Almeida Henriques

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Portugal na Presidência da Assembleia Parlamentar da OSCE

Acompanhei esta semana a uma grande distância, participando na 17ª. Assembleia Anual da Assembleia Parlamentar da OSCE, Organização de Segurança e Cooperação Europeia, em Astana, no Cazaquistão.


Há cerca de cinco anos que, juntamente com o meu colega socialista João Soares, iniciámos uma estratégia de acompanhamento e intervenção da nossa delegação parlamentar nesta importante organização, tendo culminado com a eleição deste meu amigo para Presidente, assumindo eu, interinamente, a presidência da nossa delegação.

Prova que, com uma boa estratégia, somos capazes e merecemos o reconhecimento, neste caso, de 56 Países, da Europa e Ásia, para além da Rússia, Estados Unidos e Canadá; ao longo deste tempo participámos activamente nas diferentes reuniões, para além das inúmeras missões de observação eleitoral, em países como a Sérvia, Montenegro, Geórgia, Rússia, Quirquistão e Cazaquistão, entre outras, aliás, um dos principais pilares desta organização.

Face ao seu figurino, a OSCE teve uma importância fundamental na estabilização democrática dos ex países de leste e, neste momento, está a efectuar um trabalho relevante em missões como a do Kosovo e na estabilização da Ásia Central.

Nos próximos dois anos teremos, pois, um português a presidir a esta Assembleia Parlamentar da OSCE, orgulho-me de ter contribuído activamente para este objectivo.

Nas relações de Portugal com o mundo, as opções partidárias têm de ficar de lado, para além de que João Soares é de facto uma pessoa “talhada” para esta missão, tem sido enriquecedor estreitar esta relação de amizade, estou certo que fará um bom trabalho, com o apoio de toda a delegação portuguesa, parabéns pela eleição.

Quanto ao Cazaquistão, independente da ex URSS desde Dezembro de 1991 e presidido por Nursultan Nazarbayev desde a independência, tem efectuado o seu percurso no capitulo do respeito dos direitos humanos, está a construir uma economia de mercado, embora com um forte planeamento e intervenção do Estado e, no domínio democrático, o presidente foi reeleito em 2005 com 91% dos votos e o Senado e a Assembleia, são praticamente monocromáticas, um longo percurso democrático ainda por fazer.

É um País imenso, onde cabe toda a Europa, com uma população de 15 milhões de pessoas, com uma produção diária de 800.000 barris de petróleo, o que lhes dá uma riqueza imensa e capacidade de investimento.

A título de exemplo, Astana, a nova capital, está a comemorar o seu 10º. Aniversário, cresceu 600.000 pessoas neste período, estão a ser investidos biliões de dólares na construção de uma cidade grandiosa, de largas avenidas, grandes prédios de arquitectura arrojada, nem sempre de bom gosto, mas imponentes; trata-se de um verdadeiro “oásis” na Ásia Central, com uma população muito jovem, média de 34 anos, aconselho o aprofundamento do conhecimento do País, um caso deveras interessante, com uma posição geoestratégica fundamental; assume a presidência da OSCE em Janeiro de 2010.

Não resisti a partilhar esta experiência, o que me deixa pouco espaço para abordar, esta semana, questões locais ou nacionais.

Duas referência positivas:

Uma à actuação do Presidente da Câmara de S. Pedro do Sul em relação ás Termas, representam cerca de 50% do sector em Portugal, com os investimentos efectuados, esta posição poderá consolidar-se, uma opção estratégica num recurso endógeno que cumpre realçar.

Outra à responsabilidade social da Martifer, assina um protocolo com a Autarquia de Oliveira de Frades, de construção na Zona Industrial de creche, jardim de infância e escola do primeiro ciclo, para além de acção directa no domínio da formação dos seus trabalhadores, através de um Centro Novas Oportunidase felicito o Presidente da Autarquia e os irmãos Martins.

Por último, o que eu temia concretiza-se, a Direcção Regional da Estradas de Portugal é dada como certa em Coimbra, não é assim Senhor Presidente da Federação Distrital do PS de Viseu?

Viseu perde com essa atitude de “avestruz”, cabeça na areia ignorando a realidade e atirando “areia para os olhos”, os serviços e a sua localização é que são estruturantes para o futuro, nunca ouvi uma posição que fosse em defesa do nosso Distrito, tanto seguidismo e concordância cega com o Governo de José Sócrates já é demais.

