O Vinho do Dão faz o seu percurso enchendo-nos de orgulho, agora foi a vez da conceituada revista norte americana “Wine Enthusiast” incluir três dos nossos vinhos na listagem anual das 100 melhores compras; trata-se de uma lista aguardada anualmente com grande expectativa, resulta de um universo de 10.000 vinhos de todo o mundo que são provados ao longo de um ano.
Dois dos nossos ficaram nos dez primeiros lugares, Quinta do Penedo 2007 da Messias em segundo e o Cabriz Colheita Seleccionada 2007 da Dão Sul em nono lugar; o terceiro vinho, em 56º. Lugar foi o Quinta da Garrida 2006 da Aliança.
Temos hoje um conjunto de produtores, enólogos e dirigentes no Dão que têm efectuado um trabalho em rede e que têm vindo a colocar a nossa Região no lugar que merece, parabéns aos que se destacam e a todos os que estão a operar esta “revolução tranquila”.
Enquanto o Dão soma pontos, a nossa auto-estrada Viseu Coimbra marca passo, mais um adiamento de um mês no prazo de entrega das propostas que saltou para meados de Dezembro.
Não compreendo o porquê de, depois de ter sido anulado pelo facto de ter disparado o valor da obra, se reincide na abertura de um mega concurso, dos que estão debaixo da mira do Tribunal de Contas com sucessivos reparos; temo que este colocar a auto estrada Viseu Coimbra e Mangualde Canas de Senhorim neste grande concurso das Auto Estradas do Centro, possa inquinar o processo e mandá-lo para as calendas.
Esta preocupação, prontamente desmentida pelos socialistas, levou-me a colocar uma pergunta ao Governo com o objectivo de os comprometer com prazos de execução duma infra-estrutura fundamental para o nosso desenvolvimento.
Enquanto não se constrói a auto estrada é ver o estado de degradação a que está a chegar o IP3 Viseu Coimbra, o mau estado do piso, o crescimento de ervas daninhas por todo o lado, dão-nos uma visão do mau serviço que as Estradas de Portugal estão a prestar à nossa Região, na próxima semana irei questionar esta situação.
E por falar em estradas, lembram-se que o governo socialista reduziu em mais de três milhões de euros o investimento na 229 que liga Viseu ao Sátão, com a promessa de uma nova ligação entre a Recta do Pereiro no Sátão e o Caçador em Viseu, dizendo que seria uma via com quatro faixas de rodagem.
Na apresentação do ante projecto às autarquias do Sátão e Viseu, verificou-se ser uma estrada com duas faixas, o que provocou manifestações de desagrado por parte das duas autarquias.
De facto, a forma como está a ser feita a requalificação da 229, fará com que se transforme numa via quase urbana, com várias rotundas no seu percurso, é uma opção que não contestamos, mas que obriga à construção de uma alternativa de ligação rápida aos Concelhos de Sátão, Vila Nova de Paiva, Moimenta da Beira e toda a franja do Distrito que tanto carece de uma ligação rápida à A25.
Pelos vistos, mais uma promessa que não está a ser cumprida, matéria que merecera da minha parte uma outra pergunta ao Governo na próxima semana.
Não desistiremos de fazer uma oposição responsável, sempre atenta aos problemas dos cidadãos, é interessante verificar que são cada vez mais as pessoas que me fazem chegar assuntos que as preocupam, é assim que entendo o exercício do mandato de Deputado, numa ligação próxima com quem nos elege.
In Diário de Viseu, 12 de Novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Centro de Portugal e Angola – Pontes Sustentáveis
Tem sido assinalável a capacidade de inserção das empresas do Centro de Portugal na competição internacional, num crescendo contínuo, o que traduz uma boa aptidão na resposta das PME da Região às exigências dos mercados externos e à globalização das economias.
Para esta posição destaca-se o contributo expressivo de sectores com uma elevada faculdade de criação de valor, nomeadamente os sustentados por um perfil de diferenciação de produto, que, em algumas sub-regiões, assumem uma representatividade considerável.
Enquanto Câmara de Comércio e Indústria é também missão do CEC/CCIC promover a internacionalização das empresas do Centro de Portugal.
Num momento em que se assiste a uma instabilidade sem paralelo à escala mundial, em que o sistema financeiro global claudica, em que os mercados externos tradicionalmente compradores dos nossos produtos vacilam, ainda que, assume-se, conjunturalmente, é importante que se estimule a diversificação das parcerias internacionais das nossas PME.
Algumas das actuais economias emergentes partilham connosco afinidades históricas e culturais que podem traduzir-se numa verdadeira mais valia que importa potenciar.
Brasil, Cabo Verde e Angola enquadram-se nesse registo e constituem alguns dos países com os quais o CEC/CCIC tem vindo a estabelecer parcerias e organizar missões.
Este último país Africano, Angola, apresenta inúmeras oportunidades de negócio e de investimento para as nossas empresas, através da correcta abordagem e contacto com os interlocutores adequados.
As suas riquezas naturais, o percurso de estabilidade e reconstrução têm atraído a atenção de diferentes nações e grandes grupos empresariais.
