir o Orçamento do Estado para 2011 e como pensa honrar o compromisso de reduzir a despesa em 1.000 milhões de euros em 2010 e 2011, opta por voltar ao discurso do sucesso, desdobra-se em visitas a empresas e projectos que estão a correr bem e dizer aos portugueses que já estamos a sair da crise, que os indicadores são melhores do que se esperava.
Dum Primeiro-ministro não se espera um discurso negativista, mas uma intervenção com os pés assentes na terra, puxando pelas Pessoas mas com realismo.
Como se pode acreditar em alguém que à segunda terça pede sacrifícios e recorre a medidas extraordinárias para conter o défice e à quinta e sexta-feira faz um discurso sobre o país ideal e não do real, lançando a confusão na cabeça das Pessoas.
Pensam os Portugueses, afinal, se o País está bem, porque é que o meu filho está no desemprego há mais de um ano, porque é que a minha empresa foi à falência, porque não consigo aceder ao crédito, porque sinto o orçamento familiar cada vez mais mirrado!
Não se pode ser pessimista mas também não se podem vender ilusões às Pessoas, mais uma vez o Primeiro-ministro escolhe a forma em detrimento do conteúdo, o PS no seu melhor, completamente divorciados dos interesses e do sentir dos portugueses.
In Noticias de Viseu

Para quando medicina física em Viseu?, in As Beiras On Line

Para quando medicina física em Viseu?

O deputado Almeida Henriques alerta para o facto de não existirem serviços convencionados na área da medicina física e de reabilitação.
Deputados do PSD questionaram a ministra da Saúde sobre quando pretende resolver o “grave constrangimento da inexistência de resposta adequada” no distrito de Viseu ao nível da medicina física e de reabilitação.
Em declarações à Lusa, o deputado Almeida Henriques lembrou que esta é uma questão que têm abordado há vários anos, mas que não tem tido solução por parte do Governo.
Em Viseu não há serviços convencionados nesta área. Os doentes que necessitarem de tratamento têm de ir para o Luso (distrito de Aveiro) ou para Gouveia (distrito da Guarda) de táxi”, lamentou.
Almeida Henriques considera que “em Viseu há uma série de unidades de fisioterapia privadas devidamente certificadas, que prestam serviço à ADSE e aos seguros”, com as quais poderiam ser celebradas convenções.
O deputado social-democrata contou ter recebido “vários relatos de pessoas” sobre as dificuldades dessas viagens, de que é exemplo o de Alfredo Mendes.
O idoso, de 70 anos, contou à Lusa que ele e a mulher, de 74 anos, foram em Julho à consulta a Gouveia e aguardam agora ser chamados para fazer tratamento.
“Estava um calor brutal, cheguei cá completamente arrasado e a pensar que não valia a pena ir à médica de família pedir a credencial para começar os tratamentos”, contou Alfredo Mendes, que além sofrer de polineuropatia axonal crónica dos membros inferiores, padece também da doença de Menière, que lhe provoca tonturas e vertigens.
Admitiu também não poder suportar os “10 a 15 euros” de cada tratamento nas clínicas privadas, que teria de ser feito “pelo menos três vezes por semana”.
“Os beneficiários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de Viseu estão a ser discriminadas em relação a
beneficiários dos outros distritos”, lamentou.
Alfredo Mendes contou ter exposto a sua situação à Provedoria de Justiça, que na resposta admitiu a “existência de constrangimentos” no acesso dos utentes do SNS aos tratamentos, restando-lhes a deslocação a clínicas fora da região de Viseu ou “a assunção total dos custos dos tratamentos e ulterior solicitação da comparticipação do SNS”.
“Ambas as hipóteses aportam reconhecidos inconvenientes para os utentes”, referia o documento, a que a Lusa teve acesso.