Desminta-me se for capaz, quanto a esta questão das Estradas de Portugal e da Direcção Regional, Coimbra fica, assim, com a CCDR, Estradas de Portugal, ASAE, Administração da Região Hidrográfica do Centro, Emprego, Saúde, Cultura, Educação e Economia! e… Viseu… um a Inspecção das Condições de Trabalho, uma estrondosa derrota para Viseu!

É com tristeza que afirmo esta realidade, trocava uma qualquer estrada pela Direcção Regional da Estradas de Portugal !

É esta a capacidade de influência do Partido Socialista em Viseu, onde está s sua voz ?!...

In Diário de Viseu, 04 de Julho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Congresso do PSD, um espaço de reconciliação

Nesta análise semanal, tenho que começar por analisar o Congresso do PSD, um espaço de reconciliação do partido consigo próprio, resultou um amplo consenso em torno dos objectivos que nos devem nortear no próximo ano e meio.


Fundamentalmente, construir uma alternativa credível que mereça a confiança dos Portugueses em 2009, criar um capital de esperança face ao esgotado modelo de José Sócrates que, tendo começado com alguma energia, cedo se rendeu às politicas do “facilitismo”, titubeando nas reformas estruturais, colocando-se contra as diferentes classes profissionais de Portugal.

De facto o Pais tem que criar riqueza para distribuir e, essa terá que ser fundamentalmente gerada pelas micro e PME’s, importando recentrar a politica económica nesta realidade, não desistindo do modelo de modernização do tecido económico, aposta na inovação e promoção de uma nova mentalidade empreendedora.

O crescimento económico não pode ser feito com base na obra pública, o betão ainda é importante, pois há obras que têm de ser feitas, como a ligação Viseu/ Coimbra, o IC26 de ligação da A24 à A25 ou o IC37 de ligação Viseu a Nelas, mas será sempre um crescimento efémero e pouco consistente, quando as obras terminarem voltaremos ao mesmo.

É preferível apostar nas infraestruturas necessárias, que não o TGV, veja-se a vizinha Espanha, que já colocou este objectivo de lado e encontra novas soluções, no nosso caso era preferível melhorar as ligações ferroviárias entre capitais de distrito, ligar Viseu a Aveiro e duplicar a linha da Beira Alta, era muito melhor para o nosso desenvolvimento comum.

Era fundamental que, duma vez por todas, o País se colocasse de acordo quanto às obras imprescindíveis e colocasse de lado as que não trazem desenvolvimento futuro, o futuro passa pelo que fizeram os irlandeses, deixarmo-nos de grandes Planos de propaganda, como o Plano Tecnológico, mas melhorar drasticamente os nosso indicadores no domínio das tecnologias de informação e comunicação, darmos um grande salto na interacção universidade empresa e apostar nas micro e PME’e.

Obviamente que numa situação de grave crise como a que vivemos, é preciso olhar duma forma mais atenta para os mais carenciados, para os mais pobres mas também para a pobreza encoberta.

Há hoje uma grande fatia da classe média a passar grandes dificuldades, uns embrulhados na subida das taxas de juro que comem os seus rendimentos, outros assolados pelo desemprego de um dos membros do agregado social e muitas vezes dos dois.

Mais do que nunca é importante que o modelo social que partilhamos permita esbater estes problemas e actuar duma forma eficaz e atenta.

Este é um momento que não se compadece com a tradicional arrogância socialista, visível nos inúmeros tiques, não é por tentarmos encobrir a verdade que ela deixa de existir, é preciso falar verdade aos portugueses e mobiliza-los para ultrapassar as inúmeras dificuldades já existentes e as que se adivinham.

Esta também é a tarefa do PSD com a nova liderança, unir o partido, colocar todas as pessoas a remarem no mesmo sentido e encontrar respostas que tirem o País desta profunda depressão que o corrói, desta falta de auto estima que nos traz a todos acabrunhados.

Uma última palavra para a actuação do Partido Socialista na Assembleia Municipal .

Que triste figura, considerar a reivindicação da Escola de Ranhados uma lamúria, um tema impróprio de levar a uma sessão desta Assembleia.