As pequenas e médias empresas têm igualmente um leque alargado de nichos de oportunidade nesta dinâmica de crescimento, que nos propomos incrementar através da implementação de projectos específicos, numa visão alargada que contempla quer o incremento das exportações das nossas PME para novos mercados, quer a agilização de redes de contactos com as PME da Região Centro que se encontram já instaladas e consolidadas no exterior, quer ainda numa óptima de captação de investimento para o nosso território.
Efectivamente, Angola, de país destino das nossas exportações, é hoje visto igualmente enquanto nação africana privilegiadamente parceira para o estabelecimento de alianças estratégicas, seja do ponto de vista da melhor abordagem a ambos os mercados, sejam enquanto desafio para alcançar mercados mais alargados, onde os dois países se integram.
Pontes sustentáveis para a Europa e África, numa dinamização da história, língua e economia que nos unem, será um estimulante desafio para empresários do Centro de Portugal e Angolanos.
In Jornal do Centro, 11 de Novembro de 2009
Para esta posição destaca-se o contributo expressivo de sectores com uma elevada faculdade de criação de valor, nomeadamente os sustentados por um perfil de diferenciação de produto, que, em algumas sub-regiões, assumem uma representatividade considerável.
Enquanto Câmara de Comércio e Indústria é também missão do CEC/CCIC promover a internacionalização das empresas do Centro de Portugal.
Num momento em que se assiste a uma instabilidade sem paralelo à escala mundial, em que o sistema financeiro global claudica, em que os mercados externos tradicionalmente compradores dos nossos produtos vacilam, ainda que, assume-se, conjunturalmente, é importante que se estimule a diversificação das parcerias internacionais das nossas PME.
Algumas das actuais economias emergentes partilham connosco afinidades históricas e culturais que podem traduzir-se numa verdadeira mais valia que importa potenciar.
Brasil, Cabo Verde e Angola enquadram-se nesse registo e constituem alguns dos países com os quais o CEC/CCIC tem vindo a estabelecer parcerias e organizar missões.
Este último país Africano, Angola, apresenta inúmeras oportunidades de negócio e de investimento para as nossas empresas, através da correcta abordagem e contacto com os interlocutores adequados.
As suas riquezas naturais, o percurso de estabilidade e reconstrução têm atraído a atenção de diferentes nações e grandes grupos empresariais.
As pequenas e médias empresas têm igualmente um leque alargado de nichos de oportunidade nesta dinâmica de crescimento, que nos propomos incrementar através da implementação de projectos específicos, numa visão alargada que contempla quer o incremento das exportações das nossas PME para novos mercados, quer a agilização de redes de contactos com as PME da Região Centro que se encontram já instaladas e consolidadas no exterior, quer ainda numa óptima de captação de investimento para o nosso território.
Efectivamente, Angola, de país destino das nossas exportações, é hoje visto igualmente enquanto nação africana privilegiadamente parceira para o estabelecimento de alianças estratégicas, seja do ponto de vista da melhor abordagem a ambos os mercados, sejam enquanto desafio para alcançar mercados mais alargados, onde os dois países se integram.
Pontes sustentáveis para a Europa e África, numa dinamização da história, língua e economia que nos unem, será um estimulante desafio para empresários do Centro de Portugal e Angolanos.
In Jornal do Centro, 11 de Novembro de 2009
Estratégia anti crise ou endividamento?
Os efeitos da ferrovia de alta velocidade e da expansão da rede de estradas na dinamização da economia. Estratégia anti-crise ou endividamento?
Quando confrontado com estas questões importa dar prioridade ao que é fundamental, desde logo a necessidade de boas infra estruturas que potenciem o desenvolvimento, eu se afigurem adequadas e que diminuam os custos de instalação, deslocação de pessoas e expedição de mercadorias e matérias-primas.
Assim, a primeira decisão deverá ser de custo benefício, de modelos adequados que articulem as diferentes formas de transporte e que permitam colocar as nossas mercadorias ao preço mais baixo no centro da Europa e nos diferentes mercados em que nos encontrarmos. Esta deve constituir a prioridade.
Quando falamos de ferrovia, o importante é dispor de uma rede adequada, a pensar nas Pessoas e nas mercadorias; é inadmissível que num transporte de futuro não se sirva o País com equidade e combatendo as assimetrias.
Ao litoral, designadamente nos territórios que são servidos pela linha do Norte, encontramos um bom serviço; no interior a resposta não é claramente adequada.
Assim, antes de pensar em TGV, há que encontrar um modelo que seja eficiente e que sirva bem todos os Distritos do País. Conforme se tem dotado o Pais de uma rede adequada de auto-estradas, devia-se seguir o mesmo padrão para a ferrovia.
Prioridade à ferrovia, com toda a certeza que sim; já quanto à opção TGV permanecem dúvidas fortes, designadamente quando olhada enquanto estratégia para combater a crise.
A estratégia anti-crise deve ser alicerçada em três pilares, constituídos pela melhoria da liquidez das empresas, promoção das exportações e actividades de proximidade que dinamizem o mercado interno.
No campo da liquidez tenho defendido o pagamento a tempo e horas por parte do Estado, a institucionalização do IVA com recibo, a extinção do pagamento especial por conta e a possibilidade de efectuar compensações de créditos com o Estado.
Na promoção das exportações deve ser dada prioridade a uma boa articulação entre as diferentes entidades que trabalham para o seu incremento, adoptar medidas que permitam a aprovação dos seguros de crédito à exportação e a constituição de um fundo de capital de risco que apoie as empresas com capacidade exportadora.
