Não vou perder muito tempo a falar da deselegância dos meus colegas dos outros partidos, sobretudo o líder do PS de Viseu, mas tenho que lembrar que foi um gesto de cortesia cumprimentá-los no inicio de uma nova legislatura e um acto de abertura de espírito efectuar um convite para uma concertação estratégica em relação àqueles que sãos os principais anseios de Viseu.
Realço também que, enquanto Deputado eleito, com Mandato legitimado pelo Povo que me deu a confiança, não sinto que precise de qualquer patamar de relacionamento com os meus Pares, penso que a relação entre Deputados só pode ser directa, não por via dos Partidos, lamento que o Dr. Junqueiro diga que futuramente não me responderá mais, só falará de Presidente para Presidente, da Distrital, entenda-se!
Pela reacção tão extemporânea e deselegante devo ter tocado mesmo na ferida, julguei é que já estava curado da arrogância e que queria iniciar um novo ciclo de relacionamento com os Novos Eleitos, afinal enganei-me!
Não me sinto intimidado, nem se trata, como diz, de um problemas de liderança do PSD, que, inclusive, me confiou de novo a coordenação dos Deputados eleitos por Viseu, responsabilidade que me honra, não descolarei dos objectivos fixados na carta enviada, lutarei com os meus colegas até que se concretizem os anseios dos viseenses.
Quanto à semana politica, estivemos à espera que o indigitado Primeiro Ministro apresentasse o Governo, até agora sem sucesso, já só teremos a primeira sessão Plenária da Assembleia da República no inicio de Novembro, vamos aguardar pelos novos rostos para comentar, já que o Programa, tudo leva a crer, será um “copy paste” do programa eleitoral.
Até lá é o PS que não pode eleger a sua Direcção da bancada, são as Comissões que não se podem criar porque não é conhecida a orgânica do Governo, em suma, o Parlamento só inicia funções plenas três semanas depois de empossado.
Enquanto isso, as noticias não são animadoras, a Quimonda esperou a realização das eleições autárquicas para anunciar 500 despedimentos, a Delphi anuncia agora mais 500, veremos qual o efeito de alguns balões de oxigénio dos últimos meses e o seu impacto no desemprego.
Cada vez é mais visível a falta de politica do Governo para promover as PME, sabe-se agora que mesmo os apoios anti cíclicos de combate à crise estão muito aquém, em matéria de execução, para além das medidas mal direccionadas e, sobretudo sem controlo, as que se aplicaram estão com má execução, a economia paga a factura.
Também o défice do Estado ultrapassou em Setembro o tecto fixado no Orçamento do Estado suplementar, aprovado pelo Parlamento em Janeiro, uma ruptura que pode fazer com que o défice orçamental global fure o valor previsto para a totalidade do ano.
A verdade é que o Estado já tem um défice de 9.087,7 milhões de euros para pagar as despesas, ultrapassando em 4 milhões o limite fixado no início do ano.
Por último, no espaço de uma semana, as petrolíferas mexeram nos preços dos combustíveis por diversas vezes, por exemplo a Galp, aumentou o preço do gasóleo em 3 cêntimos, enquanto a gasolina subiu 2 cêntimos, algo que terá impacto na vida das Pessoas e no aumento dos preços de alguns bens.
É neste contexto que nos preparamos para entrar na Nova Legislatura, com uma situação muito difícil no País e um PS que continua, pelo menos no Distrito, a mostrar tiques de arrogância e de não querer ouvir propostas sensatas.
Vamos ver no que isto vai dar.
Uma coisa prometo, a nossa atitude firme, não nos deixamos condicionar, o Distrito e o País acima das fidelidades partidárias.
Nota: No dia em que escrevo este artigo realiza-se o Conselho Nacional do PSD, assunto que abordarei na próxima semana e realizam-se as eleições para a Direcção do Grupo Parlamentar do PSD que deverão decorrer com normalidade. A vitória da lista liderada pelo Dep. José Pedro Aguiar Branco é previsível, pelo que arrisco dar-lhe os parabéns, bem como a toda a equipa e desejar-lhes um bom trabalho.
Na segunda-feira, dia 26 de Outubro, pelas 16 horas, tomará posse em sessão pública o novo executivo da Câmara Municipal de Viseu e os Membros da nova Assembleia Municipal de Viseu; o local escolhido é o Salão Nobre do Município, seguindo-se no Solar dos Peixotos a primeira reunião da Assembleia Municipal.
In Diário de Viseu, 22 de Outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A competitividade duma Região
A Região Centro de Portugal, com a sua nova configuração, fruto da inclusão do Médio Tejo e Oeste, passou a representar 31,3% do território do Continente e 23,7% da população.
Marca o nosso território a heterogeneidade interna, que comporta quer a clássica dicotomia litoral interior, quer a coexistência de sub-regiões que, independentemente daquele factor geográfico, apresentam distintos graus de desenvolvimento.
Efectivamente, a um nível NUT III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos), conforme decorre do diagnóstico prospectivo desenvolvido pela CCDRC no âmbito da preparação do Programa Operacional Regional do Centro 2007-2013, é visível o distanciamento que marca ainda os territórios da Serra da Estrela, Pinhal Interior Norte, Pinhal Interior Sul, Dão-Lafões, Beira Interior Norte e Cova da Beira, embora em menor escala no tocante a estes dois últimos, quando confrontados com as NUT III Pinhal Litoral, Baixo Vouga, Baixo Mondego e mesmo Beira Interior Sul.
Do ponto de vista externo, se é certo que a Região Centro convergiu com a média comunitária e com a média nacional após a adesão à UE e até meados da década de noventa, essa convergência estagnou desde então, registando-se mesmo uma divergência no quadro europeu, tal como o país no seu todo e também por efeito do arrastamento desse todo.
Existem, portanto, assimetrias, internas e externas, que importa ainda combater, na medida em que uma região que se pretende competitiva não pode acumular desequilíbrios que inibam a sua melhor performance.
