A atmosfera que se vive entre os empresários é de grande angústia e incerteza, agravada pelas múltiplas solicitações que não deixam tempo útil para que se concentrem na gestão efectiva das suas organizações, sobretudo nas de menor dimensão, a esmagadora maioria, com um reduzido número de trabalhadores.
Com a crise do sub prime e a implantação das regras de Basileia II, a palavra de ordem foi sensibilizar as empresas para a necessidade de introduzirem transparência e rigor nas suas contas, para que o rating melhorasse e permitisse o acesso ao crédito em condições mais vantajosas.
Contudo, o despoletar da actual crise, de desfecho imprevisível, com o sistema financeiro a revelar graves problemas de liquidez, veio traduzir-se num verdadeiro apertar do garrote às nossas PME, incluindo as que melhoraram os seus indicadores, esforço que, pelas actuais circunstâncias, não é reconhecido.
Se cobrar era uma tarefa difícil pelas empresas, dentro e fora do País, hoje é quase um milagre, incluindo junto do próprio Estado, que, ao contrário do que seria legitimamente expectável, não dá o exemplo, pagando tarde e más horas.
Paralelamente, assiste-se a uma cada vez maior pressão do fisco, numa verdadeira voracidade que não olha a meios, com constantes inspecções às empresas, com o cutelo permanente da execução fiscal, da penhora dos bens pessoais dos gerentes e administradores e da coima aplicada ao primeiro atraso, ainda que de um dia e em obrigações fiscais declarativas.
Esperava-se que com esta conjuntura o Senhor Primeiro Ministro anunciasse um conjunto de medidas que facilitasse efectivamente a vida das empresas portugueses, que introduzisse efectiva liquidez.
Não serei injusto ao não considerar o anúncio da linha de crédito de 1.000 milhões de euros para as PME. Traduz, de facto, uma boa medida.
O recurso à garantia mútua numa percentagem de 50% e a bonificação dos juros vão no sentido certo, embora não exija um grande esforço orçamental; o sistema de garantia mútua está preparado para estas operações e tem crescido; existem fundos comunitários do QREN já definidos para o efeito, há um resseguro no Fundo Europeu de Garantia Mútua, pelo que o esforço efectivo do Governo é a bonificação de 1%.
Não obstante, poderá permitir transformar créditos de curto prazo em médio prazo, com mais estabilidade e melhores taxas de juro.
A redução do IRC, designadamente com a criação de dois escalões, vai também no sentido positivo, embora sem nenhum impacto directo nas empresas.
Algumas delas, quando chegarem a beneficiar desta redução do IRC, em 2010, já não existirão, terão fechado as portas, sufocadas!
O que faltou no anúncio do Senhor Primeiro Ministro?
Faltou afirmar que o Estado iria colocar em dia os mais de 2.000 milhões de euros que deve às empresas. Esta sim seria uma medida com impacto directo na liquidez das empresas, para além do bom exemplo que era dado à economia, não permitindo os dois pesos e duas medidas que o Estado tem quando cobra ou quando paga.
Faltou colocar o IVA à taxa zero nos fornecimentos ao Estado; é imoral que o Estado não só não pague a tempo e horas como ainda cobre o IVA das facturas que não liquidou; o pagamento do IVA seria feito pela entidade do Estado no momento da liquidação da factura.
Faltou considerar as compensações fiscais. Qual a moralidade de se estar a executar um empresário ou empresa, por dívidas ao fisco, quando o mesmo é credor do Estado?
Faltou a abolição, pura e simples, do injusto Pagamento Especial por Conta.
Sejamos práticos, à vida das micro e PME, à sua sobrevivência, não bastam anúncios elaborados contemplando uma ou outra medida positiva, é preciso um tratamento de choque.
São urgentes medidas que introduzam liquidez e melhorem a tesouraria das empresas portuguesas ou poderemos estar perante um cenário verdadeiramente preocupante a curto prazo.
É preciso que o Estado facilite a vida das micro e PME, não que as sufoque, para que os empresários não percam o seu precioso tempo a fazer tudo, menos gerir a sua organização.
A pressão das cobranças, o Estado mau pagador, a administração fiscal, a burocracia, tudo contribui para dificultar a vida do empresário, contribuindo para a baixa produtividade tão apregoada.
In Jornal de Negócios 9 de Outubro de 2008
António Almeida Henriques
Presidente CEC/ CCIC e Vice Presidente CIP
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
O Estado asfixiante!
A atmosfera que se vive entre os empresários é de grande angústia e incerteza, agravada pelas múltiplas solicitações que não deixam tempo útil para que se concentrem na gestão efectiva das empresas, sobretudo nas mais pequenas, a esmagadora maioria, com um número reduzido de trabalhadores.
Com a crise do sub prime e a implantação das regras de Basileia II, a palavra de ordem era sensibilizar as empresas para a necessidade de introduzirem transparência e rigor nas suas contas, para que o rating melhorasse e permitisse o acesso ao crédito em condições mais vantajosas.
Com o despoletar desta grave crise, de desfecho imprevisível, quando o sistema financeiro tem problemas de liquidez, aperta-se o “garrote” às empresas, são inúmeros os casos, mesmo dos que melhoraram os seus indicadores, a serem autenticamente “apertados” pela Banca.
Se já era difícil cobrar, dentro e fora do País, hoje é quase um milagre.
Começa logo pelo próprio Estado que não dá o exemplo, paga tarde e a más horas.
Para já não falar da pressão do fisco, assiste-se a uma verdadeira voracidade fiscal que não olha a meios, com constantes inspecções às empresas, com o cutelo permanente da execução fiscal, da penhora dos bens pessoais dos gerentes e administradores e da coima aplicada logo que há um atraso, ainda que de um dia, na entrega da declaração.
Esperava-se, pois, que com esta conjuntura o Senhor Primeiro Ministro anunciasse um conjunto de medidas que facilitassem efectivamente a vida das mais de 99% de empresas portugueses, que introduzisse liquidez.
Não serei injusto ao não considerar o anúncio da linha de crédito de 1.000 milhões de euros para as PME’s uma boa medida.
É-o de facto!
O recurso à garantia mútua numa percentagem de 50% e a bonificação dos juros, vai no sentido certo, embora não exija um grande esforço orçamental; o sistema de garantia mútua está preparado para estas operações e tem crescido, existem fundos comunitários do QREN já definidos para o efeito, há um resseguro no Fundo Europeu de Garantia Mútua, pelo que o esforço efectivo do Governo é a bonificação de 1%.
Mas é uma boa medida, poderá permitir transformar créditos de curto prazo em médio prazo, com mais estabilidade e melhores taxas de juro.