Se há temas que nos deveriam unir, este é um deles.

Não será a educação a chave mestra da resolução futura dos problemas do País?

A Carta Educativa não dá prioridade a esta Escola que servirá 650 alunos ?

Porque dá o Governo o dito por não dito? Já chega de se penalizar constantemente Viseu e verificar que os responsáveis do PS são a voz do dono !...

In Diário de Viseu, 26 de Junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

PSD, Congresso em Guimarães

Decorre hoje o segundo dia do Congresso do PSD em Guimarães, espaço de debate onde espero que saia uma solução estável para que o PSD se assuma como a alternativa ao Governo do Partido Socialista.


Com a eleição nas directas da Dra. Manuela Ferreira Leite e com o segundo lugar do Dr. Pedro Passos Coelho, criou-se uma frente ampla de colaboração que poderá permitir pacificar o Partido, unindo-o e traçar uma Nova Estratégia que mobilize o País e os Portugueses, tão desanimados com o curso que Portugal está a tomar.

Ainda esta semana, numa reunião com o Ministro da Economia na Comissão de Actividades Económicas, sobre as Grandes Opções do Plano para 2009 ficou bem patente, face às respostas dadas às questões colocadas por mim, que o Governo, face às graves dificuldades que resultam do preço do petróleo, da subida das taxas de juro, da desaceleração da economia mundial e da nossa vizinha Espanha, refugia-se em grandes frases, promove grandes sessões de propaganda, não apontando caminhos prospectivos e de estratégia para a débil economia portuguesa, aumentando com isso o desânimo.

Por outro lado, não cumpre as suas obrigações, não paga os dinheiros que deve do anterior Quadro Comunitário de Apoio (instigado por mim a assumir um compromisso de prazo de pagamento, o Ministro da Economia recusou-se a responder).

Também em relação ao QREN, muita parra e pouca uva, muitas sessões públicas de pretensas assinaturas de contratos mas, até agora, nem um cêntimo foi pago às empresas ou instituições; no espaço de duas semanas, questionei o Primeiro Ministro e na quarta feira o Ministro da Economia, o silêncio foi a resposta.

No que a Viseu diz respeito, mais um serviço que está para sair de Viseu, o Centro de Conservação e Restauro (ligado ao ex IPPAR) instalado na Casa do Adro, junto à Sé, onde funciona (devia funcionar) a Assembleia Distrital.

No âmbito da reestruturação dos serviços que deriva do PRACE, este Centro poderá, definitivamente, ser deslocalizado para Vila Real, mais uma competência que Viseu pode perder, mobilizemo-nos para impedir mais esta perda.

Por último, como alertei, o Presidente das Estradas de Portugal, numa entrevista publicada no Diário Económico de 5ª. feira, refere que a reorganização dos serviços levará à criação de cinco ou seis Direcções Regionais, será que também aqui vamos perder.

Onde está a capacidade de influência dos socialistas de Viseu, será desta que nos fazem uma surpresa e anunciam a instalação em Viseu da Direcção Regional do Centro das Estradas de Portugal ?

Já é tempo de ganharmos alguma coisa, já é tempo de se falar verdade…

A propósito de verdade, não sei se repararam, o Presidente da Federação do PS, referiu-se à EN 229 como uma intervenção de rectificação, será o que está no projecto assumido numa resposta ou um requerimento por mim efectuado ?

Quando se procura “mascarar” a verdade, não se dá um bom contributo para a credibilidade da politica.

In Diário de Viseu, 25 de Junho de 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Combustiveis aumentam, transportes paralisam

Vivemos uma semana marcada pela greve das empresas de transporte, uma reacção, sobretudo, dos pequenos operadores, aos sucessivos aumentos dos combustíveis, mas que quase paralisou o País.


O Primeiro Ministro, no debate quinzenal, assumiu que sentiu o “Estado vulnerável” e que vai tomar medidas.

Sem abordar a questão dos preços dos combustíveis, resultado dos aumentos nos mercados mundiais, mas também de uma politica fiscal, designadamente quando nos comparamos com Espanha, há aspectos que vieram ao de cima.