O CEC/CCIC foi constituído, de entre outros motivos, com o propósito de minorar essas assimetrias e a bi-polaridade que sempre norteou o desenvolvimento nacional.
Esse móbil mantém-se ainda hoje, actualizado, porém, por uma nova dimensão, introduzida pelo Pacto para a Nova Centralidade, documento sufragado pelos empresários, associações e demais actores na envolvente empresarial, na Convenção Empresarial do Centro, em Novembro de 2005, em Pombal, pelo qual definimos um conjunto ambicioso de metas para a nossa Região, com a finalidade de a tornar numa das mais competitivas de Portugal e da Europa, com a consciência de que já representamos mais de 19% do PIB nacional, que somos a região com mais vocação exportadora, assente em duas boas âncoras que são Leiria e Aveiro, que temos territórios que se têm vindo a afirmar, como Viseu e Coimbra, e um Centro Interior que deverá merecer cada vez mais uma maior atenção e a solidariedade de todos nós.
Para tal importa o estabelecimento de um novo paradigma, capaz de responder aos desafios que a sociedade do conhecimento veio impor aos indivíduos, às organizações, às regiões e às nações.
O conhecimento, entendido como o terceiro factor de produção, a par do trabalho e do capital, é hoje a chave de competitividade das empresas e territórios inseridos nos processos globais que marcam os nossos dias.
As regiões, como a nossa, devem, por isso, assumir novos modelos, onde assumem especial relevo os Centros de Conhecimento, articulados em rede e com o exterior, designadamente com os países europeus, os canais formais e informais de disseminação do saber, recursos humanos extremamente qualificados, susceptíveis de garantir as dinâmicas do empreendedorismo e da inovação, infra-estruturas capazes, incluindo as digitais, envolvente adequada no tocante aos instrumentos financeiros, como o capital de risco e capital semente, competitividade internacional, captação de fluxos de investimento estrangeiro, qualidade ambiental e de condições de vida.
A par desses factores, importa, obviamente, o adequado enquadramento normativo, designadamente laboral, bem como os incentivos fiscais e financeiros que devem ser promovidos, sobretudo em benefício das micro, pequenas e médias empresas, que compõem o grosso da nossa estrutura produtiva.
Se parte destes factores respeitam às políticas públicas de que o poder central deve cuidar, impondo-se às estruturas associativas empresariais, a uma só voz, a sua reivindicação, outros há que podem e devem resultar do impulso e estímulo dos agentes regionais, públicos e privados, garantes de uma proximidade que não encontra paralelo em esferas mais afastadas.
Citando Guilherme d’ Oliveira Martins “Seremos o que quisermos ser, nas condições concretas que nos forem dadas ou que criarmos”.
Neste contexto é essencial que se verifiquem alguns pressupostos. Desde logo, numa região, como numa empresa ou num país, é fundamental a existência de uma missão, premissa que garanta a solidariedade de todos na prossecução de um fim comum, com eleição dos mesmos objectivos estratégicos. Não obstante a sempre delicada escolha, é preciso que se definam, entre outros, quais os sectores e actividades mais adequados e dinâmicos que a nossa região deve impulsionar, como se organizam as cadeias de valor, qual a especialidade que pretendemos para os centros de inovação e saber, que investimentos podemos e devemos atrair, que política de internacionalização devemos prosseguir.
Para isso, é necessário que os diferentes actores da Região estejam efectivamente articulados, actuando em rede, condição sine qua non para uma estratégia de inovação e conhecimento, garantindo a dimensão crítica imprescindível num mundo global, com forte concorrência entre regiões, e abandonando os velhos modelos ditados por individualismos locais ou sub-regionais, que apenas conduzem a dependências acrescidas de terceiros, alheios às reais necessidades do nosso território.
O CEC/CCIC vem pautando a sua actuação por uma filosofia que a todos envolve, mas que também compromete, perante a missão que definimos no Pacto para a Nova Centralidade. Sem prejuízo da sua natureza associativa, através de alteração estatutária, abrimos, inclusive, esta Câmara de Comércio e Indústria à sociedade civil. Estamos a criar plataformas de excelência e competitividade nos mais diferentes domínios, como a inovação e empreendededorismo.
Acolheremos todos aqueles que partilham desta visão e que subscrevem uma actuação em rede, mas assumimos esta dinâmica como imparável, em prol de uma Nova Centralidade.
Esta afirmação da Nova Centralidade só se atinge com pensamento positivo e virado para o futuro, com uma atitude de concertação que a todos envolva, pensando e agindo com ambição.
In Diário de Leiria, 21 de Outubro de 2009
Marca o nosso território a heterogeneidade interna, que comporta quer a clássica dicotomia litoral interior, quer a coexistência de sub-regiões que, independentemente daquele factor geográfico, apresentam distintos graus de desenvolvimento.
Efectivamente, a um nível NUT III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos), conforme decorre do diagnóstico prospectivo desenvolvido pela CCDRC no âmbito da preparação do Programa Operacional Regional do Centro 2007-2013, é visível o distanciamento que marca ainda os territórios da Serra da Estrela, Pinhal Interior Norte, Pinhal Interior Sul, Dão-Lafões, Beira Interior Norte e Cova da Beira, embora em menor escala no tocante a estes dois últimos, quando confrontados com as NUT III Pinhal Litoral, Baixo Vouga, Baixo Mondego e mesmo Beira Interior Sul.
Do ponto de vista externo, se é certo que a Região Centro convergiu com a média comunitária e com a média nacional após a adesão à UE e até meados da década de noventa, essa convergência estagnou desde então, registando-se mesmo uma divergência no quadro europeu, tal como o país no seu todo e também por efeito do arrastamento desse todo.
Existem, portanto, assimetrias, internas e externas, que importa ainda combater, na medida em que uma região que se pretende competitiva não pode acumular desequilíbrios que inibam a sua melhor performance.
O CEC/CCIC foi constituído, de entre outros motivos, com o propósito de minorar essas assimetrias e a bi-polaridade que sempre norteou o desenvolvimento nacional.