A redução do IRC, designadamente com a criação de dois escalões, vai também no sentido positivo, embora sem nenhum impacto directo nas empresas.
Algumas delas, quando chegarem a poder beneficiar desta redução do IRC, em 2010, já não existirão, terão fechado as portas, sufocadas!
O que faltou no anúncio do Senhor Primeiro Ministro?
Que o Estado iria colocar em dia os mais de 2.000 milhões de euros que deve às empresas, esta sim uma medida com impacto directo na liquidez das empresas, para além do bom exemplo que era dado à economia, não permitindo os dois pesos e duas medidas que o Estado tem quando cobra ou quando paga.
Colocar o IVA à taxa zero nos fornecimentos ao Estado; é imoral que o Estado, não só não pague a tempo e horas como ainda cobre o IVA das facturas que não liquidou; o pagamento do IVA seria feito pela entidade do Estado no momento da liquidação da factura.
Permitir as compensações fiscais, qual a moralidade de se estar a executar um empresário ou empresa, por dívidas ao fisco, quando o mesmo é credor do Estado, era também uma boa medida, que introduzia liquidez nas empresas e aliviava a pressão fiscal a que estão sujeitas.
A abolição, pura e simples, do injusto Pagamento Especial por Conta.
Sejamos práticos, a vida das micro e PME’s, a sua sobrevivência, já não vai lá com anúncios elaborados e com uma ou outra medida positiva, é preciso um tratamento de choque;
São urgentes medidas que introduzam liquidez e melhorem a tesouraria destas empresas ou poderemos estar perante um cenário verdadeiramente preocupante a curto prazo.
É preciso que o Estado facilite a vida das micro e PMEs, não as sufoque, para que os empresários não percam o seu precioso tempo a fazer tudo, menos gerir a sua empresa.
A pressão das cobranças, o Estado mau pagador, a administração fiscal sufocante, a burocracia, contribui para dificultar a vida do empresário, sufocando as empresas e contribuindo para a baixa produtividade.
In Jornal das PME 9 de Outubro de 2008
António Almeida Henriques
Presidente CEC/ CCIC e Vice Presidente CIP
Com a crise do sub prime e a implantação das regras de Basileia II, a palavra de ordem era sensibilizar as empresas para a necessidade de introduzirem transparência e rigor nas suas contas, para que o rating melhorasse e permitisse o acesso ao crédito em condições mais vantajosas.
Com o despoletar desta grave crise, de desfecho imprevisível, quando o sistema financeiro tem problemas de liquidez, aperta-se o “garrote” às empresas, são inúmeros os casos, mesmo dos que melhoraram os seus indicadores, a serem autenticamente “apertados” pela Banca.
Se já era difícil cobrar, dentro e fora do País, hoje é quase um milagre.
Começa logo pelo próprio Estado que não dá o exemplo, paga tarde e a más horas.
Para já não falar da pressão do fisco, assiste-se a uma verdadeira voracidade fiscal que não olha a meios, com constantes inspecções às empresas, com o cutelo permanente da execução fiscal, da penhora dos bens pessoais dos gerentes e administradores e da coima aplicada logo que há um atraso, ainda que de um dia, na entrega da declaração.
Esperava-se, pois, que com esta conjuntura o Senhor Primeiro Ministro anunciasse um conjunto de medidas que facilitassem efectivamente a vida das mais de 99% de empresas portugueses, que introduzisse liquidez.
Não serei injusto ao não considerar o anúncio da linha de crédito de 1.000 milhões de euros para as PME’s uma boa medida.
É-o de facto!
O recurso à garantia mútua numa percentagem de 50% e a bonificação dos juros, vai no sentido certo, embora não exija um grande esforço orçamental; o sistema de garantia mútua está preparado para estas operações e tem crescido, existem fundos comunitários do QREN já definidos para o efeito, há um resseguro no Fundo Europeu de Garantia Mútua, pelo que o esforço efectivo do Governo é a bonificação de 1%.
Mas é uma boa medida, poderá permitir transformar créditos de curto prazo em médio prazo, com mais estabilidade e melhores taxas de juro.
A redução do IRC, designadamente com a criação de dois escalões, vai também no sentido positivo, embora sem nenhum impacto directo nas empresas.
Algumas delas, quando chegarem a poder beneficiar desta redução do IRC, em 2010, já não existirão, terão fechado as portas, sufocadas!
O que faltou no anúncio do Senhor Primeiro Ministro?
Que o Estado iria colocar em dia os mais de 2.000 milhões de euros que deve às empresas, esta sim uma medida com impacto directo na liquidez das empresas, para além do bom exemplo que era dado à economia, não permitindo os dois pesos e duas medidas que o Estado tem quando cobra ou quando paga.
Colocar o IVA à taxa zero nos fornecimentos ao Estado; é imoral que o Estado, não só não pague a tempo e horas como ainda cobre o IVA das facturas que não liquidou; o pagamento do IVA seria feito pela entidade do Estado no momento da liquidação da factura.
Permitir as compensações fiscais, qual a moralidade de se estar a executar um empresário ou empresa, por dívidas ao fisco, quando o mesmo é credor do Estado, era também uma boa medida, que introduzia liquidez nas empresas e aliviava a pressão fiscal a que estão sujeitas.
A abolição, pura e simples, do injusto Pagamento Especial por Conta.
Sejamos práticos, a vida das micro e PME’s, a sua sobrevivência, já não vai lá com anúncios elaborados e com uma ou outra medida positiva, é preciso um tratamento de choque;
São urgentes medidas que introduzam liquidez e melhorem a tesouraria destas empresas ou poderemos estar perante um cenário verdadeiramente preocupante a curto prazo.
É preciso que o Estado facilite a vida das micro e PMEs, não as sufoque, para que os empresários não percam o seu precioso tempo a fazer tudo, menos gerir a sua empresa.
A pressão das cobranças, o Estado mau pagador, a administração fiscal sufocante, a burocracia, contribui para dificultar a vida do empresário, sufocando as empresas e contribuindo para a baixa produtividade.
In Jornal das PME 9 de Outubro de 2008
António Almeida Henriques
Presidente CEC/ CCIC e Vice Presidente CIP
domingo, 5 de outubro de 2008
Qualificar Portugal
Portugal evidencia ainda graves deficits de qualificação em relação aos países mais desenvolvidos da União Europeia.
Segundo os dados oficiais disponíveis, cerca de dois terços da população apresenta apenas o ensino básico. A percentagem dos portugueses que completa, pelo menos, o ensino secundário fica muito aquém da média comunitária e a taxa de frequência de acções de formação profissional é igualmente das mais baixas.