No domínio das acções para dinamizar o mercado interno, a promoção de obras de proximidade, ao invés de grandes projectos, devidamente disseminados pelo País, com enfoque na requalificação das zonas Históricas, que trariam pessoas a viver nos centros das cidades, requalificação urbanística e dinamização do conceito de centro comercial de ar livre; outra medida, sendo o Estado um dos motores da economia, seria proporcionar um melhor acesso das empresas mais pequenas enquanto suas fornecedoras, designadamente através da Central de Compras.
In Diário de Leiria, 11 de Novembro de 2009
Quando confrontado com estas questões importa dar prioridade ao que é fundamental, desde logo a necessidade de boas infra estruturas que potenciem o desenvolvimento, eu se afigurem adequadas e que diminuam os custos de instalação, deslocação de pessoas e expedição de mercadorias e matérias-primas.
Assim, a primeira decisão deverá ser de custo benefício, de modelos adequados que articulem as diferentes formas de transporte e que permitam colocar as nossas mercadorias ao preço mais baixo no centro da Europa e nos diferentes mercados em que nos encontrarmos. Esta deve constituir a prioridade.
Quando falamos de ferrovia, o importante é dispor de uma rede adequada, a pensar nas Pessoas e nas mercadorias; é inadmissível que num transporte de futuro não se sirva o País com equidade e combatendo as assimetrias.
Ao litoral, designadamente nos territórios que são servidos pela linha do Norte, encontramos um bom serviço; no interior a resposta não é claramente adequada.
Assim, antes de pensar em TGV, há que encontrar um modelo que seja eficiente e que sirva bem todos os Distritos do País. Conforme se tem dotado o Pais de uma rede adequada de auto-estradas, devia-se seguir o mesmo padrão para a ferrovia.
Prioridade à ferrovia, com toda a certeza que sim; já quanto à opção TGV permanecem dúvidas fortes, designadamente quando olhada enquanto estratégia para combater a crise.
A estratégia anti-crise deve ser alicerçada em três pilares, constituídos pela melhoria da liquidez das empresas, promoção das exportações e actividades de proximidade que dinamizem o mercado interno.
No campo da liquidez tenho defendido o pagamento a tempo e horas por parte do Estado, a institucionalização do IVA com recibo, a extinção do pagamento especial por conta e a possibilidade de efectuar compensações de créditos com o Estado.
Na promoção das exportações deve ser dada prioridade a uma boa articulação entre as diferentes entidades que trabalham para o seu incremento, adoptar medidas que permitam a aprovação dos seguros de crédito à exportação e a constituição de um fundo de capital de risco que apoie as empresas com capacidade exportadora.
No domínio das acções para dinamizar o mercado interno, a promoção de obras de proximidade, ao invés de grandes projectos, devidamente disseminados pelo País, com enfoque na requalificação das zonas Históricas, que trariam pessoas a viver nos centros das cidades, requalificação urbanística e dinamização do conceito de centro comercial de ar livre; outra medida, sendo o Estado um dos motores da economia, seria proporcionar um melhor acesso das empresas mais pequenas enquanto suas fornecedoras, designadamente através da Central de Compras.
In Diário de Leiria, 11 de Novembro de 2009
APOIAR QUEM TRABALHA
Nunca é de mais fazer a apologia das nossas empresas que se têm destacado no mercado interno e externo, muitas delas indiferentes a ciclos e à diminuição da procura, numa busca permanente de soluções que permitam ultrapassar obstáculos e transformar ameaças em oportunidades.
Esta é a luta constante de quem está no terreno sendo que, invariavelmente, os que vencem e ultrapassam as dificuldades têm na sua base boas organizações, bem geridas, colocam o enfoque nas Pessoas proporcionando-lhes bom ambiente de trabalho e formação.
A nossa Região Centro, ainda que afastada das duas grandes áreas metropolitanas e do poder, com toda a sua diversidade e o seu alicerce nas micro e PME, tem conseguido contrariar a tendência nacional, teimando em remar contra a maré.
É um esforço que importa realçar, a tenacidade de um Povo Beirão que não baixa os braços, que luta, que não se resigna, num percurso e num esforço dos seus sectores produtivos mais tradicionais, a par de novos clusters que vão emergindo com maior base de qualificação, inovação e tecnologia.
Este é de facto um tempo de esforço adicional, importando manter as organizações operacionais, com todas as suas competências, para aproveitar todas as oportunidades que o mercado proporcione e, ao mesmo tempo, controlar custos para conseguir emergir no período pós crise.
Tudo aquilo que se apregoava no período anterior a esta grave situação mantém-se plenamente em vigor, sendo que ainda mais importa ter estruturas flexíveis, dar extrema atenção aos mercados e aos mecanismos de financiamento.
A prova são as 500 empresas que se destacam nesta edição do Diário de Coimbra, fazendo a apologia do melhor que temos, de muitas organizações que melhoram os seus ratios, que continuam a crescer, apesar da conjuntura.
É este espírito empreendedor e de não resignação que se deve estimular.
Os empresários têm que cumprir o seu papel e esperar que o Estado faça o mesmo, não estimulando qualquer tipo de subsidio dependência ou benesses indevidas, mas antes dignificando quem empreende e facilitando a sua vida.
