Almeida Henriques

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Um PEC que não promove o crescimento

As obras do Liceu

Visitei na terça feira as obras da Escola Secundária Alves Martins, depois de ser alertado pelo meu filho referindo que já estava a ter aulas na parte nova.

Na companhia do responsável da escola, o competente Dr. Azevedo Pinto, visitei salas de aula, laboratórios, ainda sem equipamentos, congratulando-me com a celeridade desta grande intervenção no estabelecimento onde estudei e leccionei.

A obra é de grande oportunidade, ficaremos com um Liceu maior, melhor equipado e com melhores condições para os nossos jovens estudarem.

Verifiquei que se encontraram soluções para minimizar a questão do estacionamento por mim levantada, embora duma forma limitada, nos edifícios públicos que se renovam, deveria haver preocupação de criar estacionamento, dando mais qualidade de vida aos utentes e retirando pressão às ruas envolvente.

Uma última nota para as questões ambientais e energéticas, uma nota negativa para a forma como se olha para estas intervenções.

Verifiquei que, do ponto de vista da eficiência energética, não se aproveitou esta intervenção para se actuar duma forma séria, combinando soluções de diminuição de gastos energéticos, e de produção energética, é um desperdício ver um telhado tão vasto sem placas fotovoltaicas, apenas uma instalção de placas solares para aquecimento de água nos balneários.

Perde-se uma excelente oportunidade de investir agora, para poupar no futuro, seria uma boa imagem para as novas gerações que lá estudam, seria uma boa imagem se estivessem num estabelecimento eco sustentável, seria uma forma de aprendizagem, para além de que temos grandes e boas competênciias na nossa Região.

Estou certo que, daqui a poucos anos, se estarão a fazer intervenções nesse sentido, com mais custos e sem a oportunidade que teria agora.

Um último registo para uma reiterada politica de não utilizar materiais produzidos em Portugal nestas obras, há que rever este principio.

Dividir para Reinar


O Governo andou cinco anos para tomar a decisão mais errada no que concerne às Comissões Vitivinícolas da Região, dizendo que em vez de uma irá criar duas e empurrar uma sub-região para o Douro.

Já num artigo que escrevi em 29 de Dezembro de 2006, dizia que “ poderemos estar a desperdiçar uma oportunidade única para criar uma só Comissão Vitivinícola na Região, unindo aquilo que deve ser unido, garantindo dimensão, diversidade na qualidade e uma estratégia única de promoção do vinho, como um dos principais produtos endógenos do nosso Centro, apostando no mercado externo e nas exportações”.

Aí está, com esta decisão, o Dão fica numa Comissão com Lafões, a Bairrada com a Beira Interior e “empurra-se” Távora - Varosa para o Douro, divide-se o que devia estar unido.

Infelizmente, os actores regionais não perceberam que fizeram o jogo do Governo, é melhor dividir para que a falta de dimensão permita fazer o que se quer; para fazer o jogo dos que defendem um País com “risco ao meio”, isto é, do Mondego para cima Norte e para baixo Sul, um rude golpe na estratégia de Afirmação de uma Nova Centralidade.

Não teria sido possível concertar as posições em confronto e criar uma só Comissão Vitivinícola?

Com atitudes destas nunca conseguiremos construir uma verdadeira Região Centro, como já o demonstrámos quando se criou o Turismo do Centro, ficando de fora a Serra da Estrela e Leiria- Fátima.

Com esta atitude de se preferir “reinar” num quintal do que gerir uma quinta com dimensão, estamos a fazer o “jogo” dos que não pretendem a afirmação do nosso Centro de Portugal.

Mais uma vez, ficamos mais fracos, mas cada um dos protagonistas dorme com o sorriso de quem teve uma vitória.

Tenho pena, num momento em que estou de saída da Presidência do CEC, desejo ao próximo Presidente muita sorte, apesar de contrariedades como esta penso que vale a pena continuar a lutar.

In Diário As Beiras de 17 de Abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fim de ciclo, Dever cumprido