Os últimos indicadores publicados quer pelo Instituto Nacional de Estatística, quer pelo Eurostat, revelam que a situação da escolaridade e da qualificação constitui um dos principais obstáculos estruturais que impedem o desenvolvimento do nosso País.
Urge, por isso, não só inverter esta tendência, recuperando esse atraso estrutural, como implementar medidas que viabilizem que nesta matéria, como, aliás, em tantas outras, tenhamos de crescer com mais celeridade que os nosso parceiros comunitários, se quisermos garantir uma rota de convergência com as economias mais competitivas.
Os factores de competitividade alteraram-se significativamente nas últimas décadas, passando a realidade social e económica portuguesa de um modelo relativamente fechado para um contexto de integração europeia e de concorrência à escala mundial.
A aposta no capital humano torna-se, desta forma, numa das principais opções para superar as dificuldades e desafios que se nos apresentam, tendo em vista a promoção do crescimento económico, a coesão social e territorial.
Numa economia moderna não se compete apenas na produção de bens e serviços, mas sobretudo através do conhecimento, um dos principais factores de produção dos nossos dias.
Um sistema de educação de excelência e a melhoria das competências da força de trabalho, através da formação, assumem-se enquanto aspectos vitais de competitividade.
Qualificar Portugal é o lema assumido pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), espelho de um objectivo primaz a que se propõe o actual Quadro Comunitário de Apoio (QREN).
Com uma dotação de cerca de seis milhões de euros de Fundo Social Europeu, o POPH representa 37% dos apoios estruturais do Quadro de Referência Estratégico Nacional, que vigorará até 2013, repartindo-se por linhas de acção como a qualificação inicial, a aprendizagem ao longo da vida, a formação avançada ou a transição para a vida activa, de entre outras medidas.
Diz-nos a experiência que não devemos encarar os Quadros Comunitários enquanto uma panaceia para todos os males nacionais, embora reconheçamos o que têm contribuído para a profunda mudança que o país sofreu nas últimas décadas.
Dizia Antero que da educação que nos demos durante séculos provinham todos os nossos males. Não devemos cair em pessimismos, inimigos da acção e da motivação necessárias a este desafio, mas devemos garantir que os fundos estruturais respondem a um novo paradigma, que impõe novas competências e atitudes às organizações e seus recursos humanos. O risco de procurarmos responder às estatísticas é sempre elevado, importando que todos os responsáveis, dos governantes, aos gestores e beneficiários, atentem mais no impacto do que no resultado imediato.
A Câmara de Comércio e Indústria do Centro viu recentemente delegada pelo POPH parte da componente do eixo que visa a promoção de formação-acção em PME. Através desta iniciativa serão acompanhadas algumas centenas de empresas da Região Centro, procurando responder, através de momentos de consultoria altamente especializada, às suas necessidades estratégicas e à correcta articulação das mesmas com as valências dos seus colaboradores, também eles beneficiários da formação.
Paixão e razão devem guiar-nos neste propósito. Diz-nos também a experiência que apenas uma delas não basta.
António Almeida Henriques
Presidente CEC/CCIC
In Vida Económica, 5 de Outubro de 2008
Segundo os dados oficiais disponíveis, cerca de dois terços da população apresenta apenas o ensino básico. A percentagem dos portugueses que completa, pelo menos, o ensino secundário fica muito aquém da média comunitária e a taxa de frequência de acções de formação profissional é igualmente das mais baixas.
Os últimos indicadores publicados quer pelo Instituto Nacional de Estatística, quer pelo Eurostat, revelam que a situação da escolaridade e da qualificação constitui um dos principais obstáculos estruturais que impedem o desenvolvimento do nosso País.
Urge, por isso, não só inverter esta tendência, recuperando esse atraso estrutural, como implementar medidas que viabilizem que nesta matéria, como, aliás, em tantas outras, tenhamos de crescer com mais celeridade que os nosso parceiros comunitários, se quisermos garantir uma rota de convergência com as economias mais competitivas.
Os factores de competitividade alteraram-se significativamente nas últimas décadas, passando a realidade social e económica portuguesa de um modelo relativamente fechado para um contexto de integração europeia e de concorrência à escala mundial.
A aposta no capital humano torna-se, desta forma, numa das principais opções para superar as dificuldades e desafios que se nos apresentam, tendo em vista a promoção do crescimento económico, a coesão social e territorial.
Numa economia moderna não se compete apenas na produção de bens e serviços, mas sobretudo através do conhecimento, um dos principais factores de produção dos nossos dias.
Um sistema de educação de excelência e a melhoria das competências da força de trabalho, através da formação, assumem-se enquanto aspectos vitais de competitividade.
Qualificar Portugal é o lema assumido pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), espelho de um objectivo primaz a que se propõe o actual Quadro Comunitário de Apoio (QREN).
Com uma dotação de cerca de seis milhões de euros de Fundo Social Europeu, o POPH representa 37% dos apoios estruturais do Quadro de Referência Estratégico Nacional, que vigorará até 2013, repartindo-se por linhas de acção como a qualificação inicial, a aprendizagem ao longo da vida, a formação avançada ou a transição para a vida activa, de entre outras medidas.
Diz-nos a experiência que não devemos encarar os Quadros Comunitários enquanto uma panaceia para todos os males nacionais, embora reconheçamos o que têm contribuído para a profunda mudança que o país sofreu nas últimas décadas.
Dizia Antero que da educação que nos demos durante séculos provinham todos os nossos males. Não devemos cair em pessimismos, inimigos da acção e da motivação necessárias a este desafio, mas devemos garantir que os fundos estruturais respondem a um novo paradigma, que impõe novas competências e atitudes às organizações e seus recursos humanos. O risco de procurarmos responder às estatísticas é sempre elevado, importando que todos os responsáveis, dos governantes, aos gestores e beneficiários, atentem mais no impacto do que no resultado imediato.
A Câmara de Comércio e Indústria do Centro viu recentemente delegada pelo POPH parte da componente do eixo que visa a promoção de formação-acção em PME. Através desta iniciativa serão acompanhadas algumas centenas de empresas da Região Centro, procurando responder, através de momentos de consultoria altamente especializada, às suas necessidades estratégicas e à correcta articulação das mesmas com as valências dos seus colaboradores, também eles beneficiários da formação.
Paixão e razão devem guiar-nos neste propósito. Diz-nos também a experiência que apenas uma delas não basta.
António Almeida Henriques
Presidente CEC/CCIC
In Vida Económica, 5 de Outubro de 2008
Qualificar Portugal
Portugal evidencia ainda graves deficits de qualificação em relação aos países mais desenvolvidos da União Europeia.