A desburocratização, a promoção de reformas que permitam ter uma justiça célere e credível, os investimentos em infra-estruturas e redes logísticas que diminuam os custos de transportes, aproximando-nos do Centro da Europa e dos outros mercados para os quais exportamos, são medidas fundamentais.
Ao mesmo tempo, o Estado, sendo uma Pessoa de Bem na relação com o empresário, se exige tem que dar o exemplo, isto é, tem que pagar a tempo e horas, tem obrigação de contribuir para uma maior liquidez das empresas promovendo medidas como a extinção do pagamento especial por conta ou alargar o mecanismo da reversão do IVA que já pratica na construção civil e obras públicas, para já não falar da possibilidade de compensação de créditos.
Os Bancos também têm que cumprir o seu papel, com a CGD a dar o exemplo, num apoio às empresas com spreeds compatíveis com os tempos que vivemos, ajudando, não colocando obstáculos.
No domínio das exportações é também preciso apoiar quem tem possibilidades de colocar produtos e serviços noutros mercados, através de mecanismos céleres de aprovação de seguros de crédito à exportação, obviamente com análise de risco, mas numa lógica de Bem Público.
Importa também agilizar e promover complementaridades e uma actuação eficiente das diferentes entidades que promovem as exportações e a entrada noutros mercados, bem como a criação de um fundo de capital de risco que tenha como único objectivo apoiar as empresas que exportam.
Impõe-se que se coloque pragmatismo na acção, as palavras destroem empresas, os actos no momento certo, a acção virada para objectivos concretos, salvam postos de trabalho e organizações.
É preciso apoiar estas 500 empresas e muitas das outras que não cabem neste quadro, mas que têm potencial de desenvolvimento.
A bem do Centro e do País.
In Diário de Coimbra, 150 maiores empresas, 11 de Novembro de 2009
Esta é a luta constante de quem está no terreno sendo que, invariavelmente, os que vencem e ultrapassam as dificuldades têm na sua base boas organizações, bem geridas, colocam o enfoque nas Pessoas proporcionando-lhes bom ambiente de trabalho e formação.
A nossa Região Centro, ainda que afastada das duas grandes áreas metropolitanas e do poder, com toda a sua diversidade e o seu alicerce nas micro e PME, tem conseguido contrariar a tendência nacional, teimando em remar contra a maré.
É um esforço que importa realçar, a tenacidade de um Povo Beirão que não baixa os braços, que luta, que não se resigna, num percurso e num esforço dos seus sectores produtivos mais tradicionais, a par de novos clusters que vão emergindo com maior base de qualificação, inovação e tecnologia.
Este é de facto um tempo de esforço adicional, importando manter as organizações operacionais, com todas as suas competências, para aproveitar todas as oportunidades que o mercado proporcione e, ao mesmo tempo, controlar custos para conseguir emergir no período pós crise.
Tudo aquilo que se apregoava no período anterior a esta grave situação mantém-se plenamente em vigor, sendo que ainda mais importa ter estruturas flexíveis, dar extrema atenção aos mercados e aos mecanismos de financiamento.
A prova são as 500 empresas que se destacam nesta edição do Diário de Coimbra, fazendo a apologia do melhor que temos, de muitas organizações que melhoram os seus ratios, que continuam a crescer, apesar da conjuntura.
É este espírito empreendedor e de não resignação que se deve estimular.
Os empresários têm que cumprir o seu papel e esperar que o Estado faça o mesmo, não estimulando qualquer tipo de subsidio dependência ou benesses indevidas, mas antes dignificando quem empreende e facilitando a sua vida.
A desburocratização, a promoção de reformas que permitam ter uma justiça célere e credível, os investimentos em infra-estruturas e redes logísticas que diminuam os custos de transportes, aproximando-nos do Centro da Europa e dos outros mercados para os quais exportamos, são medidas fundamentais.
Ao mesmo tempo, o Estado, sendo uma Pessoa de Bem na relação com o empresário, se exige tem que dar o exemplo, isto é, tem que pagar a tempo e horas, tem obrigação de contribuir para uma maior liquidez das empresas promovendo medidas como a extinção do pagamento especial por conta ou alargar o mecanismo da reversão do IVA que já pratica na construção civil e obras públicas, para já não falar da possibilidade de compensação de créditos.
Os Bancos também têm que cumprir o seu papel, com a CGD a dar o exemplo, num apoio às empresas com spreeds compatíveis com os tempos que vivemos, ajudando, não colocando obstáculos.
No domínio das exportações é também preciso apoiar quem tem possibilidades de colocar produtos e serviços noutros mercados, através de mecanismos céleres de aprovação de seguros de crédito à exportação, obviamente com análise de risco, mas numa lógica de Bem Público.
Importa também agilizar e promover complementaridades e uma actuação eficiente das diferentes entidades que promovem as exportações e a entrada noutros mercados, bem como a criação de um fundo de capital de risco que tenha como único objectivo apoiar as empresas que exportam.
Impõe-se que se coloque pragmatismo na acção, as palavras destroem empresas, os actos no momento certo, a acção virada para objectivos concretos, salvam postos de trabalho e organizações.
É preciso apoiar estas 500 empresas e muitas das outras que não cabem neste quadro, mas que têm potencial de desenvolvimento.
A bem do Centro e do País.