Desde logo a pouca atenção que o Governo tem dado às questões da eficiência energética, há muito se justificava uma politica que nos leve a poupar energia, e muito focalizada nos edifícios e nos transportes; espero que o Primeiro Ministro “acorde” para esta realidade e assuma uma politica firme nesta matéria.

Outra, a excessiva dependência do País em relação aos transportes rodoviários, um País com 700 kms de costa que vive de costas voltadas para o mar, um Governo que lança o TGV e se esquece de ter um plano ferroviário para o País; também aqui importava que o PM tirasse as suas ilações, abordasse duma forma séria a questão do transporte ferroviário e que acelerasse a ligação de Aveiro à linha da Beira Alta, que por sua vez deveria passar a via dupla, apostando naquela que é a porta por excelência do escoamento de produtos portugueses, cerca de 40% das exportações do Norte e Centro do País, era bom que se colocassem os pés na terra e se resolvesse a questão dos transportes, para evitar a “vulnerabilidade” aludida.

A única boa notícia da semana foi a boa prestação da equipa portuguesa no campeonato europeu de futebol, resultado do bom “talismã” que foi o estágio em Viseu.

Estou convencido que, só este motivo amorteceu o clima de tensão social que se vive em Portugal, a greve dos camionistas foi só a ponta do iceberg; diariamente se sente o sufoco das famílias, a braços com o desemprego, com as subidas constantes das taxas de juro que fazem subir as prestações da casa e de outros empréstimos, o enorme “susto” diário quando se encosta o automóvel à bomba de gasolina e se verifica que houve mais um aumento, para já não falar das máquina fiscal que tudo exige, cega às realidades sociais que estão, muitas vezes, por detrás do incumprimento.

Estamos pois perante um Governo que falha nos momentos decisivos, que lida mal com a adversidade, que tem dificuldades em tomar decisões, que prefere viver no mundo da fantasia, realizando sessões e mais sessões de “propaganda”, não se sabe a que custo, sem que os portugueses vejam espelhado nas suas vidas, o que ouvem da boca do PM.

Como nota final, uma questão local de grande importância, a “velha” reivindicação da ligação Viseu a Nelas, o IC 37; no passado sábado, fui abordado por um concidadão que referia o facto de eu falar várias vezes sobre a ligação Viseu ao Sátão e nunca me ter referido a esta via.

Tenho estado na expectativa de ver o que o Governo decide sobre esta matéria, assunto que já no tempo do Governo do Dr. Durão Barroso estava na fase final, mais uma matéria importante para Viseu que está a “marinar” há três anos com o Governo socialista.

Por isso, lembra bem, Caro Concidadão, comprometo-me a esta semana elaborar uma pergunta ao Governo sobre a ligação Viseu a Nelas.

In Diário de Viseu, 13 de Junho de 2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Outra vez o concurso de beneficiação da estrada Viseu Sátão (EN 229)

Outra vez o concurso de beneficiação da Estrada Viseu Sátão (EN 229)


Quanto à importância desta intervenção, estamos conversados, penso que existe unanimidade, inclusive do Governo.

O Senhor Ministro Mário Lino e o Secretário de Estado das Obras Públicas assumiram o compromisso do lançamento do concurso e a resposta ao meu requerimento refere que está contido no Plano de Actividades das Estradas de Portugal.

Se está tudo pronto, porque não avança o concurso, porque é que o Governo está a faltar à palavra dada ?

É pouco sério o Senhor Secretário de Estado querer negociar com os Presidentes das Câmaras de Viseu e Sátão, quanto a uma ligação de raiz entre a recta do Pereiro e o Caçador, colocando esta solução como alternativa, limitando-se a colocar um tapete na EN 229.

Sabemos que é empurrar o problema para a frente, nem daqui a cinco anos a nova estrada estará construída; elaborar projecto, estudo de impacto ambiental, lançamento do concurso, construção, etc. etc., todos sabemos que é assim.

Quem é que o Governo quer enganar ?

Onde está a incompatibilidade entre as duas obras ?

Será que a resposta ao meu requerimento não é verdadeira ?

São várias interrogações que me assolam e, mais uma vez, não vejo o empenhamento do Partido Socialista na resolução do problema.

Definitivamente, avancem com o concurso da obra, como prometido, e tratem com calma da solução estruturante de ligação à A25.