Segundo os dados oficiais disponíveis, cerca de dois terços da população apresenta apenas o ensino básico. A percentagem dos portugueses que completa, pelo menos, o ensino secundário fica muito aquém da média comunitária e a taxa de frequência de acções de formação profissional é igualmente das mais baixas.
Os últimos indicadores publicados quer pelo Instituto Nacional de Estatística, quer pelo Eurostat, revelam que a situação da escolaridade e da qualificação constitui um dos principais obstáculos estruturais que impedem o desenvolvimento do nosso País.
Urge, por isso, não só inverter esta tendência, recuperando esse atraso estrutural, como implementar medidas que viabilizem que nesta matéria, como, aliás, em tantas outras, tenhamos de crescer com mais celeridade que os nosso parceiros comunitários, se quisermos garantir uma rota de convergência com as economias mais competitivas.
Os factores de competitividade alteraram-se significativamente nas últimas décadas, passando a realidade social e económica portuguesa de um modelo relativamente fechado para um contexto de integração europeia e de concorrência à escala mundial.
A aposta no capital humano torna-se, desta forma, numa das principais opções para superar as dificuldades e desafios que se nos apresentam, tendo em vista a promoção do crescimento económico, a coesão social e territorial.
Numa economia moderna não se compete apenas na produção de bens e serviços, mas sobretudo através do conhecimento, um dos principais factores de produção dos nossos dias.
Um sistema de educação de excelência e a melhoria das competências da força de trabalho, através da formação, assumem-se enquanto aspectos vitais de competitividade.
Qualificar Portugal é o lema assumido pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), espelho de um objectivo primaz a que se propõe o actual Quadro Comunitário de Apoio (QREN).
Com uma dotação de cerca de seis milhões de euros de Fundo Social Europeu, o POPH representa 37% dos apoios estruturais do Quadro de Referência Estratégico Nacional, que vigorará até 2013, repartindo-se por linhas de acção como a qualificação inicial, a aprendizagem ao longo da vida, a formação avançada ou a transição para a vida activa, de entre outras medidas.
Diz-nos a experiência que não devemos encarar os Quadros Comunitários enquanto uma panaceia para todos os males nacionais, embora reconheçamos o que têm contribuído para a profunda mudança que o país sofreu nas últimas décadas.
Dizia Antero que da educação que nos demos durante séculos provinham todos os nossos males. Não devemos cair em pessimismos, inimigos da acção e da motivação necessárias a este desafio, mas devemos garantir que os fundos estruturais respondem a um novo paradigma, que impõe novas competências e atitudes às organizações e seus recursos humanos. O risco de procurarmos responder às estatísticas é sempre elevado, importando que todos os responsáveis, dos governantes, aos gestores e beneficiários, atentem mais no impacto do que no resultado imediato.
A Câmara de Comércio e Indústria do Centro viu recentemente delegada pelo POPH parte da componente do eixo que visa a promoção de formação-acção em PME. Através desta iniciativa serão acompanhadas algumas centenas de empresas da Região Centro, procurando responder, através de momentos de consultoria altamente especializada, às suas necessidades estratégicas e à correcta articulação das mesmas com as valências dos seus colaboradores, também eles beneficiários da formação.
Paixão e razão devem guiar-nos neste propósito. Diz-nos também a experiência que apenas uma delas não basta.
In Vida Económica, 5 de Novembro de 2008
Segundo os dados oficiais disponíveis, cerca de dois terços da população apresenta apenas o ensino básico. A percentagem dos portugueses que completa, pelo menos, o ensino secundário fica muito aquém da média comunitária e a taxa de frequência de acções de formação profissional é igualmente das mais baixas.
Os últimos indicadores publicados quer pelo Instituto Nacional de Estatística, quer pelo Eurostat, revelam que a situação da escolaridade e da qualificação constitui um dos principais obstáculos estruturais que impedem o desenvolvimento do nosso País.
Urge, por isso, não só inverter esta tendência, recuperando esse atraso estrutural, como implementar medidas que viabilizem que nesta matéria, como, aliás, em tantas outras, tenhamos de crescer com mais celeridade que os nosso parceiros comunitários, se quisermos garantir uma rota de convergência com as economias mais competitivas.
Os factores de competitividade alteraram-se significativamente nas últimas décadas, passando a realidade social e económica portuguesa de um modelo relativamente fechado para um contexto de integração europeia e de concorrência à escala mundial.
A aposta no capital humano torna-se, desta forma, numa das principais opções para superar as dificuldades e desafios que se nos apresentam, tendo em vista a promoção do crescimento económico, a coesão social e territorial.
Numa economia moderna não se compete apenas na produção de bens e serviços, mas sobretudo através do conhecimento, um dos principais factores de produção dos nossos dias.
Um sistema de educação de excelência e a melhoria das competências da força de trabalho, através da formação, assumem-se enquanto aspectos vitais de competitividade.
Qualificar Portugal é o lema assumido pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), espelho de um objectivo primaz a que se propõe o actual Quadro Comunitário de Apoio (QREN).
Com uma dotação de cerca de seis milhões de euros de Fundo Social Europeu, o POPH representa 37% dos apoios estruturais do Quadro de Referência Estratégico Nacional, que vigorará até 2013, repartindo-se por linhas de acção como a qualificação inicial, a aprendizagem ao longo da vida, a formação avançada ou a transição para a vida activa, de entre outras medidas.
Diz-nos a experiência que não devemos encarar os Quadros Comunitários enquanto uma panaceia para todos os males nacionais, embora reconheçamos o que têm contribuído para a profunda mudança que o país sofreu nas últimas décadas.
Dizia Antero que da educação que nos demos durante séculos provinham todos os nossos males. Não devemos cair em pessimismos, inimigos da acção e da motivação necessárias a este desafio, mas devemos garantir que os fundos estruturais respondem a um novo paradigma, que impõe novas competências e atitudes às organizações e seus recursos humanos. O risco de procurarmos responder às estatísticas é sempre elevado, importando que todos os responsáveis, dos governantes, aos gestores e beneficiários, atentem mais no impacto do que no resultado imediato.
A Câmara de Comércio e Indústria do Centro viu recentemente delegada pelo POPH parte da componente do eixo que visa a promoção de formação-acção em PME. Através desta iniciativa serão acompanhadas algumas centenas de empresas da Região Centro, procurando responder, através de momentos de consultoria altamente especializada, às suas necessidades estratégicas e à correcta articulação das mesmas com as valências dos seus colaboradores, também eles beneficiários da formação.
Paixão e razão devem guiar-nos neste propósito. Diz-nos também a experiência que apenas uma delas não basta.