In Diário de Coimbra, 150 maiores empresas, 11 de Novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sem estratégia para o País
O País vive um autêntico estado de emergência, mas o Governo não parece perceber, ao longo de 130 páginas do Programa de Governo não se divisa uma estratégia.
O País vive problemas sérios, o desemprego atinge os níveis mais altos dos últimos anos, as empresas debatem-se com graves problemas, os recursos são cada vez mais escassos, um autêntico estado de emergência que implicava uma ordenação de prioridades com os bens escassos que temos.
O Governo mantém teimosamente a orientação em torno de mega projectos sem cuidar de saber o que é prioritário, esbanjando recursos que não temos, hipotecando as gerações futuras.
Diz que quer aumentar a capacidade exportadora mas não resolve problemas essenciais para quem exporta.
Não basta elencar cerca de trinta medidas de apoio à exportação e esquecer o básico, como baixar os custos de transacção, designadamente dos transportes, para valorizar as nossas exportações, a isto nada diz.
O que precisamos é de boas ligações ferroviárias à Europa, com custos competitivos, para exportarmos as nossas mercadorias, que obviamente não se conseguem com o TGV.
Fala de infra estruturas portuárias, rede de estradas, aeroportos, mas não atribui importância aos interfaces urbanos, industriais, ferroviários, onde está a prioridade, avião com comboio, portos com estradas? Não se percebe.
Impunha-se uma reavaliação das prioridades que o Governo, teimosamente, não faz.
As empresas precisam dos seguros de crédito à exportação como de pão para a boca, é hoje um típico bem público, obviamente que é preciso medir o risco, mas ao mesmo tempo assegurar que as empresas não deixam de exportar por falta deste instrumento, tal não encontra resposta no programa.
Apresenta uma lista de medidas, quando se deveria focalizar num fundo de capital de risco bem dotado, com muitos milhões, que permitisse às empresas investirem na sua capacidade exportadora e trazer muitas mais para este objectivo fundamental.
Para que servem as 14 Lojas da Exportação espalhadas pelo País que se propõe criar? Mais uma medida de cosmética, cara e sem efeitos práticos.
As competências existem, há que aproveitar o que existe actuando em rede.
O Governo não apresenta soluções de fundo e, ao mesmo tempo, não percebe os sinais da sociedade, as recomendações dos parceiros sociais.
A crise económica e financeira permanece real e agravada, os poucos indicadores de melhoria não podem ser lidos olhando só para as 831 grandes empresas do País.
A realidade do País são as 354.627 empresas micro, pequenas e médias e devia ser para estas que devia governar, apostando na melhoria da sua liquidez e num conjunto de medidas que temos preconizado como pagar a tempo e horas, extinguir o Pagamento Especial por Conta, adoptar o IVA com recibo, permitir a compensação de créditos.
É preciso governar para a economia real e permitir que o tecido empresarial se fortaleça, não é esse caminho que encontramos neste Programa do Governo.
In Noticias deViseu, 09 de Novembro de 2009
O País vive problemas sérios, o desemprego atinge os níveis mais altos dos últimos anos, as empresas debatem-se com graves problemas, os recursos são cada vez mais escassos, um autêntico estado de emergência que implicava uma ordenação de prioridades com os bens escassos que temos.
O Governo mantém teimosamente a orientação em torno de mega projectos sem cuidar de saber o que é prioritário, esbanjando recursos que não temos, hipotecando as gerações futuras.
Diz que quer aumentar a capacidade exportadora mas não resolve problemas essenciais para quem exporta.
Não basta elencar cerca de trinta medidas de apoio à exportação e esquecer o básico, como baixar os custos de transacção, designadamente dos transportes, para valorizar as nossas exportações, a isto nada diz.
O que precisamos é de boas ligações ferroviárias à Europa, com custos competitivos, para exportarmos as nossas mercadorias, que obviamente não se conseguem com o TGV.
Fala de infra estruturas portuárias, rede de estradas, aeroportos, mas não atribui importância aos interfaces urbanos, industriais, ferroviários, onde está a prioridade, avião com comboio, portos com estradas? Não se percebe.
Impunha-se uma reavaliação das prioridades que o Governo, teimosamente, não faz.
As empresas precisam dos seguros de crédito à exportação como de pão para a boca, é hoje um típico bem público, obviamente que é preciso medir o risco, mas ao mesmo tempo assegurar que as empresas não deixam de exportar por falta deste instrumento, tal não encontra resposta no programa.
Apresenta uma lista de medidas, quando se deveria focalizar num fundo de capital de risco bem dotado, com muitos milhões, que permitisse às empresas investirem na sua capacidade exportadora e trazer muitas mais para este objectivo fundamental.
Para que servem as 14 Lojas da Exportação espalhadas pelo País que se propõe criar? Mais uma medida de cosmética, cara e sem efeitos práticos.
As competências existem, há que aproveitar o que existe actuando em rede.
O Governo não apresenta soluções de fundo e, ao mesmo tempo, não percebe os sinais da sociedade, as recomendações dos parceiros sociais.
A crise económica e financeira permanece real e agravada, os poucos indicadores de melhoria não podem ser lidos olhando só para as 831 grandes empresas do País.
A realidade do País são as 354.627 empresas micro, pequenas e médias e devia ser para estas que devia governar, apostando na melhoria da sua liquidez e num conjunto de medidas que temos preconizado como pagar a tempo e horas, extinguir o Pagamento Especial por Conta, adoptar o IVA com recibo, permitir a compensação de créditos.