Defendo que a melhor maneira de protegermos as instituições e de fazermos sempre um trabalho meritório em prol da comunidade, implica que auto limitemos os nossos mandatos, foi isso que fiz ao candidatar-me pela terceira vez, honro agora o compromisso abrindo a porta à mudança e à renovação.
Marquei eleições para os Órgãos Socias co Conselho Empresarial do Centro - Câmara de Comércio e Indústria para o próximo dia 23 de Abril, realizei esta segunda feira a minha última reunião de Direcção, com sentimentos algo contraditório; por um lado, o sentimento do Dever cumprido, dei o meu máximo a esta causa, peguei numa ideia e dei-lhe corpo, liderando uma vasta equipa que foi crescendo todos os dias, à medida que construíamos novas redes, é pois um trabalho de muitos; por outro lado, alguma nostalgia de finalizar uma tarefa que me deu muitas dores de cabeça mas, ao mesmo tempo muito gozo.
A Região Centro ocupa hoje o lugar de pleno direito que lhe cabe, o CEC-CCIC é uma entidade incontornável no contexto do associativismo empresariam no País e na Região
Ao longo de nove anos muitos objectivos atingimos, para não vos maçar sintetizo no próximo parágrafo alguns dos marcos mais relevantes.
A representatividade associativa e empresarial, designadamente no seio da CIP (Confederação da Industria Portuguesa), onde o CEC/CCIC assume uma das Vice-Presidências, a afirmação dos serviços exclusivos da Câmara de Comércio e Indústria, numa lógica de proximidade ao tecido empresarial, a certificação ISO do Conselho Empresarial e de onze Gabinetes Empresa instalados em Associações com plena cobertura regional, uma importante revisão estatutária que garantiu a abertura à sociedade civil e a criação de secções especializadas, um estimulante incremento das relações com as Entidades do Sistema Científico e Tecnológico, de onde resultaram a criação das Redes de Incubação e Empreendedorismo e Inovação e Competitividade, a fundação do Conselho Consultivo, órgão que congrega os maiores grupos empresariais do Centro, Instituições de Ensino Superior, CCDRC e autarquias, a fundação da primeira sociedade de capital de risco regional – Centro Venture – e de uma agência especializada para a gestão de parques empresariais e captação de investimento, a integração na rede EEN (Enterprise Europe Network), ao serviço da internacionalização e apoio às PME no que à dinâmica da construção europeia respeita, bem como o reconhecimento do CEC/CCIC como Organismo Intermédio, ao abrigo de contrato de delegação de competências com o Estado Português, para a gestão de fundos estruturais são alguns dos exemplos.
A Região Centro, com o seu peso de cerca de 20% do PIB e a sua capacidade exportadora que a tornam na única região do País com balança de transacções positiva, apresentada no ano de 2008 um excedente de 572 milhões de euros, importámos 7.058 milhões de euros e exportámos 7.630 milhões de euros, representa 25% da população portuguesa, cerca de 1/3 do território e engloba distritos âncora como Aveiro e Leiria a que se juntam Viseu e Coimbra em crescimento e um Centro Interior (Guarda e Castelo Branco) a necessitarem de uma atenção especial.
Muito há para fazer, claro que sim, a AFIRMAÇÃO DE UMA NOVA CENTRALIDADE é uma tarefa de todos, efectuada em cada dia, só seremos mais fortes se conseguirmos aproveitar sinergias, definir estratégias complementares e trabalhar em rede.
Um obrigado a todos os que comigo colaboraram, Boa Sorte para os que irão pegar nos novos desafios que se adivinham.





sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tempos de Mudança

No dia em que escrevo este artigo, inicia-se o Congresso do PSD de consagração da Nova Liderança, com Pedro Passos Coelho a entrar com o pé direito, cumprindo aquilo que prometeu no dia da vitória, a Unidade do PSD.

Consagrar como primeiro objectivo a unidade do Partido, é um exercício de grande visão de alguém que está disposto a construir um projecto sólido que mereça a confiança do Portugueses.

Os convites formulados a Paulo Rangel e José Pedro Aguiar Branco, bem como a anuência aos mesmos, é um óptimo sinal para o futuro, é tempo de unir esforços pois o País precisa, um PSD unido, onde todos os seus valores devem ser aproveitados, o exercício de uma liderança legitimada por uma votação expressiva, obviamente no respeito da diversidade de pensamento, sempre apanágio do Partido desde Sá Carneiro.

Estou convicto que, do Congresso, sairá uma imagem de unidade num Partido que é de todos, principio reafirmado pelo novo Presidente num jantar com mandatários e directores de campanha; o esforço foi de todos mas, agora, todas as energias devem ser canalizadas para um esforço conjunto da direcção e dos órgãos nacionais, bem como de todas as estruturas autónomas e organizacionais, concelhias e distritais.

Conquistado, unido e organizado o PSD, é tempo de conquistar o País, com uma liderança renovada, com ideias que os portugueses percebam e adoptem como suas, num exercício de oposição responsável que não quer o poder a todo o custo, mas que não se coibirá de marcar as suas diferenças nem levará o Governo ao colo.

Também na próxima semana será eleita a nova Direcção do Grupo Parlamentar do PSD, Miguel Macedo perfila-se como candidato único, penso que merecerá o apoio inequívoco da bancada, bem como a equipa que irá apresentar.

È fundamental manter um ritmo forte e com sentido de responsabilidade, comportamento que já vai sendo habitual neste novo Grupo Parlamentar, bem como um bom entrosamento com a direcção politica.

No que ao nosso Distrito diz respeito, também se inicia um mandato renovado, com uma nova liderança de Mota Faria, mereceu todo o meu apoio, conhece bem o Distrito e o Partido, sabe que os próximos tempos serão de grande exigência, preparar o PSD para os próximos embates e promover um debate que tanto tem faltado, quer a nível nacional quer distrital.

Tenho esperança que o Distrito de Viseu saia reforçado nos órgãos nacionais, isso permitirá um trabalho em rede que a todos beneficiará.

Abre-se, pois, um ciclo de mudança e de renovada esperança.

Uma última referência para a iniciativa que desenvolvi de preparar um Projecto de Resolução que impeça o encerramento da 2ª. Repartição de Finanças de Viseu.

Esperei até 4ª. feira pela resposta dos Deputados do PS eleitos por Viseu, depois de ter tido o acordo dos quatro do PSD e do Hélder Amaral do CDS-PP, acabei por entregar na Mesa com cinco assinaturas.

Mais uma vez, apesar dos discursos de discordância, quer Acácio Pinto, quer José Junqueiro, perdem uma oportunidade de se juntarem aos seus Pares de Viseu.

Pelos vistos, não entenderam os sinais de Mudança, que já vêm do resultado eleitoral que retirou a maioria absoluta PS e deu a vitória ao PSD no Distrito, teria sido apreciado pelos Viseenses verificar que todos os seus Deputados eleitos estavam do mesmo lado a defender os interesses da nossa Terra.

In Diário de Viseu de 9 de Abril de 2010