In Vida Económica, 5 de Novembro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
Crise Internacional e Plano Paulson
Estamos a acabar uma semana que fica claramente marcada pela grave crise internacional e pela expectativa da aprovação do Plano Paulson, por parte do Senado (já aprovado) e pela Câmara de Representantes.
Por cá, os efeitos estão já bem presentes, na instabilidade dos mercados, na falta de liquidez dos bancos que se faz repercutir nas famílias, com o aumento das taxas de juro e dificuldade de acesso ao crédito, nas empresas e nos novos investimentos que não encontram no mercado os capitais necessários para se desenvolverem.
Ao invés de um Governo sereno e com propostas concretas para responder à crise, assistimos a um Primeiro Ministro histérico a diabolisar o sistema financeiro, a comparar a Bolsa a um casino e, por outro lado, a um Ministro da Economia que duma forma apocalíptica declara o fim do Mundo, tal como o conhecemos.
Mas, afinal, o que se esperaria de governantes responsáveis e com sentido da realidade?
Basicamente que copiassem o que se está a fazer um pouco por todo o Mundo.
Afinal, o Plano Paulson, que esperamos venha a ser aprovado pela Câmara de Representantes (estou a escrever este artigo ao fim da manhã de 6ª. feira), assenta basicamente no seguinte:
Em mais benefícios fiscais para as famílias, com criação de uns e prolongamento de outros, virado para as pequenas empresas e trabalhadores com rendimentos médios e famílias com mais de um filho;
Aumento da garantia dos depósitos, que passam de 100.000 para 250.000 USD, para dar confiança aos depositantes e evitar que resgatem as poupanças, o que agravaria ainda mais a liquidez do sistema bancário.
Outras medidas avulso que resultam em grande parte da campanha eleitoral que decorre como incentivos aos pescadores do Alasca ou ajuda às zonas rurais e às vitimas de catástrofes naturais, entre outras, bem como incentivos à produção de energias renováveis, designadamente eólica e solar.
Para que se perceba a dificuldade na aprovação, recordo que os EUA estão em plena campanha eleitoral para a Presidência da República, com a eleição mais mediática e disputada de sempre entre Obama e Maccan, renovam-se 1/3 dos mandatos do Senado e a totalidade dos mandatos da Câmara dos Representantes, para além de eleições em cada um dos Estados.
Por outro lado, uma economia assente essencialmente no mercado, é profundamente abalada nas suas convicções, com o Estado a ter que intervir fortemente para evitar o colapso.
Mas, regressando ao nosso País, esperava-se do Governo respostas que introduzissem esperança nos portugueses, tranquilidade no mercado e medidas que ajudassem as empresas.
O mercado precisa que se incentive a poupança, o ataque do Governo aos certificados de aforro vai no sentido inverso.
As empresas e o sistema precisam de liquidez, o pagamento das dívidas em atraso do Estado às empresas que se estimam em mais de 2.000 milhões de euros, permitiria um alivio da tesouraria; o Estado deveria emitir divida pública para colocar em dia os seus pagamentos às empresas.
Outras medidas poderiam ser tomadas, como o prolongamento para 90 dias do pagamento do IVA, como compensação do atraso generalizado dos pagamentos que leva as empresas a pagarem o IVA antes de o receberem, com prejuízos evidentes para a tesouraria; a eliminação dos pagamentos especiais por conta que penalizam sobretudo as micro e pme’s, para já não falar do reembolso do IVA.
Outra seria a descida do IMI, que tanto penaliza os jovens e as famílias da classe média baixa, mas acompanhada da actualização da avaliação dos imóveis, que está claramente inflacionada; estas avaliações foram efectuadas por peritos que olharam para os imóveis numa perspectiva de que continuaríamos a ter uma constante valorização dos mesmos, o que não aconteceu, antes uma desvalorização resultado da estagnação dos mercados. Se é verdade que é fundamental reduzir a taxa do IMI, caminho que a nossa autarquia seguiu no Orçamento para 2009, não é menos verdade que o problema de fundo está nos coeficientes de localização e na avaliação dos imóveis (em muitos casos, na maioria, direi mesmo que quase todos os contribuintes estarão disponíveis para vender pelo preço exorbitante que resultou da avaliação dos peritos); a actuação a este nível depende exclusivamente do Governo e da máquina da administração fiscal.
Até agora, nenhuma destas medidas se verificou, a única resolução válida é a aprovação de uma linha de crédito de cerca de 500 milhões de euros, com recurso a garantia mútua, que o Governo vai lançar e que permitirá o acesso ao crédito em condições mais vantajosas, em termos de taxas e da exigência de garantias às empresas.
Como se vê, mais uma vez o Governo adopta a politica espectáculo, com entrega do “Magalhães”, grandes sessões de propaganda, sem tomar medidas concretas que ajudem a economia, as famílias e as empresas; escuda-se na crise internacional, procurando fazer crer que não tem nenhumas responsabilidades, o que não é de todo verdade.
Como nota final, realce para a inauguração da filial em Viseu da Norgarante, na segunda feira, que vai permitir uma maior proximidade aos empresários de Viseu, no âmbito da garantia mútua; para quem não domina estes produtos, o acesso à garantia mútua por parte das empresas, permite um resseguro do crédito que pode ir até 75% o que leva a uma negociação com a Banca que, face à redução do risco, pode praticar taxas de juro mais baixas e pedir menos garantias; por outro lado, como a Banca fica com o resseguro, tem mais liquidez, liberta mais meios para financiar outras operações.
Sempre fui um entusiasta, desde a primeira hora, do sistema de Garantia Mútua, tendo sido um dos fundadores com envolvimento de empresários da nossa região, muitos deles já beneficiários do sistema.
In Diário de Viseu, 4 de Outubro de 2008
Por cá, os efeitos estão já bem presentes, na instabilidade dos mercados, na falta de liquidez dos bancos que se faz repercutir nas famílias, com o aumento das taxas de juro e dificuldade de acesso ao crédito, nas empresas e nos novos investimentos que não encontram no mercado os capitais necessários para se desenvolverem.
Ao invés de um Governo sereno e com propostas concretas para responder à crise, assistimos a um Primeiro Ministro histérico a diabolisar o sistema financeiro, a comparar a Bolsa a um casino e, por outro lado, a um Ministro da Economia que duma forma apocalíptica declara o fim do Mundo, tal como o conhecemos.
Mas, afinal, o que se esperaria de governantes responsáveis e com sentido da realidade?
Basicamente que copiassem o que se está a fazer um pouco por todo o Mundo.