É preciso governar para a economia real e permitir que o tecido empresarial se fortaleça, não é esse caminho que encontramos neste Programa do Governo.
In Noticias deViseu, 09 de Novembro de 2009
Menos mal
A sofisticação do mundo actual, os instrumentos ao dispor dos governos e instituições internacionais, a integração em blocos regionais, como a União Europeia, criou, entre outros aspectos, a convicção generalizada de que constituíam longínquos os cenários similares à grande depressão que se viveu nos anos trinta do século passado.
Mesmo as mais recentes crises, como nos anos noventa, atravessadas por algumas das economias asiáticas, que passaram num ápice do apogeu à recessão e estagnação, para surpresa dos que continuavam a prever elevadas taxas de crescimento para esses países, não constituiu indício suficiente para abalar a tese mais comummente aceite de que se dispunham nos nossos dias dos mecanismos capazes de debelar com celeridade quaisquer contratempos mais preocupantes na economia global.
Nem sempre, porém, como se constatou, a teoria económica é perfeita.
As profundas transformações à escala mundial, positivas e negativas, que vivemos nas últimas décadas, vieram ensinar-nos que também os conceitos têm de ser adaptados aos novos paradigmas, aos novos mecanismos de mercado, aos novos actores e avanços tecnológicos que certamente não pararão de nos surpreender no futuro próximo.
Recuar meros 50 anos deixa-nos perplexos com a celeridade com que se evoluiu neste meio século. Tentar avançar outros 50, sem futurismo, pode-nos fazer reflectir sobre as proporções dos avanços que se registarão ao nível das tecnologias, da genética, das biotecnologias, do conhecimento.
Vivemos o que alguns autores denominam “a aceleração da história” ou no conceito mais recente “ a “instantaneidade”, relacionada quer com o ritmo veloz dos acontecimentos dos nossos tempos, quer com a sua ocorrência e assistência em tempo real, designadamente pelo advento da internet e das comunicações móveis.
Para o bem e para o mal estamos em rede, oferecem-se oportunidades inúmeras, sociais e económicos, mas também teremos de estar preparados para enfrentar as súbitas vicissitudes da economia e das conjunturas menos favoráveis.
No percorrer desta evolução, crises como a que actualmente atravessamos terão novamente lugar.
Os temas da recessão, estagnação, inflação, deflação, retoma não se darão por findos dentro de algum tempo, quando as economias encontrarem os seus períodos de acalmia e crescimento, como estes ciclos normalmente ditam.
Trata-se, por isso, de um período excelente para debater todas estes interessantes conceitos e teses, revê-los à luz da revisão que também se dará nos diversos níveis de governância, dos poderes públicos, da sociedade, das empresas.
Será fácil, nesse debate, optar por algumas regressões facilitistas, desresponsabilizando-nos e considerando que, na outra crise que um dia há-de vir, o Estado se encarregará de tudo resolver, independentemente dos custos que tal opção acarreta para todos nós.
Difícil constituirá pugnarmos, sem receio e através de propostas concretas, sem temer a globalização das economias, das políticas e do pensamento, por nações e regiões que apostem nas pessoas e nas empresas, garantes da riqueza de um território que se pretenda competitivo a uma escala mundial.
O excessivo peso do Estado fragiliza cidadãos e organizações. A sua dependência da coisa pública, designadamente no contexto em que se processa no caso do nosso país, castra a capacidade de empreender, de inovar, de participar, de formar redes.
Alterar este registo é, seguramente, um dos principais desafios que teremos de enfrentar, o que implica reformas das instituições, dos dogmas, das mentalidades e uma atitude mais firme de cidadania e de participação.
(Re) criar um Estado facilitador, amigável da iniciativa privada, estimulador do risco e dos desafios, que presta contas e gasta bem o nosso dinheiro, será contribuir para um país mais moderno, mais capaz de enfrentar novos mundos e as vagas de mudanças positivas, mas também de novas crises que se proporcionarão.
“Menos mal” é a forma como se vão comentando os vários indicadores nacionais e internacionais que sucessivamente surgem.
Menos mal é a forma como grande parte dos agentes do país reage, havendo mesmo quem se satisfaça e regozije com taxas que envergonhariam uma nação moderna.
Muito mal é a forma como alguns percebem que o menos mal apregoado em nada se deve à retoma interna, mas ao efeito da retoma dos países de que a nossa economia depende.
Francamente mau é o desempenho da nossa economia nos últimos anos, que afastou territórios e empresas da rota de convergência com os países mais desenvolvidos da União Europeia, aumentou o nosso endividamento público e externo e incrementou as desigualdades sociais e desemprego.
A Região Centro de Portugal, ainda que afastada das rotas metropolitanas e do poder, na diversidade que a marca, tem feito, contrariando a tendência nacional, um percurso e um esforço acrescentado para, a par da sustentabilidade dos seus sectores produtivos mais tradicionais, a emergência de um conjunto de clusters com maior base de qualificação, inovação e tecnologia, que podem assumir-se como actividades motoras de um novo modelo de desenvolvimento.