Esse móbil mantém-se ainda hoje, actualizado, porém, por uma nova dimensão, introduzida pelo Pacto para a Nova Centralidade, documento sufragado pelos empresários, associações e demais actores na envolvente empresarial, na Convenção Empresarial do Centro, em Novembro de 2005, em Pombal, pelo qual definimos um conjunto ambicioso de metas para a nossa Região, com a finalidade de a tornar numa das mais competitivas de Portugal e da Europa, com a consciência de que já representamos mais de 19% do PIB nacional, que somos a região com mais vocação exportadora, assente em duas boas âncoras que são Leiria e Aveiro, que temos territórios que se têm vindo a afirmar, como Viseu e Coimbra, e um Centro Interior que deverá merecer cada vez mais uma maior atenção e a solidariedade de todos nós.
Para tal importa o estabelecimento de um novo paradigma, capaz de responder aos desafios que a sociedade do conhecimento veio impor aos indivíduos, às organizações, às regiões e às nações.
O conhecimento, entendido como o terceiro factor de produção, a par do trabalho e do capital, é hoje a chave de competitividade das empresas e territórios inseridos nos processos globais que marcam os nossos dias.
As regiões, como a nossa, devem, por isso, assumir novos modelos, onde assumem especial relevo os Centros de Conhecimento, articulados em rede e com o exterior, designadamente com os países europeus, os canais formais e informais de disseminação do saber, recursos humanos extremamente qualificados, susceptíveis de garantir as dinâmicas do empreendedorismo e da inovação, infra-estruturas capazes, incluindo as digitais, envolvente adequada no tocante aos instrumentos financeiros, como o capital de risco e capital semente, competitividade internacional, captação de fluxos de investimento estrangeiro, qualidade ambiental e de condições de vida.
A par desses factores, importa, obviamente, o adequado enquadramento normativo, designadamente laboral, bem como os incentivos fiscais e financeiros que devem ser promovidos, sobretudo em benefício das micro, pequenas e médias empresas, que compõem o grosso da nossa estrutura produtiva.
Se parte destes factores respeitam às políticas públicas de que o poder central deve cuidar, impondo-se às estruturas associativas empresariais, a uma só voz, a sua reivindicação, outros há que podem e devem resultar do impulso e estímulo dos agentes regionais, públicos e privados, garantes de uma proximidade que não encontra paralelo em esferas mais afastadas.
Citando Guilherme d’ Oliveira Martins “Seremos o que quisermos ser, nas condições concretas que nos forem dadas ou que criarmos”.
Neste contexto é essencial que se verifiquem alguns pressupostos. Desde logo, numa região, como numa empresa ou num país, é fundamental a existência de uma missão, premissa que garanta a solidariedade de todos na prossecução de um fim comum, com eleição dos mesmos objectivos estratégicos. Não obstante a sempre delicada escolha, é preciso que se definam, entre outros, quais os sectores e actividades mais adequados e dinâmicos que a nossa região deve impulsionar, como se organizam as cadeias de valor, qual a especialidade que pretendemos para os centros de inovação e saber, que investimentos podemos e devemos atrair, que política de internacionalização devemos prosseguir.
Para isso, é necessário que os diferentes actores da Região estejam efectivamente articulados, actuando em rede, condição sine qua non para uma estratégia de inovação e conhecimento, garantindo a dimensão crítica imprescindível num mundo global, com forte concorrência entre regiões, e abandonando os velhos modelos ditados por individualismos locais ou sub-regionais, que apenas conduzem a dependências acrescidas de terceiros, alheios às reais necessidades do nosso território.
O CEC/CCIC vem pautando a sua actuação por uma filosofia que a todos envolve, mas que também compromete, perante a missão que definimos no Pacto para a Nova Centralidade. Sem prejuízo da sua natureza associativa, através de alteração estatutária, abrimos, inclusive, esta Câmara de Comércio e Indústria à sociedade civil. Estamos a criar plataformas de excelência e competitividade nos mais diferentes domínios, como a inovação e empreendededorismo.
Acolheremos todos aqueles que partilham desta visão e que subscrevem uma actuação em rede, mas assumimos esta dinâmica como imparável, em prol de uma Nova Centralidade.
Esta afirmação da Nova Centralidade só se atinge com pensamento positivo e virado para o futuro, com uma atitude de concertação que a todos envolva, pensando e agindo com ambição.
In Diário de Leiria, 21 de Outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A César o que é de César
Percorrido que é um largo período eleitoral, nas suas dimensões europeia, nacional e municipal, é tempo de nos voltarmos a concentrar, numa óptica distinta, nas diversas variáveis que cidadãos, empresas e territórios terão de enfrentar.
Se politicamente, com maior ou menor necessidade de “geometrias variáveis”, os factos estão assentes, do ponto de vista empresarial e económico muitas são as dúvidas que a bondade dos discursos não resolvem.
De entre muitos aspectos, o desemprego sobressai enquanto um dos mais preocupantes e de eminente resolução, não só pelas elevadas taxas que já enfrentamos, como pelas previsões da OCDE e FMI para o ano que se aproxima.
Assumir que enfrentar, exclusivamente, por via da intervenção pública este constrangimento nacional é suficiente pode assumir-se enquanto um erro, se desligado de um efectivo crescimento económico e de um verdadeiro apoio à nossa estrutura produtiva.
É obvio que é imprescindível e socialmente premente manter os apoios sociais e localizar medidas sustentáveis, sobretudo para os grupos sobre os quais recaem menores oportunidades de empregabilidade, para os quais as acções de formação, com o apoio do fundo social europeu, podem auxiliar na localização de percursos profissionais alternativos, aquisição de novas competências ou mesmo a criação do próprio emprego (não, note-se, na manutenção de situações de desemprego ocultas ad eternum).
Contudo, parece-nos também tão óbvio e tão necessário quanto tudo isso que se concretizem as alterações e reformas necessárias que viabilizem que as nossas empresas nasçam, cresçam e se consolidem num mercado efectivamente livre, desburocratizado e inovador.