Afinal, o Plano Paulson, que esperamos venha a ser aprovado pela Câmara de Representantes (estou a escrever este artigo ao fim da manhã de 6ª. feira), assenta basicamente no seguinte:
Em mais benefícios fiscais para as famílias, com criação de uns e prolongamento de outros, virado para as pequenas empresas e trabalhadores com rendimentos médios e famílias com mais de um filho;
Aumento da garantia dos depósitos, que passam de 100.000 para 250.000 USD, para dar confiança aos depositantes e evitar que resgatem as poupanças, o que agravaria ainda mais a liquidez do sistema bancário.
Outras medidas avulso que resultam em grande parte da campanha eleitoral que decorre como incentivos aos pescadores do Alasca ou ajuda às zonas rurais e às vitimas de catástrofes naturais, entre outras, bem como incentivos à produção de energias renováveis, designadamente eólica e solar.
Para que se perceba a dificuldade na aprovação, recordo que os EUA estão em plena campanha eleitoral para a Presidência da República, com a eleição mais mediática e disputada de sempre entre Obama e Maccan, renovam-se 1/3 dos mandatos do Senado e a totalidade dos mandatos da Câmara dos Representantes, para além de eleições em cada um dos Estados.
Por outro lado, uma economia assente essencialmente no mercado, é profundamente abalada nas suas convicções, com o Estado a ter que intervir fortemente para evitar o colapso.
Mas, regressando ao nosso País, esperava-se do Governo respostas que introduzissem esperança nos portugueses, tranquilidade no mercado e medidas que ajudassem as empresas.
O mercado precisa que se incentive a poupança, o ataque do Governo aos certificados de aforro vai no sentido inverso.
As empresas e o sistema precisam de liquidez, o pagamento das dívidas em atraso do Estado às empresas que se estimam em mais de 2.000 milhões de euros, permitiria um alivio da tesouraria; o Estado deveria emitir divida pública para colocar em dia os seus pagamentos às empresas.
Outras medidas poderiam ser tomadas, como o prolongamento para 90 dias do pagamento do IVA, como compensação do atraso generalizado dos pagamentos que leva as empresas a pagarem o IVA antes de o receberem, com prejuízos evidentes para a tesouraria; a eliminação dos pagamentos especiais por conta que penalizam sobretudo as micro e pme’s, para já não falar do reembolso do IVA.
Outra seria a descida do IMI, que tanto penaliza os jovens e as famílias da classe média baixa, mas acompanhada da actualização da avaliação dos imóveis, que está claramente inflacionada; estas avaliações foram efectuadas por peritos que olharam para os imóveis numa perspectiva de que continuaríamos a ter uma constante valorização dos mesmos, o que não aconteceu, antes uma desvalorização resultado da estagnação dos mercados. Se é verdade que é fundamental reduzir a taxa do IMI, caminho que a nossa autarquia seguiu no Orçamento para 2009, não é menos verdade que o problema de fundo está nos coeficientes de localização e na avaliação dos imóveis (em muitos casos, na maioria, direi mesmo que quase todos os contribuintes estarão disponíveis para vender pelo preço exorbitante que resultou da avaliação dos peritos); a actuação a este nível depende exclusivamente do Governo e da máquina da administração fiscal.
Até agora, nenhuma destas medidas se verificou, a única resolução válida é a aprovação de uma linha de crédito de cerca de 500 milhões de euros, com recurso a garantia mútua, que o Governo vai lançar e que permitirá o acesso ao crédito em condições mais vantajosas, em termos de taxas e da exigência de garantias às empresas.
Como se vê, mais uma vez o Governo adopta a politica espectáculo, com entrega do “Magalhães”, grandes sessões de propaganda, sem tomar medidas concretas que ajudem a economia, as famílias e as empresas; escuda-se na crise internacional, procurando fazer crer que não tem nenhumas responsabilidades, o que não é de todo verdade.
Como nota final, realce para a inauguração da filial em Viseu da Norgarante, na segunda feira, que vai permitir uma maior proximidade aos empresários de Viseu, no âmbito da garantia mútua; para quem não domina estes produtos, o acesso à garantia mútua por parte das empresas, permite um resseguro do crédito que pode ir até 75% o que leva a uma negociação com a Banca que, face à redução do risco, pode praticar taxas de juro mais baixas e pedir menos garantias; por outro lado, como a Banca fica com o resseguro, tem mais liquidez, liberta mais meios para financiar outras operações.
Sempre fui um entusiasta, desde a primeira hora, do sistema de Garantia Mútua, tendo sido um dos fundadores com envolvimento de empresários da nossa região, muitos deles já beneficiários do sistema.
In Diário de Viseu, 4 de Outubro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
Viseu, Dia do Municipio
Viseu comemorou o Dia do Município homenageando os seus funcionários, algo que é já uma tradição e que se deve realçar.
De facto, o desenvolvimento que Viseu conheceu nos últimos vinte anos, é seguramente trabalho da equipa autárquica liderada pelo Dr. Fernando Ruas mas, em larga medida, o sucesso resulta do empenhamento de todos os viseenses e dos colaboradores da autarquia, pelo que estão de parabéns todos os homenageados e o Presidente da Câmara por manter esta boa tradição.
Cada vez mais, o desafio de Viseu passa pela afirmação na diferença, pela capacidade de agir em rede.
E os desafios são inúmeros, permitindo-me destacar três.
Por um lado, a revitalização do Centro Histórico, é fundamental a candidatura que a autarquia aprovou e que levará a uma requalificação alargada, com o envolvimento de inúmeras instituições, bem como o “funicular” que se assumirá como obra de referência, mas não chega!
Importa que todos assumam este problema como seu, todos os contributos, desde que sejam prestados com um sentido positivo, são bem vindos.
É fundamental captar casais jovens que escolham o centro histórico para viver.
Importa captar instituições que tragam movimento ao centro histórico, devemos remar no sentido de a Loja do Cidadão se localizar nesta importante área, subscrevo a petição, aceitando o desafio de o fazer publicamente;
A localização futura da Escola Dual Alemã, que estou a promover com a Câmara de Comércio e Indústria Luso Alemã, com um envolvimento inexcedível do Dr. Fernando Ruas, será certamente mais um contributo.
O lançamento de uma incubadora de empresas do Centro Histórico, poderia ser mais uma ideia a desenvolver, a rua das Artes poderia ser também mais um conceito a explorar, promovendo a fixação de artistas plásticos de renome na nossa cidade, reavivar a Escola de Grão Vasco do séc. XXI, enfim, um conjunto de ideias que poderíamos aprofundar.
Com uma certeza, o envolvimento dos comerciantes e da Associação Comercial é decisivo, há que efectuar uma task force que leve à criação urgente de uma dinâmica de Centro Comercial de Ar Livre.