Esse esforço é essencialmente fruto da grande capacidade empreendedora dos seus empresários, da sua vocação exportadora, da existência de Centros de Conhecimento e Tecnologia que estão cada vez mais próximos das nossas PME, da capacidade de estabelecer planos de acção, metas e indicadores, como, sob a égide do CEC/CCIC, fizemos na última Convenção Empresarial, através do Pacto para a Nova Centralidade.
Será a vontade dos nossos empresários que ditará a retoma, a convergência, um futuro competitivo para a Região de que tanto nos orgulhamos.
In Revista Indústria, 9 de Novembro de 2009
Mesmo as mais recentes crises, como nos anos noventa, atravessadas por algumas das economias asiáticas, que passaram num ápice do apogeu à recessão e estagnação, para surpresa dos que continuavam a prever elevadas taxas de crescimento para esses países, não constituiu indício suficiente para abalar a tese mais comummente aceite de que se dispunham nos nossos dias dos mecanismos capazes de debelar com celeridade quaisquer contratempos mais preocupantes na economia global.
Nem sempre, porém, como se constatou, a teoria económica é perfeita.
As profundas transformações à escala mundial, positivas e negativas, que vivemos nas últimas décadas, vieram ensinar-nos que também os conceitos têm de ser adaptados aos novos paradigmas, aos novos mecanismos de mercado, aos novos actores e avanços tecnológicos que certamente não pararão de nos surpreender no futuro próximo.
Recuar meros 50 anos deixa-nos perplexos com a celeridade com que se evoluiu neste meio século. Tentar avançar outros 50, sem futurismo, pode-nos fazer reflectir sobre as proporções dos avanços que se registarão ao nível das tecnologias, da genética, das biotecnologias, do conhecimento.
Vivemos o que alguns autores denominam “a aceleração da história” ou no conceito mais recente “ a “instantaneidade”, relacionada quer com o ritmo veloz dos acontecimentos dos nossos tempos, quer com a sua ocorrência e assistência em tempo real, designadamente pelo advento da internet e das comunicações móveis.
Para o bem e para o mal estamos em rede, oferecem-se oportunidades inúmeras, sociais e económicos, mas também teremos de estar preparados para enfrentar as súbitas vicissitudes da economia e das conjunturas menos favoráveis.
No percorrer desta evolução, crises como a que actualmente atravessamos terão novamente lugar.
Os temas da recessão, estagnação, inflação, deflação, retoma não se darão por findos dentro de algum tempo, quando as economias encontrarem os seus períodos de acalmia e crescimento, como estes ciclos normalmente ditam.
Trata-se, por isso, de um período excelente para debater todas estes interessantes conceitos e teses, revê-los à luz da revisão que também se dará nos diversos níveis de governância, dos poderes públicos, da sociedade, das empresas.
Será fácil, nesse debate, optar por algumas regressões facilitistas, desresponsabilizando-nos e considerando que, na outra crise que um dia há-de vir, o Estado se encarregará de tudo resolver, independentemente dos custos que tal opção acarreta para todos nós.
Difícil constituirá pugnarmos, sem receio e através de propostas concretas, sem temer a globalização das economias, das políticas e do pensamento, por nações e regiões que apostem nas pessoas e nas empresas, garantes da riqueza de um território que se pretenda competitivo a uma escala mundial.
O excessivo peso do Estado fragiliza cidadãos e organizações. A sua dependência da coisa pública, designadamente no contexto em que se processa no caso do nosso país, castra a capacidade de empreender, de inovar, de participar, de formar redes.
Alterar este registo é, seguramente, um dos principais desafios que teremos de enfrentar, o que implica reformas das instituições, dos dogmas, das mentalidades e uma atitude mais firme de cidadania e de participação.
(Re) criar um Estado facilitador, amigável da iniciativa privada, estimulador do risco e dos desafios, que presta contas e gasta bem o nosso dinheiro, será contribuir para um país mais moderno, mais capaz de enfrentar novos mundos e as vagas de mudanças positivas, mas também de novas crises que se proporcionarão.
“Menos mal” é a forma como se vão comentando os vários indicadores nacionais e internacionais que sucessivamente surgem.
Menos mal é a forma como grande parte dos agentes do país reage, havendo mesmo quem se satisfaça e regozije com taxas que envergonhariam uma nação moderna.
Muito mal é a forma como alguns percebem que o menos mal apregoado em nada se deve à retoma interna, mas ao efeito da retoma dos países de que a nossa economia depende.
Francamente mau é o desempenho da nossa economia nos últimos anos, que afastou territórios e empresas da rota de convergência com os países mais desenvolvidos da União Europeia, aumentou o nosso endividamento público e externo e incrementou as desigualdades sociais e desemprego.
A Região Centro de Portugal, ainda que afastada das rotas metropolitanas e do poder, na diversidade que a marca, tem feito, contrariando a tendência nacional, um percurso e um esforço acrescentado para, a par da sustentabilidade dos seus sectores produtivos mais tradicionais, a emergência de um conjunto de clusters com maior base de qualificação, inovação e tecnologia, que podem assumir-se como actividades motoras de um novo modelo de desenvolvimento.
Esse esforço é essencialmente fruto da grande capacidade empreendedora dos seus empresários, da sua vocação exportadora, da existência de Centros de Conhecimento e Tecnologia que estão cada vez mais próximos das nossas PME, da capacidade de estabelecer planos de acção, metas e indicadores, como, sob a égide do CEC/CCIC, fizemos na última Convenção Empresarial, através do Pacto para a Nova Centralidade.