Tal não se compadece com um Estado pesado, moroso, oneroso, tributário, com funções empresariais onde se não impõe a sua presença.
Querendo-se, ideologicamente ou não, outros países na nossa vanguarda repensam as funções do Estado, num modelo mais vocacionado para o Século XXI que vivemos, mais vocacionado para criar um ambiente favorável à competitividade das empresas e à criação de postos de trabalho.
No nosso país parece ainda difícil reconhecer a César o que é de César, dando às empresas o que é seu de pleno direito.
In Jornais Região Centro, 20 de Outubro de 2009
Se politicamente, com maior ou menor necessidade de “geometrias variáveis”, os factos estão assentes, do ponto de vista empresarial e económico muitas são as dúvidas que a bondade dos discursos não resolvem.
De entre muitos aspectos, o desemprego sobressai enquanto um dos mais preocupantes e de eminente resolução, não só pelas elevadas taxas que já enfrentamos, como pelas previsões da OCDE e FMI para o ano que se aproxima.
Assumir que enfrentar, exclusivamente, por via da intervenção pública este constrangimento nacional é suficiente pode assumir-se enquanto um erro, se desligado de um efectivo crescimento económico e de um verdadeiro apoio à nossa estrutura produtiva.
É obvio que é imprescindível e socialmente premente manter os apoios sociais e localizar medidas sustentáveis, sobretudo para os grupos sobre os quais recaem menores oportunidades de empregabilidade, para os quais as acções de formação, com o apoio do fundo social europeu, podem auxiliar na localização de percursos profissionais alternativos, aquisição de novas competências ou mesmo a criação do próprio emprego (não, note-se, na manutenção de situações de desemprego ocultas ad eternum).
Contudo, parece-nos também tão óbvio e tão necessário quanto tudo isso que se concretizem as alterações e reformas necessárias que viabilizem que as nossas empresas nasçam, cresçam e se consolidem num mercado efectivamente livre, desburocratizado e inovador.
Tal não se compadece com um Estado pesado, moroso, oneroso, tributário, com funções empresariais onde se não impõe a sua presença.
Querendo-se, ideologicamente ou não, outros países na nossa vanguarda repensam as funções do Estado, num modelo mais vocacionado para o Século XXI que vivemos, mais vocacionado para criar um ambiente favorável à competitividade das empresas e à criação de postos de trabalho.
No nosso país parece ainda difícil reconhecer a César o que é de César, dando às empresas o que é seu de pleno direito.
In Jornais Região Centro, 20 de Outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O Mandato dum Deputado é pessoal
Ao ser empossado como Deputado na XI Legislatura, agradeci a confiança que os habitantes do Distrito de Viseu me confiaram, enquanto um dos seus nove representantes com legitimidade que advém do voto popular.
Ao mesmo tempo manifestei disponibilidade e lancei o repto para uma concertação estratégica que conduza a que consigamos remar no mesmo sentido em temas fundamentais para o nosso desenvolvimento como a Universidade Pública, a ligação ferroviária a Viseu, a construção da auto estrada Viseu Coimbra, a conclusão do IC12 entre Mangualde e Canas de Senhorim, o avanço do IC26 que permitiria desencravar o norte do Distrito, bem como a construção do Arquivo Distrital, Matadouro de Viseu, a Escola de Ranhados e as três Unidades de Saúde familiares.
Solicitei que esta iniciativa fosse entendida como um contributo para atenuar crispações e colocar o interesse das populações que nos elegeram acima de tudo.
Mantenho os propósitos, garanto que os temas que enumerei serão sempre para mim um objectivo a atingir, foram compromissos que estiveram na base duma candidatura, aquela que mereceu a aprovação dos cidadãos, será sempre para mim o referencial.
Entendo mal a reacção do líder Distrital do PS, não percebi nem a agressividade nem a crispação e muito menos a atitude de dizer que futuramente só falará entre Presidentes de Distritais.
Há aqui uma grande confusão, o nosso mandato como Deputados resulta do voto popular, é um mandato nacional e depende de cada um dos eleitos, é exercido a título individual; os Presidentes Distritais de cada partido, resultam de uma eleição interna de militantes, uma coisa não condiciona a outra.
Conduzir-me-ei sempre como Deputado eleito, sempre que tiver alguma proposta a fazer aos meus colegas, também eleitos, fá-lo-ei directamente aos meus pares, sem condicionamentos.
O que fiz foi um gesto genuíno de vontade de concertação de vontades, se o líder distrital do PS o entendeu de maneira diferente, só a acentua o carácter e forma de estar que lhe reconhecemos, estamos conversados.
Já a reacção do CDS é, no mínimo, estranha, não deveremos desconfiar da real intenção das propostas que nos fazem, como o Povo diz, quem é desconfiado não é fiel.
Reitero, pois, o que já afirmei, a minha primeira fidelidade é para quem nos elege, só depois ao Partido que nos propõe.
Uma última nota que se prende com a reconstrução das Escolas Secundárias Emidio Navarro e Alves Martins, iniciativa lançada em boa hora e que permitirá a modernização e uma maior funcionalidade destes dois edifícios de referência para todos nós.
Só estranho que, em obra tão de fundo, não se tenha acautelado a questão do estacionamento nestes edifícios, é já visível o impacto deste esquecimento.
Se na Escola Emidio Navarro ainda há a alternativa do espaço da feira semanal, já o mesmo não se poderá dizer da Alves Martins.
Por não perceber e considerar que é um aspecto fundamental nestas remodelações, irei questionar o próximo Governo a ser investido, sobre a oportunidade de ainda ser considerada a construção de parque de estacionamento subterrâneo, sobretudo na Alves Martins que não tem alternativa e parece ter uma solução fácil para obviar a este problema; é já notório na envolvente da Alves Martins o problema que colocam as obras em matéria de estacionamento, para já não falar da dificuldade criada aos professores e funcionários da instituição.
Deixo este apelo aos responsáveis, parece-me que ainda se vai a tempo!