O Segundo desafio, a captação de novos investimentos e o estímulo a Grupos empresariais que aqui se localizam, para o continuarem a fazer.
O Parque Empresarial de Mundão e a parceria com a AIRV, através da GestinViseu, bem como o projecto de Parque Tecnológico de Lordosa, concertado com o facto de a Agência de Captação de Investimentos, denominada Win Centro, ter a sua sede operacional em Viseu, serão factores que poderão potenciar um cada vez maior crescimento de Viseu, com a boa tónica de que “ em Viseu dá gosto viver”, isto é, com qualidade de vida.
Por último, Viseu continua a precisar da sua Universidade, o entendimento entre a Universidade Católica e o Instituto Politécnico, apadrinhado pela AIRV, deve ser um movimento a não parar, o poder politico (leia-se Governo) prestará um grande serviço a Viseu se não criar obstáculo, como vem sendo hábito.
Esta dinâmica é fundamental, numa lógica de boa interacção com as maiores e melhores empresas da Região, para promover uma cultura de empreendedorismo e permanente inovação.
O sector da Energia deve ser uma das nossas bandeiras, tirando partido das diferente competências que temos à volta de Viseu, no âmbito das energias renováveis e da eficiência energética.
Também a metalomecânica deve assumir para nós uma centralidade, potenciando competências instaladas e tirando partido da nossa proximidade a Águeda, Viseu tem que liderar a nível nacional a criação do Pólo de Competitividade da Metalomecânica.
Por outro lado, continuar a apostar na indústria automóvel, montagem e componentes, estreitando trabalho com as excelentes empresas que temos e procurando captar novas.
É o momento certo para darmos as mãos e potenciar novos saltos qualitativos, com o envolvimento de todas as entidades, repartindo tarefas, com uma atitude positiva.
Não será com atitudes de procurar escamotear os problemas, tentando explicar o inexplicável que chegaremos a um clima favorável ao nosso desenvolvimento.
In Diário deViseu, 27 de Setembro de 2008
De facto, o desenvolvimento que Viseu conheceu nos últimos vinte anos, é seguramente trabalho da equipa autárquica liderada pelo Dr. Fernando Ruas mas, em larga medida, o sucesso resulta do empenhamento de todos os viseenses e dos colaboradores da autarquia, pelo que estão de parabéns todos os homenageados e o Presidente da Câmara por manter esta boa tradição.
Cada vez mais, o desafio de Viseu passa pela afirmação na diferença, pela capacidade de agir em rede.
E os desafios são inúmeros, permitindo-me destacar três.
Por um lado, a revitalização do Centro Histórico, é fundamental a candidatura que a autarquia aprovou e que levará a uma requalificação alargada, com o envolvimento de inúmeras instituições, bem como o “funicular” que se assumirá como obra de referência, mas não chega!
Importa que todos assumam este problema como seu, todos os contributos, desde que sejam prestados com um sentido positivo, são bem vindos.
É fundamental captar casais jovens que escolham o centro histórico para viver.
Importa captar instituições que tragam movimento ao centro histórico, devemos remar no sentido de a Loja do Cidadão se localizar nesta importante área, subscrevo a petição, aceitando o desafio de o fazer publicamente;
A localização futura da Escola Dual Alemã, que estou a promover com a Câmara de Comércio e Indústria Luso Alemã, com um envolvimento inexcedível do Dr. Fernando Ruas, será certamente mais um contributo.
O lançamento de uma incubadora de empresas do Centro Histórico, poderia ser mais uma ideia a desenvolver, a rua das Artes poderia ser também mais um conceito a explorar, promovendo a fixação de artistas plásticos de renome na nossa cidade, reavivar a Escola de Grão Vasco do séc. XXI, enfim, um conjunto de ideias que poderíamos aprofundar.
Com uma certeza, o envolvimento dos comerciantes e da Associação Comercial é decisivo, há que efectuar uma task force que leve à criação urgente de uma dinâmica de Centro Comercial de Ar Livre.
O Segundo desafio, a captação de novos investimentos e o estímulo a Grupos empresariais que aqui se localizam, para o continuarem a fazer.
O Parque Empresarial de Mundão e a parceria com a AIRV, através da GestinViseu, bem como o projecto de Parque Tecnológico de Lordosa, concertado com o facto de a Agência de Captação de Investimentos, denominada Win Centro, ter a sua sede operacional em Viseu, serão factores que poderão potenciar um cada vez maior crescimento de Viseu, com a boa tónica de que “ em Viseu dá gosto viver”, isto é, com qualidade de vida.
Por último, Viseu continua a precisar da sua Universidade, o entendimento entre a Universidade Católica e o Instituto Politécnico, apadrinhado pela AIRV, deve ser um movimento a não parar, o poder politico (leia-se Governo) prestará um grande serviço a Viseu se não criar obstáculo, como vem sendo hábito.
Esta dinâmica é fundamental, numa lógica de boa interacção com as maiores e melhores empresas da Região, para promover uma cultura de empreendedorismo e permanente inovação.
O sector da Energia deve ser uma das nossas bandeiras, tirando partido das diferente competências que temos à volta de Viseu, no âmbito das energias renováveis e da eficiência energética.
Também a metalomecânica deve assumir para nós uma centralidade, potenciando competências instaladas e tirando partido da nossa proximidade a Águeda, Viseu tem que liderar a nível nacional a criação do Pólo de Competitividade da Metalomecânica.
Por outro lado, continuar a apostar na indústria automóvel, montagem e componentes, estreitando trabalho com as excelentes empresas que temos e procurando captar novas.
É o momento certo para darmos as mãos e potenciar novos saltos qualitativos, com o envolvimento de todas as entidades, repartindo tarefas, com uma atitude positiva.
Não será com atitudes de procurar escamotear os problemas, tentando explicar o inexplicável que chegaremos a um clima favorável ao nosso desenvolvimento.
In Diário deViseu, 27 de Setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Viseu perde em todos os tabuleiros
Saúdo o Diário de Viseu por retomar esta rubrica.
Depois de férias, espero que seja um espaço de debate e esclarecimento dos nossos concidadãos a quem formulo votos de bom regresso ao trabalho.
A Sede da Região de Turismo do Centro vai ficar em Aveiro, decisão que não contesto;
O Pólo de Competitividade da Energia vai ter a sua sede em Aveiro, facto que teve também o meu empenhamento, no âmbito da estratégia da Região Centro, que quer liderar quatro sectores (energia, tecnologias da informação e comunicação, madeiras e metalomecânica);
Em declarações ocorridas há cerca de três meses, o Ministro da Economia assumia que a Direcção Regional da Economia iria também para Aveiro.