Será a vontade dos nossos empresários que ditará a retoma, a convergência, um futuro competitivo para a Região de que tanto nos orgulhamos.
In Revista Indústria, 9 de Novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
YES, WE CAN
Maior mobilização de sempre da população americana para umas eleições, desde Nova York até à mais pequena e recôndita povoação.
Um grito de esperança no futuro, uma grande vontade de esperança, apesar da grave crise mundial, com origem nos mercados financeiros dos EUA, apesar das negas nuvens que pairam no horizonte, sem perspectiva de se dissiparem.
Independentemente do custo que têm, só Barak Obama angariou mais de 600 milhões de dólares, recusou a ajuda federal de 84 milhões de dólares, serão as eleições mais caras de sempre, mais de 1.000 milhões de dólares, resultado de uma garnde mobilização de doadores individuais, grupos de angariadores e dos chorudos donativos das principais companhias como a Merrill Lynch, Goldman Sachs ou outras.
Desde logo, a inscrição como eleitor é livre, para cada eleição os partidos angariam eleitores, estima-se que nestas eleições a América se tenha mobilizado mais do que nunca, cerca de 75% da população recenseada, embora num sistema que já permitiu ao Rato Mickey ser inscrito como votante. Nos nossos sistemas europeus, uma vez recenceado, só perdemos o direito de votar com a morte.
Nos EUA existem 51 sistemas eleitorais potencialmente diferentes, os cinquenta Estados Federados e Washington DC, cada um com a sua autonomia.
Cerca de 1/3 da população vota através de voto electrónico e 2/3 pelo tradicional sistema de boletim de voto.
O Presidente dos EUA não é eleito pelo tradicional sistema um homem/ um voto, razão que levou Al Gore a perder as eleições para George Bush, cada Estado elege um número de representantes a um colégio de 538 pessoa que designam o Presidente e o Vice Presidente.
Em cada Estado, que têm um número de representantes proporcional à população, o candidato que obtenha o maior número de votos, ainda que a diferença seja de um voto, arrecada os representantes ao colégio eleitoral, daí que os candidatos se concentrem nos Estados mais populosos sendo que, desde 1960, nunca nenhum ganhou sem conquistar pelo menos dois dos três Estados, OHIO, Pensilvânia ou Florida.
No dia 4 de Novembro realizaram-se também eleições para a Casa dos Representantes, 435 lugares em jogo, eleitos em cada Estado em função da população, em círculos uninominais; repare-se que, de dois em dois anos, os cidadãos votam para este importante órgão.
São também eleitos 1/s dos Senadores, de dois em dois anos renovam-se 1/3 dos lugares, os mandatos são por seis anos, são eleitos dois Senadores por cada Estado, numa lógica de paridade, independentemente da dimensão.
In Diário de Viseu, 5 de Novembro de 2008
Um grito de esperança no futuro, uma grande vontade de esperança, apesar da grave crise mundial, com origem nos mercados financeiros dos EUA, apesar das negas nuvens que pairam no horizonte, sem perspectiva de se dissiparem.
Independentemente do custo que têm, só Barak Obama angariou mais de 600 milhões de dólares, recusou a ajuda federal de 84 milhões de dólares, serão as eleições mais caras de sempre, mais de 1.000 milhões de dólares, resultado de uma garnde mobilização de doadores individuais, grupos de angariadores e dos chorudos donativos das principais companhias como a Merrill Lynch, Goldman Sachs ou outras.
Desde logo, a inscrição como eleitor é livre, para cada eleição os partidos angariam eleitores, estima-se que nestas eleições a América se tenha mobilizado mais do que nunca, cerca de 75% da população recenseada, embora num sistema que já permitiu ao Rato Mickey ser inscrito como votante. Nos nossos sistemas europeus, uma vez recenceado, só perdemos o direito de votar com a morte.
Nos EUA existem 51 sistemas eleitorais potencialmente diferentes, os cinquenta Estados Federados e Washington DC, cada um com a sua autonomia.
Cerca de 1/3 da população vota através de voto electrónico e 2/3 pelo tradicional sistema de boletim de voto.
O Presidente dos EUA não é eleito pelo tradicional sistema um homem/ um voto, razão que levou Al Gore a perder as eleições para George Bush, cada Estado elege um número de representantes a um colégio de 538 pessoa que designam o Presidente e o Vice Presidente.
Em cada Estado, que têm um número de representantes proporcional à população, o candidato que obtenha o maior número de votos, ainda que a diferença seja de um voto, arrecada os representantes ao colégio eleitoral, daí que os candidatos se concentrem nos Estados mais populosos sendo que, desde 1960, nunca nenhum ganhou sem conquistar pelo menos dois dos três Estados, OHIO, Pensilvânia ou Florida.
No dia 4 de Novembro realizaram-se também eleições para a Casa dos Representantes, 435 lugares em jogo, eleitos em cada Estado em função da população, em círculos uninominais; repare-se que, de dois em dois anos, os cidadãos votam para este importante órgão.
São também eleitos 1/s dos Senadores, de dois em dois anos renovam-se 1/3 dos lugares, os mandatos são por seis anos, são eleitos dois Senadores por cada Estado, numa lógica de paridade, independentemente da dimensão.
In Diário de Viseu, 5 de Novembro de 2008
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