In Noticias de Viseu, 19 de Outubro de 2009
Ao mesmo tempo manifestei disponibilidade e lancei o repto para uma concertação estratégica que conduza a que consigamos remar no mesmo sentido em temas fundamentais para o nosso desenvolvimento como a Universidade Pública, a ligação ferroviária a Viseu, a construção da auto estrada Viseu Coimbra, a conclusão do IC12 entre Mangualde e Canas de Senhorim, o avanço do IC26 que permitiria desencravar o norte do Distrito, bem como a construção do Arquivo Distrital, Matadouro de Viseu, a Escola de Ranhados e as três Unidades de Saúde familiares.
Solicitei que esta iniciativa fosse entendida como um contributo para atenuar crispações e colocar o interesse das populações que nos elegeram acima de tudo.
Mantenho os propósitos, garanto que os temas que enumerei serão sempre para mim um objectivo a atingir, foram compromissos que estiveram na base duma candidatura, aquela que mereceu a aprovação dos cidadãos, será sempre para mim o referencial.
Entendo mal a reacção do líder Distrital do PS, não percebi nem a agressividade nem a crispação e muito menos a atitude de dizer que futuramente só falará entre Presidentes de Distritais.
Há aqui uma grande confusão, o nosso mandato como Deputados resulta do voto popular, é um mandato nacional e depende de cada um dos eleitos, é exercido a título individual; os Presidentes Distritais de cada partido, resultam de uma eleição interna de militantes, uma coisa não condiciona a outra.
Conduzir-me-ei sempre como Deputado eleito, sempre que tiver alguma proposta a fazer aos meus colegas, também eleitos, fá-lo-ei directamente aos meus pares, sem condicionamentos.
O que fiz foi um gesto genuíno de vontade de concertação de vontades, se o líder distrital do PS o entendeu de maneira diferente, só a acentua o carácter e forma de estar que lhe reconhecemos, estamos conversados.
Já a reacção do CDS é, no mínimo, estranha, não deveremos desconfiar da real intenção das propostas que nos fazem, como o Povo diz, quem é desconfiado não é fiel.
Reitero, pois, o que já afirmei, a minha primeira fidelidade é para quem nos elege, só depois ao Partido que nos propõe.
Uma última nota que se prende com a reconstrução das Escolas Secundárias Emidio Navarro e Alves Martins, iniciativa lançada em boa hora e que permitirá a modernização e uma maior funcionalidade destes dois edifícios de referência para todos nós.
Só estranho que, em obra tão de fundo, não se tenha acautelado a questão do estacionamento nestes edifícios, é já visível o impacto deste esquecimento.
Se na Escola Emidio Navarro ainda há a alternativa do espaço da feira semanal, já o mesmo não se poderá dizer da Alves Martins.
Por não perceber e considerar que é um aspecto fundamental nestas remodelações, irei questionar o próximo Governo a ser investido, sobre a oportunidade de ainda ser considerada a construção de parque de estacionamento subterrâneo, sobretudo na Alves Martins que não tem alternativa e parece ter uma solução fácil para obviar a este problema; é já notório na envolvente da Alves Martins o problema que colocam as obras em matéria de estacionamento, para já não falar da dificuldade criada aos professores e funcionários da instituição.
Deixo este apelo aos responsáveis, parece-me que ainda se vai a tempo!
In Noticias de Viseu, 19 de Outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Uma Nova Legislatura
Retomo esta análise semanal ao mesmo tempo que assumo o mandato de Deputado eleito pelo Circulo Eleitoral de Viseu, agradeço a confiança depositada pelos eleitores, o PSD passou de uma derrota por 449 em 2005 para uma vitória por 5.931 votos em 2009, significa que temos legitimidade acrescida para lutarmos pelas propostas apresentadas em campanha eleitoral.
Quis iniciar este novo ciclo duma forma diferente, escrevendo uma carta a todos os Deputados eleitos por Viseu felicitando-os e desejando boa sorte no mandato.
Ao mesmo tempo manifestei disponibilidade e lancei o repto para uma concertação estratégica que conduza a que consigamos remar no mesmo sentido em temas fundamentais para o nosso desenvolvimento como a Universidade Pública, a ligação ferroviária a Viseu, a construção da auto estrada Viseu Coimbra, a conclusão do IC12 entre Mangualde e Canas de Senhorim, o avanço do IC26 que permitiria desencravar o norte do Distrito, bem como a construção do Arquivo Distrital, Matadouro de Viseu, a Escola de Ranhados e as três Unidades de Saúde familiares.
Espero que entendam esta iniciativa como um contributo para atenuar crispações e colocar o interesse das populações que nos elegeram acima de tudo.
Mantendo aquilo que faço há sete anos, estou sempre disponível para receber os cidadãos que queiram falar comigo ou partilhar alguma ideia, a segunda-feira de manhã será o dia que reservarei para isso, podem contactar-me, como já muitos fazem, pelo mail ahenriques@psd.parlamento.pt.
Também há poucos dias reforçamos a nossa votação nas eleições autárquicas no Concelho de Viseu, aumentamos um vereador bem como um Deputado Municipal, mantendo 32 Presidências de Freguesias.
Vinte anos depois um reforço de votação, o reconhecimento das populações por um trabalho liderado pelo Dr. Fernando Ruas que nos catapultou para níveis de desenvolvimento que dificilmente sonharíamos.
É o premiar dum percurso e o acreditar que este será um mandato de ouro, nas palavras do nosso Presidente, aquele em que colocará a cereja no bolo.
No Distrito as coisas não correram bem, a perda de cinco autarquias tem que nos fazer reflectir, o PSD tem que estar cada vez mais próximo das populações, tem que corporizar projectos ganhadores e ir ao encontro do desenvolvimento da sociedade, é preciso preparar o futuro.
Digno de realce, para além de Viseu, são as expressivas votações em Lamego, Tondela, Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Nelas e a manutenção em Santa Comba Dão, S. Pedro do Sul, Armamar, Sernancelhe, Vouzela, Penalva do Castelo, Sátão e Carregal do Sal e a transição de Presidentes sem mácula em S. João da Pesqueira e Penedono.