Direi, mérito de Aveiro que tem sabido fazer o seu trabalho de casa, tem assumido uma atitude reivindicativa, coerente, envolvendo os vários actores.
Em contraste evidente, VISEU PERDE EM TODOS OS TABULEIROS, no âmbito da reestruturação do PRACE;
Viseu perde o Centro de Conservação e Restauro, depois de o Ministro da Cultura ter dito que ia ver o que podia fazer e depois assumir numa resposta a um requerimento a “fatalidade” do encerramento;
Congratula-se, na voz dos dirigentes socialistas, com aquilo que já tinha, com a Circunscrição Florestal do Centro, agora com outro nome e liderada por um viseense, que cumprimento pela nomeação e formulo votos de muito sucesso nesta missão;
Contabiliza como vitória a manutenção do que já tínhamos, a Direcção Distrital das Estradas de Portugal, que já dependia de Lisboa, não é novidade nenhuma, tem as mesmas competências!
Motivos para nos congratularmos seria termos ficado com o Centro Operacional Regional das Estradas de Portugal, estrutura criada de novo, que vai coordenar todas as novas obras e concentrar as competências, ficando a sede em Coimbra.
À falta de melhor, “enchem a boca” com a minúscula Direcção Regional do Instituto da Inspecção das Condições de Trabalho a funcionar num pequeno apartamento em Viseu.
Que grande contraste, entre a postura dos socialistas de Viseu e a dos de Aveiro, retirem os caros leitores as ilacções !
Outro facto relevante que marcou a semana foi a posse do Novo Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Dr. Fernando Sebastião, a quem aproveito para felicitar pela eleição e formular votos de um profíquo trabalho em prol do desenvolvimento de Viseu.
Tem uma enorme tarefa pela frente, unir a instituição e focalizá-la numa estratégia que a reposicione como motor de desenvolvimento de Viseu, vertente muito “adormecida” nos últimos três anos, fruto do conflito permanente que se viveu.
Seria injusto que não enaltecesse o brilhante trabalho desenvolvido pelo Prof. João Pedro Antas de Barros, o Politécnico que hoje temos tem a sua marca e assinatura, Viseu deve-lhe muito e a homenagem a uma carreira ao serviço do desenvolvimento, deve ser feita, é de elementar justiça.
Pena foi que estes últimos anos tivessem afectado a instituição e levassem a que perdesse competitividade no âmbito nacional e internacional.
Enquanto as “energias” eram gastas nas “lutas internas”, outras instituições iam aproveitando a “distracção” de Viseu.
Mas nada está perdido, há que dar as mãos, estou convicto que o novo Presidente do Politécnico terá “engenho e arte” para envolver todos os que colaboram com a instituição e para homenagear o trabalho desenvolvido nos últimos vinte anos.
Parabéns Caro Dr. Fernando Sebastião, os holofotes são seus! Tem todo o meu apoio, bem como a instituição que dirige.
In Diário de Viseu, 20 de Setembro de 2008
Depois de férias, espero que seja um espaço de debate e esclarecimento dos nossos concidadãos a quem formulo votos de bom regresso ao trabalho.
A Sede da Região de Turismo do Centro vai ficar em Aveiro, decisão que não contesto;
O Pólo de Competitividade da Energia vai ter a sua sede em Aveiro, facto que teve também o meu empenhamento, no âmbito da estratégia da Região Centro, que quer liderar quatro sectores (energia, tecnologias da informação e comunicação, madeiras e metalomecânica);
Em declarações ocorridas há cerca de três meses, o Ministro da Economia assumia que a Direcção Regional da Economia iria também para Aveiro.
Direi, mérito de Aveiro que tem sabido fazer o seu trabalho de casa, tem assumido uma atitude reivindicativa, coerente, envolvendo os vários actores.
Em contraste evidente, VISEU PERDE EM TODOS OS TABULEIROS, no âmbito da reestruturação do PRACE;
Viseu perde o Centro de Conservação e Restauro, depois de o Ministro da Cultura ter dito que ia ver o que podia fazer e depois assumir numa resposta a um requerimento a “fatalidade” do encerramento;
Congratula-se, na voz dos dirigentes socialistas, com aquilo que já tinha, com a Circunscrição Florestal do Centro, agora com outro nome e liderada por um viseense, que cumprimento pela nomeação e formulo votos de muito sucesso nesta missão;
Contabiliza como vitória a manutenção do que já tínhamos, a Direcção Distrital das Estradas de Portugal, que já dependia de Lisboa, não é novidade nenhuma, tem as mesmas competências!
Motivos para nos congratularmos seria termos ficado com o Centro Operacional Regional das Estradas de Portugal, estrutura criada de novo, que vai coordenar todas as novas obras e concentrar as competências, ficando a sede em Coimbra.
À falta de melhor, “enchem a boca” com a minúscula Direcção Regional do Instituto da Inspecção das Condições de Trabalho a funcionar num pequeno apartamento em Viseu.
Que grande contraste, entre a postura dos socialistas de Viseu e a dos de Aveiro, retirem os caros leitores as ilacções !
Outro facto relevante que marcou a semana foi a posse do Novo Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Dr. Fernando Sebastião, a quem aproveito para felicitar pela eleição e formular votos de um profíquo trabalho em prol do desenvolvimento de Viseu.
Tem uma enorme tarefa pela frente, unir a instituição e focalizá-la numa estratégia que a reposicione como motor de desenvolvimento de Viseu, vertente muito “adormecida” nos últimos três anos, fruto do conflito permanente que se viveu.
Seria injusto que não enaltecesse o brilhante trabalho desenvolvido pelo Prof. João Pedro Antas de Barros, o Politécnico que hoje temos tem a sua marca e assinatura, Viseu deve-lhe muito e a homenagem a uma carreira ao serviço do desenvolvimento, deve ser feita, é de elementar justiça.
Pena foi que estes últimos anos tivessem afectado a instituição e levassem a que perdesse competitividade no âmbito nacional e internacional.
Enquanto as “energias” eram gastas nas “lutas internas”, outras instituições iam aproveitando a “distracção” de Viseu.
Mas nada está perdido, há que dar as mãos, estou convicto que o novo Presidente do Politécnico terá “engenho e arte” para envolver todos os que colaboram com a instituição e para homenagear o trabalho desenvolvido nos últimos vinte anos.
Parabéns Caro Dr. Fernando Sebastião, os holofotes são seus! Tem todo o meu apoio, bem como a instituição que dirige.
In Diário de Viseu, 20 de Setembro de 2008
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