Era importante que todos os interessados, Presidentes de Junta, Escolas, população (e já agora também os responsáveis do PS), se mobilizassem para que este problema não seja empurrado com a barriga, como é apanágio do Governo Socialista.



Onde está o dinheiro do QREN para as empresas, autarquias e instituições?

No debate da moção de censura ao Governo que se realizou na quinta feira (5 de Junho), provou-se que o QREN foi lançado, houve celeridade na aprovação de alguns projectos bem como na marcação de sessões públicas de propaganda (tivemos uma em Viseu com a presença do Senhor Primeiro Ministro) mas dinheiro, nem um cêntimo!

Questionei o Senhor Primeiro Ministro, instiguei-o a dizer quantos cêntimos já tinham sido pagos às empresas, instituições ou autarquias !

O silêncio foi elucidativo, sabemos que nem um cêntimo, ainda, foi pago a nenhum promotor.

Para fazer face a esta conjuntura negativa, muito importante seria o cumprimento nos pagamentos, por parte do Governo, quer no QREN, quer nas dívidas às empresas, que se estima ultrapassem os 3 mil milhões de euros, 1,5% do PIB.

É caso para dizer, bem prega o Frei Tomás, olha para o que ele diz e não para o que ele faz, isto é, o Governo não perdoa um cêntimo de juros se nos atrasamos no pagamento dos impostos, mas paga tarde e a más horas

In Diário de Viseu, 6 de Junho de 2008

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Combustíveis aumentam, Governo actua com a arrogância habitual

A Selecção de todos nós


Na semana que termina, Viseu continua eufórica com a nossa selecção, um grande calor humano, um apoio incondicional às nossas cores, uma sintonia perfeita entre a nossa autarquia, a associação de futebol de Viseu e o tecido económico.

Na passada quinta feira foi de grande significado a sessão que decorreu no Teatro Viriato, simples, digna, emotiva, mostrando os nossos valores e talentos, com um anfitrião à altura, Dr. Fernando Ruas.

É assim que se promove o nome de Viseu, muito boa sorte para a nossa selecção.



Combustíveis aumentam, Governo actua com a arrogância habitual

Também o continuado aumento do preço dos combustíveis marcou a agenda, auguram-se tempos muito difíceis, a contestação social motivada por este problema só está a começar; serão agora os pescadores, depois os transportadores contratados para os transportes escolares, os agricultores, as empresas, todos aqueles que têm agora mais um grave problema que põe em causa a sua competitividade.

O Governo não pode assobiar para o lado, há que tomar medidas que permitam minorar o problema dos sectores mais afectados, para além da tão desejável harmonização fiscal com Espanha, é inadmissível esta disparidade de mais de 30% no preço dos combustíveis.

A teimosia e arrogância do PS e do Primeiro Ministro fazem com que o problema só se adie; veja-se o que aconteceu com a previsão do crescimento do PIB, também teimosamente o Engº José Sócrates assumia que não existiam razões para rever a previsão do Governo, depois teve que rever, embora sempre com arrogância.

É preciso lançar o concurso de beneficiação da ligação Viseu ao Sátão

Por último uma questão local, a tão ansiada remodelação da EN 229, que liga Viseu ao Sátão e ao Nordeste do distrito, uma das vias com mais tráfego e sinistralidade, um assunto que tenho abordado sistematicamente.

Efectuei uma Pergunta ao Governo em finais de Fevereiro, com resposta em Maio e com a promessa do Ministro Mário Lino, aquando da última deslocação a Viseu em Março, de estar para breve o lançamento do concurso.

Da resposta do Governo ressalta que “o projecto de execução não necessita de ser submetido a procedimento de impacte ambiental”, que “o troço terá 15 kms com homogeneização do perfil transversal, o recurso a alargamentos pontuais e o tratamento urbano das travessias de povoações”, que a “obra está inscrita no plano de investimentos da EP, Estradas de Portugal” e que terá “um custo de 7,8 milhões de euros”.

Ficam sem resposta questões fundamentais como quando perspectiva abrir o concurso público que permitirá iniciar a obra? Qual o cronograma do investimento, concurso, construção e finalização?

Convenhamos que, depois do anúncio, esperávamos mais, aliás… muito mais… Quantas vidas mais se terão que perder para o problema ser resolvido, Senhor Ministro Mário Lino, Senhores Deputados do Partido Socialista?