Para além da luta partidária, felicito todos os cidadãos que se empenharam no processo autárquico nos vinte e quatro Concelhos do Distrito, felicito todos os eleitos paras as Assembleias de Freguesia, Assembleias Municipais e executivos Camarários.
Quanto aos Presidentes de Câmara, felicito-os particularmente, serão os grandes protagonistas dos próximos quatro anos, disponibilizo-me para ajudar no que estiver ao meu alcance.
Por último, a legislatura que agora se inicia, será particularmente interessante, tudo leva a crer que teremos um Governo minoritário que terá de privilegiar a negociação e debate parlamentares, haverá espaço a iniciativas que concitem o apoio da maioria dos Deputados.
É fundamental que se coloque acima de tudo o interesse nacional, o País está numa situação muito difícil, é preciso ajudar e acreditar que conseguiremos ultrapassar esta fase tão crítica.
Pela minha parte o que prometo é que darei o meu melhor, sempre numa relação de proximidade com quem me elegeu, disponham sempre!
In Diário de Viseu, 15 de Outubro de 2009
Quis iniciar este novo ciclo duma forma diferente, escrevendo uma carta a todos os Deputados eleitos por Viseu felicitando-os e desejando boa sorte no mandato.
Ao mesmo tempo manifestei disponibilidade e lancei o repto para uma concertação estratégica que conduza a que consigamos remar no mesmo sentido em temas fundamentais para o nosso desenvolvimento como a Universidade Pública, a ligação ferroviária a Viseu, a construção da auto estrada Viseu Coimbra, a conclusão do IC12 entre Mangualde e Canas de Senhorim, o avanço do IC26 que permitiria desencravar o norte do Distrito, bem como a construção do Arquivo Distrital, Matadouro de Viseu, a Escola de Ranhados e as três Unidades de Saúde familiares.
Espero que entendam esta iniciativa como um contributo para atenuar crispações e colocar o interesse das populações que nos elegeram acima de tudo.
Mantendo aquilo que faço há sete anos, estou sempre disponível para receber os cidadãos que queiram falar comigo ou partilhar alguma ideia, a segunda-feira de manhã será o dia que reservarei para isso, podem contactar-me, como já muitos fazem, pelo mail ahenriques@psd.parlamento.pt.
Também há poucos dias reforçamos a nossa votação nas eleições autárquicas no Concelho de Viseu, aumentamos um vereador bem como um Deputado Municipal, mantendo 32 Presidências de Freguesias.
Vinte anos depois um reforço de votação, o reconhecimento das populações por um trabalho liderado pelo Dr. Fernando Ruas que nos catapultou para níveis de desenvolvimento que dificilmente sonharíamos.
É o premiar dum percurso e o acreditar que este será um mandato de ouro, nas palavras do nosso Presidente, aquele em que colocará a cereja no bolo.
No Distrito as coisas não correram bem, a perda de cinco autarquias tem que nos fazer reflectir, o PSD tem que estar cada vez mais próximo das populações, tem que corporizar projectos ganhadores e ir ao encontro do desenvolvimento da sociedade, é preciso preparar o futuro.
Digno de realce, para além de Viseu, são as expressivas votações em Lamego, Tondela, Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Nelas e a manutenção em Santa Comba Dão, S. Pedro do Sul, Armamar, Sernancelhe, Vouzela, Penalva do Castelo, Sátão e Carregal do Sal e a transição de Presidentes sem mácula em S. João da Pesqueira e Penedono.
Para além da luta partidária, felicito todos os cidadãos que se empenharam no processo autárquico nos vinte e quatro Concelhos do Distrito, felicito todos os eleitos paras as Assembleias de Freguesia, Assembleias Municipais e executivos Camarários.
Quanto aos Presidentes de Câmara, felicito-os particularmente, serão os grandes protagonistas dos próximos quatro anos, disponibilizo-me para ajudar no que estiver ao meu alcance.
Por último, a legislatura que agora se inicia, será particularmente interessante, tudo leva a crer que teremos um Governo minoritário que terá de privilegiar a negociação e debate parlamentares, haverá espaço a iniciativas que concitem o apoio da maioria dos Deputados.
É fundamental que se coloque acima de tudo o interesse nacional, o País está numa situação muito difícil, é preciso ajudar e acreditar que conseguiremos ultrapassar esta fase tão crítica.
Pela minha parte o que prometo é que darei o meu melhor, sempre numa relação de proximidade com quem me elegeu, disponham sempre!
In Diário de Viseu, 15 de Outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
RESULTADO HISTÓRICO EM VISEU
No rescaldo das últimas eleições autárquicas, é extraordinária a vitória do Dr. Fernando Ruas para a Câmara Municipal de Viseu, a cumplicidade e o reconhecimento da população de Viseu ficou bem expressa nas urnas onde se reforçam todas as votações, um voto de gratidão pelo trabalho feito e o reforço da confiança para os quatro anos em que se promete a “cereja no bolo”.
O Povo decidiu, vinte anos depois, o PSD e o Dr. Fernando Ruas reforçam o seu resultado, mais um vereador, passando a 7 PSD e 2 PS, e mais um mandato na Assembleia Municipal, passando a 21 PSD, 11 PS, 2 PP e 1 BE e, no que às Juntas de Freguesia diz respeito, a manutenção de 32 Presidências, com claro reforço de votação, designadamente nas Juntas da cidade.
A melhor sondagem é sempre a que se obtém no dia da votação, ao contrário do que os nossos adversários apregoavam, o Povo estava com o nosso projecto, as Pessoas têm orgulho no desenvolvimento que temos conhecido, a frontalidade na gestão, a capacidade concretizadora, o sentido estratégico foram premiados.
O nosso principal adversário tinha pedido um “resultado histórico” na passada sexta feira e alcançou o seu objectivo, o PSD tem o maior resultado de sempre na sexta eleição do Dr. Fernando Ruas.
O Povo não aceita que lhe atirem “areia para os olhos”, sabe distinguir o “trigo do joio”, premeia os que fazem em detrimento dos que falam e não conseguem concretizar.
O mau resultado do PS é também o espelho da postura submissa face ao poder central, as Pessoas não perdoam a ida da Faculdade de Medicina para a Covilhã e o abandonar do projecto da Universidade Pública, não entendem a confusão que foi o lançamento da auto estrada Viseu Coimbra, anula-se um concurso e lança-se logo a seguir um igual, ainda para mais a uma semana de eleições autárquicas, o que queriam influenciar?
O faltar aos compromissos com a autarquia em relação à Escola de Ranhados, Arquivo Distrital e CNO, entre outros, teve o castigo que merecia.
A verdade é que o PSD fez o seu trabalho na autarquia, levantou sempre a sua voz face às sucessivas penalizações a que fomos sujeitos, o PS foi calando sempre a sua voz nas questões centrais, colocando a cor partidária à frente do Concelho.
Por último, não produz resultados dizer sempre mal, a oposição tem que ser construtiva, dizer mal da nossa terra, sobretudo quando os viseenses têm grande orgulho nela, dá o resultado que se viu.
Parabéns ao Dr. Fernando Ruas, à sua equipa da vereação, a todos os eleitos da Assembleia Municipal e aos Senhores Presidentes de Junta e respectivas equipas.
Temos a grande responsabilidade de continuarmos a corresponder às expectativas dos que em nós votaram, estou certo que não defraudaremos.
Afinal, ficou provado com este resultado histórico que Viseu somos todos nós, mesmo os que votaram noutros partidos.
A construção do nosso futuro colectivo tem que continuar a ser o resultado do empenhamento de todos, é tempo também de alguns arrepiarem caminho e vestirem as nossas cores, em definitivo, a nossa fidelidade tem que ser, em primeira linha, para com aqueles que nos elegem e que representamos.
In Noticias de Viseu, 12 de Outubro de 2009
O Povo decidiu, vinte anos depois, o PSD e o Dr. Fernando Ruas reforçam o seu resultado, mais um vereador, passando a 7 PSD e 2 PS, e mais um mandato na Assembleia Municipal, passando a 21 PSD, 11 PS, 2 PP e 1 BE e, no que às Juntas de Freguesia diz respeito, a manutenção de 32 Presidências, com claro reforço de votação, designadamente nas Juntas da cidade.
A melhor sondagem é sempre a que se obtém no dia da votação, ao contrário do que os nossos adversários apregoavam, o Povo estava com o nosso projecto, as Pessoas têm orgulho no desenvolvimento que temos conhecido, a frontalidade na gestão, a capacidade concretizadora, o sentido estratégico foram premiados.
O nosso principal adversário tinha pedido um “resultado histórico” na passada sexta feira e alcançou o seu objectivo, o PSD tem o maior resultado de sempre na sexta eleição do Dr. Fernando Ruas.
O Povo não aceita que lhe atirem “areia para os olhos”, sabe distinguir o “trigo do joio”, premeia os que fazem em detrimento dos que falam e não conseguem concretizar.
O mau resultado do PS é também o espelho da postura submissa face ao poder central, as Pessoas não perdoam a ida da Faculdade de Medicina para a Covilhã e o abandonar do projecto da Universidade Pública, não entendem a confusão que foi o lançamento da auto estrada Viseu Coimbra, anula-se um concurso e lança-se logo a seguir um igual, ainda para mais a uma semana de eleições autárquicas, o que queriam influenciar?
O faltar aos compromissos com a autarquia em relação à Escola de Ranhados, Arquivo Distrital e CNO, entre outros, teve o castigo que merecia.
A verdade é que o PSD fez o seu trabalho na autarquia, levantou sempre a sua voz face às sucessivas penalizações a que fomos sujeitos, o PS foi calando sempre a sua voz nas questões centrais, colocando a cor partidária à frente do Concelho.
Por último, não produz resultados dizer sempre mal, a oposição tem que ser construtiva, dizer mal da nossa terra, sobretudo quando os viseenses têm grande orgulho nela, dá o resultado que se viu.
Parabéns ao Dr. Fernando Ruas, à sua equipa da vereação, a todos os eleitos da Assembleia Municipal e aos Senhores Presidentes de Junta e respectivas equipas.
Temos a grande responsabilidade de continuarmos a corresponder às expectativas dos que em nós votaram, estou certo que não defraudaremos.
Afinal, ficou provado com este resultado histórico que Viseu somos todos nós, mesmo os que votaram noutros partidos.
A construção do nosso futuro colectivo tem que continuar a ser o resultado do empenhamento de todos, é tempo também de alguns arrepiarem caminho e vestirem as nossas cores, em definitivo, a nossa fidelidade tem que ser, em primeira linha, para com aqueles que nos elegem e que representamos.
In Noticias de Viseu, 12 de Outubro de 2009
PSD- Reflectir sim, mas agir com celeridade
Depois de uma vitória nas eleições europeias, onde pontificou a perfomance do Dr. Paulo Rangel mas, sobretudo, o voto penalizador dos portugueses face ao Governo Socialista, era grande a expectativa quanto aos resultados das legislativas e das autárquicas.
Nas legislativas, com um terreno favorável, não conseguimos ir além de um fraco aumento de sete Deputados, deixando que o CDS-PP crescesse bastante, sem conseguirmos fixar o eleitorado do centro, aquele onde se podiam contar os diferentes descontentamentos suscitados em quatro anos e meio de Governo do PS.
A verdade é que a estratégia foi inexistente, o PSD não conseguiu passar uma mensagem de esperança e, muito menos, assumir-se como alternativa, isto é, numa clara luta de personalidades, a Dra. Manuela Ferreira Leite não se conseguiu assumir como alternativa ao Engº. José Sócrates.