Em relação à questão “sendo esta uma via que continuará sempre como de ligação entre diferentes freguesias e com grande tráfego local, que estudos estão em curso que prevejam uma solução mais estruturante de ligação do Sátão à A25 ?”, a resposta foi “que se encontra em fase de conclusão a intervenção de beneficiação das EENN329 e 329-1 entre Sátão e Mangualde, que dotará esta ligação à A25 de condições de circulação adequadas”.

É esta a posição definitiva do Governo sobre este importante assunto ?

O Governo socialista no seu melhor!...

In Diário de Viseu, 30 de Maio de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Unir esforços para revitalizar o Centro Histórico

Urge unir esforços para revitalizar o Centro da Cidade


Ainda bem que a discussão em torno da dinamização do centro histórico tem vindo a ganhar adeptos, é algo de que venho a falar há mais de cinco anos, é bom verificar que os comerciantes, bem como alguns cidadãos que protagonizaram uma petição sobre o assunto e a autarquia colocaram este problema na ordem do dia e como prioritário.

Recordo muitas vezes a minha própria experiência de juventude, quando vivia na rua Direita e éramos às dezenas os jovens que a utilizavam a caminho do Liceu Alves Martins e da Escola Comercial.

Hoje, contam-se pelos dedos as crianças que vivem nesta zona da cidade, a população é esmagadoramente idosa e há uma evidente desertificação.

A politica de solos praticada um pouco por todo o País, empurrou as pessoas para as periferias das cidades, criando as chamadas “cidades donut”.

Quem acaba por pagar a factura mais pesada é o pequeno comércio tradicional que, apesar de assentar a sua estratégia numa postura personalizada, de simpatia para com o cliente, não consegue contrariar o movimento decrescente das receitas que entram na caixa registadora, pois as pessoas não circulam nas artérias onde estão localizados.

É de facto preciso unir esforços, mas com urgência, o projecto apresentado pela Autarquia, preparado pela Parque Expo, é um bom ponto de partida, deve ser a partir deste que toda a discussão deve ser mantida.

Como pressupostos desta discussão tem que estar a dinamização de um ou vários centros comerciais de ar livre que concorram com as outras ofertas que temos na cidade; para isto acontecer, importa que os comerciantes tenham mais espírito associativo, uma participação activa da autarquia na concentração de eventos que levem as pessoas ao seu Centro mas, importa também, que o Governo “acorde” e que dê também prioridade a esta questão, designadamente, deixando-se das “esmolas” do Modcom, e alocando as verbas do QREN e do Fundo do Comércio, na sua totalidade, para a dinamização dos Centros Urbanos nas suas diferentes vertentes, não vale a pena “pulverizar” apoios, é preciso “concentrar”, com uma lógica integrada que produza um efeito mobilizador e estanque o problema.

Ao mesmo tempo, é preciso que as pessoas voltem a viver nos centros urbanos, envolver empresas e empreendedores na reconstrução dos edifícios e estimular casais jovens a instalarem-se.

Fundamental também é a localização de estruturas que tragam pessoas ao Centro.

Nesta matéria, espero dar um bom contributo e que a Escola Tecnológica de formação dual, parceria entre o Conselho Empresarial do Centro (CEC) e a Câmara de Comércio e Indústria Luso Alemã que estou a dinamizar, se possa instalar no centro histórico.

Todos os contributos ajudam, este é o meu, discutir o assunto, ajudar a encontrar soluções e aproveitar sinergias, ao contrário de outros actores que só falam, falam … e não os vemos a fazer nada, actuam como autênticas caixas de ressonância do Governo, esquecendo-se que foram eleitos Deputados para servirem o seu círculo eleitoral.

Viseu Gourmet, uma aposta ganha

Uma palavra para o Viseu Gourmet que arrancou na quinta feira, uma aposta ganha da Comissão Vitivinícola do Dão e da Região Turismo Dão Lafões, duas instituições que se habituaram a andar de braço dado, para bem de todos nós.

Felicito as duas instituições, a promoção de Dão e de Viseu faz-se com iniciativas de qualidade, apesar de ser só a segunda edição, é uma iniciativa que já ganhou o seu espaço.

In Diário de Viseu, 23 de Maio de 2008