Nas Autárquicas, conseguimos manter a posição de liderança quanto ao número de Presidências de Câmara, mas o resultado está longe de ser lisonjeiro, salvaguardem-se situações como o reforço de resultados em Viseu, Lamego, Tondela, Oliveira de Frades e Nelas e a manutenção em Santa Comba Dão, S. Pedro do Sul, Armamar, S. João da Pesqueira, Sernancelhe, Penedono, Sátão, Vouzela, Penalva do Castelo e Carregal do Sal, para me referir só ao Distrito de Viseu; a perda de cinco Câmaras no Distrito também nos deverá merecer a mais profunda reflexão.
Assim , é chegado o momento de com firmeza mas duma forma mais ou menos célere, o PSD definir um cronograma que permita ter desde já uma percepção da forma como se desencadeará a discussão interna, seguida de marcação de eleições que permitam escolher uma nova liderança, que tenha na sua base um projecto novo.
Não me parece que existam condições para levar o mandato até Maio, viver-se-ia um período de agonia que impediria assumir uma liderança da oposição, dando espaço à direita e à esquerda.
Importa clarificar, sem pressas, concordo, a continuidade não é defensável, é preciso encontrar um caminho novo que dê esperança ao País.
Um rumo que dê a possibilidade de começar um novo ciclo, da criação de redes internas, de maior interacção com a sociedade, que permita ao PSD retomar a sua implantação urbana e de proximidade com as populações, que as pessoas se revejam em nós e nos olhem como a verdadeira alternativa de poder.
Iremos viver tempos de escolhas, os que se sentem com perfil para a liderança devem manifestar-se e assumirem-se, devolver aos militantes o direito de escolha democrática, para depois se acabarem com os grupos e grupinhos que só têm contribuído para o enfraquecimento do PSD.
Este novo percurso terá que ser feito com rostos novos, uma liderança de uma nova geração, obviamente sem menosprezar ou diminuir o contributo de muitos históricos que ajudaram a implantar e crescer o nosso PSD.
Se este percurso é fundamental para o País, não o será menos para o Distrito.
O poder pelo poder não leva a nada, a politica é para as Pessoas, como nos ensinou Sá Carneiro, também no Distrito o PSD tem que ter projecto em que a maioria se reveja e participe, o PSD não é propriedade de ninguém em particular, mas de todos os militantes, a sua intervenção não pode ser intermitente, mas continuada, a sua linha condutora tem que ser discutida nos órgãos próprios e não ao sabor dos acasos.
Somos o segundo maior partido português, temos o maior número de Câmaras e assumiremos com Fernando Ruas, estou certo, a presidência da Associação Nacional de Municípios, temos que estar à altura dos desafios.
In Jornal do Centro, 12 de Outubro de 2009
Nas legislativas, com um terreno favorável, não conseguimos ir além de um fraco aumento de sete Deputados, deixando que o CDS-PP crescesse bastante, sem conseguirmos fixar o eleitorado do centro, aquele onde se podiam contar os diferentes descontentamentos suscitados em quatro anos e meio de Governo do PS.
A verdade é que a estratégia foi inexistente, o PSD não conseguiu passar uma mensagem de esperança e, muito menos, assumir-se como alternativa, isto é, numa clara luta de personalidades, a Dra. Manuela Ferreira Leite não se conseguiu assumir como alternativa ao Engº. José Sócrates.
Nas Autárquicas, conseguimos manter a posição de liderança quanto ao número de Presidências de Câmara, mas o resultado está longe de ser lisonjeiro, salvaguardem-se situações como o reforço de resultados em Viseu, Lamego, Tondela, Oliveira de Frades e Nelas e a manutenção em Santa Comba Dão, S. Pedro do Sul, Armamar, S. João da Pesqueira, Sernancelhe, Penedono, Sátão, Vouzela, Penalva do Castelo e Carregal do Sal, para me referir só ao Distrito de Viseu; a perda de cinco Câmaras no Distrito também nos deverá merecer a mais profunda reflexão.
Assim , é chegado o momento de com firmeza mas duma forma mais ou menos célere, o PSD definir um cronograma que permita ter desde já uma percepção da forma como se desencadeará a discussão interna, seguida de marcação de eleições que permitam escolher uma nova liderança, que tenha na sua base um projecto novo.
Não me parece que existam condições para levar o mandato até Maio, viver-se-ia um período de agonia que impediria assumir uma liderança da oposição, dando espaço à direita e à esquerda.
Importa clarificar, sem pressas, concordo, a continuidade não é defensável, é preciso encontrar um caminho novo que dê esperança ao País.
Um rumo que dê a possibilidade de começar um novo ciclo, da criação de redes internas, de maior interacção com a sociedade, que permita ao PSD retomar a sua implantação urbana e de proximidade com as populações, que as pessoas se revejam em nós e nos olhem como a verdadeira alternativa de poder.
Iremos viver tempos de escolhas, os que se sentem com perfil para a liderança devem manifestar-se e assumirem-se, devolver aos militantes o direito de escolha democrática, para depois se acabarem com os grupos e grupinhos que só têm contribuído para o enfraquecimento do PSD.
Este novo percurso terá que ser feito com rostos novos, uma liderança de uma nova geração, obviamente sem menosprezar ou diminuir o contributo de muitos históricos que ajudaram a implantar e crescer o nosso PSD.
Se este percurso é fundamental para o País, não o será menos para o Distrito.
O poder pelo poder não leva a nada, a politica é para as Pessoas, como nos ensinou Sá Carneiro, também no Distrito o PSD tem que ter projecto em que a maioria se reveja e participe, o PSD não é propriedade de ninguém em particular, mas de todos os militantes, a sua intervenção não pode ser intermitente, mas continuada, a sua linha condutora tem que ser discutida nos órgãos próprios e não ao sabor dos acasos.
Somos o segundo maior partido português, temos o maior número de Câmaras e assumiremos com Fernando Ruas, estou certo, a presidência da Associação Nacional de Municípios, temos que estar à altura dos desafios.
In Jornal do Centro, 12 de Outubro de 2009
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